sábado, 30 de outubro de 2010

Depois de amanhã

Brasília, 30 de outubro de 2010 - Brasileiros e brasileiras vivem um momento decisivo para o país: continuar como nação do Segundo Mundo (países mergulhados na Idade Média, monarquias comunistas absolutas, como a Coreia do Norte), ou participar do esforço de tornar o Brasil o país mais rico do mundo, o que potencialmente já é.

Atualmente, a escola pública e a universidade chegaram ao fundo do poço. Tomemos um exemplo próximo de nós: a Universidade de Brasília (UnB) é só sucata. Imaginem o resto. Os hospitais públicos, e privados, são corredores da morte; aqueles, porque só há tapeação do governo no setor; estes, porque há uma indústria da morte, isto é, os pacientes de hospitais particulares só saem quando a família não tem mais sequer R$ 1, ou como cadáver. É o que geralmente ocorre neste país riquíssimo e injusto. A segurança pública... há segurança pública? A infraestrutura do país está completamente sucateada. E a infraestrutura básica? É uma tragédia.
A única coisa que funciona neste país é a política econômica, que Lula herdou de Fernando Henrique Cardoso e não mexeu nela.
No mais, Lula empregou todos os petistas. E todos eles recolhem parte do que ganham aos cofres do PT. Lula dá Bolsa-Família, isto é, dinheiro, para todo potencial eleitor do PT. Resume-se nisso a razão dos 83% de aprovação a Lula. Os 17% restantes são a população que lê, tem senso crítico e enxerga o que está acontecendo.
Dilma Rousseff é um clone de Lula. Como ele não conseguiu fazer como Hugo Chávez, seu ídolo, perpetuar-se no poder, e entregar todas as riquezas do país para os “companheiros”, Lula criou Dilma, para manobrá-la até 2014, quando tentará voltar ao poder.
E Dilma pensa que fará tudo aquilo que Lula sempre quis fazer, mas, devido à oposição, não conseguiu: aborto à vontade; patrimonialismo, cabide de emprego e nepotismo desenfreados; apoio explícito à invasão de terras pelo MST; extinção da imprensa, com prisão dos jornalistas mais lúcidos (e portanto mais perigosos a candidatos a ditador); loas ao imortal Zé Sarney; apoio aos ditadores mundo afora; cartilha comunista como disciplina obrigatória nas escolas e universidades; fronteira aberta com a Bolívia e o Paraguai; abertura de representação das Farc em Brasília; financiamento do bolivarianismo; aprovação pelo Congresso Nacional da eleição vitalícia de Lula; Congresso Nacional com partido único, o PT, etc. etc. etc.
Mas nada disso vai acontecer. Nada. Em primeiro lugar, Lula tem de cair fora no réveillon. Mesmo que ele fique conduzindo Dilma, como a uma marionete, terá que ser de fora da presidência da República. É o mesmo caso de José Dirceu. Como ministro da Casa Civil era perigosíssimo. Cassado, sua periculosidade diminuiu. Está dando ordens de dentro da toca. Às vezes, bota a cabeça de fora, como agora, para dar uma mãozinha à Dilma.
Em segundo lugar, supondo que José Serra seja derrotado nas urnas, os estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás vão liderar a oposição à Dilma, bem como as bancadas do PSDB, DEM, PPS e parte do PV e do PMDB no Congresso Nacional, nas assembléias legislativas e câmaras. Isso, mais as instituições democráticas e sem rabo preso deste país. E os blogueiros liberais e democratas também. E as próprias Forças Armadas, que não admitirão uma ditadura comunista. E ainda os Estados Unidos não permitiriam isso. Sim, os Estados Unidos (acreditem no que lhes digo).
Assim, o máximo que poderá acontecer será o país mergulhar mais quatro anos na pasmaceira dos últimos oito anos. Não acredito que brasileiros e brasileiras, mesmo os que recebem Bolsa-Família, aguentem mais do que isso. A propósito, já ouvi comentários de que Dilma não aguentaria quatro anos.

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