terça-feira, 3 de maio de 2011

Cai diretoria do Hospital Universitário de Brasília


Falta até álcool no HUB, que, mesmo assim, realiza importantíssimo trabalho de extensão universitária, atendendo, além da comunidade de Brasília, pacientes do Entorno e de todo o Brasil. Também o HUB recebe residentes multidisciplinares oriundos de todas as regiões do país, inclusive de instituições privadas de ensino superior.

O Hospital da Universidade de Brasília (HUB), onde é realizado um trabalho extraordinário de extensão universitária, atendendo pacientes de Brasília, Entorno, Nordeste e todo o país, acometidos de casos desesperadores das doenças mais graves, foi jogado às traças faz tempo, no rastro do sistema de saúde do país, que está falido e virou um matadouro. No HUB, que é laboratório para os formandos da UnB e residente multidisciplinares de todo o país, falta álcool, a comida é uma gororoba intragável e o complexo arquitetônico e móveis, deteriorados, são deprimentes. Nos últimos anos, diversos serviços do HUB foram fechados temporariamente por falta de material; até o centro cirúrgico foi fechado.
Dia 2 de maio, a diretoria do HUB entregou ao reitor, José Geraldo de Sousa Júnior, pedido de demissão coletiva, irrevogável, em protesto, dizendo eles, contra a Medida Provisória 520, que tramita na Câmara dos Deputados, e cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, tirando do Ministério da Educação (MEC) a gestão dos hospitais universitários. A medida foi enviada ao Congresso Nacional no último dia do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Desde então os sindicatos da categoria se posicionaram contra ela, alegando que a MP oficializa a terceirização e a privatização dos serviços oferecidos pelos hospitais universitários.
Os demissionários são: o diretor-geral do HUB, Gustavo Romero; a diretora de Serviços Assistenciais, Elza Noronha; a diretora de Ensino e Pesquisa, Maria Imaculada Junqueira; e a diretora executiva, Laene Gama. O reitor aceitou prontamente o pedido de demissão e o vice-reitor, João Batista de Sousa, assumiu dia 3 de maio a direção do hospital. "O HUB precisa de uma melhor gerência de compras, controle de materiais e abastecimento do almoxarifado" - disse João Batista. "Também vamos buscar uma maior interlocução com atores externos, como o Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do DF."
O que dá para entender é que os antigos diretores talvez não tivessem o tempo necessário para cuidar da coisa pública. Estariam muito ocupados em clínicas particulares? De qualquer forma, é preciso que haja uma investigação sobre o estado deplorável em que o hospital se encontra. O Brasil é o que é também devido a impunidade (veja-se o Mensalão, que está virando piada e prestes a prescrever). Vamos ver, agora, se o HUB, que é uma referência de Brasília, volta a funcionar pelo menos com o mínimo de decência.

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