sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Democracia

Eu tinha 10 anos de idade quando a Ditadura dos Generais irrompeu na manhã de primeiro de abril de 1964, de modo que, em 1980, ano da criação do Partido dos Trabalhadores, tinha 26 anos, e alguma noção de política. A Ditadura dos Generais foi um contragolpe aos comunistas, que queriam instalar uma ditadura de esquerda no Brasil, nos moldes de Cuba. Esclareça-se: ditaduras, tanto faz de direita como de esquerda, não passam de quadrilhas, que acabam como Cuba, onde o capim não dá mais nem para a própria quadrilha de Fidel Castro matar a fome, quanto mais para o povo.

Assim é que os generais-ditadores tiveram apoio branco dos Estados Unidos, mas ficaram tempo demais no poder, impondo retrocesso maranhense ao país, que tinha potencial para ser hoje uma potência mundial.

Voltando ao PT, nasceu aspirando três coisas: chegar ao poder; transformar as máquinas públicas federal, estaduais e municipais, em cabide de empregos; e instalar uma ditadura. Bem que os petistas tentaram isso, sob o comando do seu mentor, Lula. Não conseguiram e não conseguirão. De modo que os oito anos em que Lula esquentou sua poltrona no jato presidencial serviram para mostrar que o país pode até tolerar a roubalheira escandalosa perpetrada por gangsters de colarinho branco - que sangrou o país, do Oiapoque ao Chuí -, mas não tolera tipos como Hugo Chávez, ou Fidel Castro.

Quero deixar bem claro que não estou afirmando que o ex-presidente Lula era conivente com o valhacouto de quadrilheiros, narcotraficantes e terroristas em que se tornou o Brasil, mas apenas observar que o PT tentou como pôde amordaçar a imprensa, inclusive com ajuda do presidente do Senado e seu conselheiro, o maranhense José Sarney, sobre quem Lula disse que é especial e que está acima do bem e do mal. Calar a imprensa é o primeiro passo para a instalação de ditaduras. Esclareço ainda que o fato de Lula idolatrar Hugo Chávez e Fidel Castro não quer dizer que, se conseguisse instalar uma ditadura no país, agiria como os dois carniceiros.

A propósito, Lula é idolatrado pelo povão. A totalidade da base da pirâmide adora Lula, identifica-se com Lula.  O que não quer dizer nada. O povão ri porque conta com a Bolsa-Família e não tem que procurar trabalho. Quanto ao Brasil, está quebrado. Alguém duvida disso? Se forem reconstruir a infraestrutura do país e instalar saneamento básico nas cidades, isso, sem falar em investimentos em Educação, Saúde e Segurança Pública, nem o Banco Mundial disporia de dinheiro suficiente. Outra: Lula não promoveu sequer uma reforma de base.

Partiu de 1% da população um acontecimento histórico, que culminou no segundo semestre de 2001: a Lei da Ficha Limpa, tirando da parada gente como Joaquim Roriz, governador quatro vezes de Brasília. Lembro-me que certa feita ele tirou dinheiro da Educação para dar aos donos dos jornalecos de plantão, e que parte do forro da biblioteca da Escola Industrial de Taguatinga veio abaixo; a biblioteca era uma estufa de bolor, diga-se. Faço essas duas citações porque são sintomáticas.

Agora, é pensar na reforma política. Os inquilinos da casa dos horrores jamais aprovarão a reforma política. É necessário que o 1% da população faça isso. Sem reforma política continuaremos elegendo bandidos capazes de qualquer monstruosidade.

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