quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pesadelo

Desde os portugueses, que "acharam" o Brasil em 22 de abril de 1500, o Estado brasileiro é um dos mais corruptos do planeta, e no governo petelho os ratos enlouqueceram, locupletando-se à luz do dia com patrimonialismo, nepotismo, desvio de dinheiro público, furto de merenda escolar e roubo pesado do erário. A coisa ficou tão desavergonhada que o Senado Federal, dos atos secretos de Zé Sarney, e a Esplanada dos Ministérios, dos capos (o capo di tutti i capi nunca sabe de nada), ficaram parecidos com o bas-fond de São Paulo. A Polícia Federal deve utilizar um senhor efetivo e todo o tempo só para investigar essa máfia de lombrigas.

Mas chegamos a um ponto que não dá mais para ficar só olhando, pois tem gente morrendo de fome (num país como o Brasil), nas filas imorais de hospitais públicos indecentes, por causa de merenda escolar surrupiada, devido a verbas públicas assaltadas, pessoas são assassinadas nas ruas e rodovias, outras, são escravizadas, e crianças morrem várias vezes a cada estupro que sofrem entre lixeiras nos becos sórdidos das metrópoles.

Como não é possível reunir todos os vermes que matam e roubam, principalmente os de colarinho branco, na Muralha da China, e crivá-los de chumbo quente; como não é possível a reforma política de verdade (o que temos é a “reforma” que Zé Sarney está liderando no Senado Federal); como não é possível tornar o crime de corrupção inafiançável e imprescritível; como não é possível mobilizar os caras-pintadas da União Nacional dos Estudantes (UNE), que se tornou mais um cabide de emprego dos petelhos e cia. e não tem mais caras-pintadas; como não é possível aplicar uma marretada nos beiços de todos os mamadores que sugam e mordem o úbere inchado do erário; como não é possível aplicar 10% do PIB na Educação, com seriedade; como a “presidenta” quer criar mais impostos no bolso de um povo que só falta doar, literalmente, seu sangue para vampiros mafiosos; e porque o riso vem dando lugar ao grito, comecemos uma revolução gentil.

Para começar, não joguemos lixo nas ruas, nem no chão de casa, mas na lixeira, e, se possível, reciclado; não furemos as filas, pois elas já estão prenhes de moribundos; não aplaudamos políticos desonestos, que só querem enriquecer suas famiglias; se você tiver tempo, proteste, de alguma forma, contra a bandalheira, não dê guarida para patifes, principalmente os que já mamaram tanto na teta do erário que parecem múmias; não faça parte de máfias por omissão, denuncie anonimamente, porque há sempre um bom policial, que, como anjo de luz, está disposto a realizar seu trabalho; analise o discurso dos políticos – eles mentem o tempo todo; e sorriamos para Deus, que é o Éter.

Os bandidos não sabem que o mundo físico, o ter, ter e ter, é finito. Pode acabar até em uma queda na rua; num jorro de adrenalina e parada cardíaca; nos rins atrofiados; no câncer, obsceno; na bala de um bandido rival e mais poderoso; numa angústia que ele não enxerga e que é apenas a prisão espiritual em que ele encerra a si mesmo; no pesadelo. Não há saída. Riquezas materiais, por mais trilionárias que sejam, levam a nada, se não foram utilizadas para produzir risos nas crianças que brincam no campo de centeio.

Bandidos pensam que a vida é controlada à bala, e que podem estuprar crianças impunemente, que podem gozar serrando pessoas ainda vivas. Os gorilas (ditadores), como Hitler, Josef Stalin, Mao Tsé-Tung, Ban Ki-moon, Fidel Castro, Hugo Chávez, Muamar Kadafi, Mahmud Amadinejá, Hu Jintao, e os candidatos a gorila, todos eles, querem ser como os reis absolutistas: acham que os noivos devem lhes entregar suas noivas; os pais, suas filhas; as mulheres, sua honra; e todos, suas crianças e, claro, suas vidas.

Oh! Não! Não é assim. O mundo físico é apenas sombra da mente. A mente é o ser, e é eterna. Ouçam o Canto da vida eterna, do filósofo japonês Masaharu Taniguchi:

Este corpo é como o arco-íris.
O arco-íris não é perene
e em breve desaparece.

Este corpo é como a bolha.
A bolha não é perene
e em breve desaparece.

Este corpo é como a miragem.
A miragem não é perene
e em breve desaparece.

Este corpo é como o eco.
O eco não é perene
e em breve desaparece.

Este corpo é como o relâmpago.
O relâmpago não é perene
e em breve desaparece.

Este corpo é como a nuvem.
A nuvem não é perene
e em breve desaparece.

Este corpo é como a correnteza.
A correnteza é inconstante
e se escoa sem parar.

Este corpo é como a bananeira:
parece que é sólido,
mas não tem consistência.

Este corpo é como o fogo:
parece que transmite calor,
mas a tudo consome e se extingue.

Este corpo é como o sonho:
parece que é real,
mas é irreal e efêmero.

Este corpo vem da ilusão:
parece ter substância,
mas é vazio e efêmero.

Este corpo é desamparado;
parece ter amparo,
mas logo se desmorona.

Este corpo não possui mente;
embora pareça possuí-la,
não a possui, tal qual entulho.

Este corpo não tem vida;
como palha carregada pelo vento,
é arrastado pela força do carma.

Este corpo é impuro;
embora pareça formoso,
está repleto de impurezas.

Este corpo é transitório;
embora pareça duradouro,
um dia terá de morrer.

Não é existência verdadeira
o que some como a bolha,
o arco-íris, a miragem, o eco.

Não tomeis por vosso Eu
o que não é existência verdadeira;
jamais o considereis vosso Eu.

O que é efêmero não é o vosso Eu.
O que morre não é o vosso Eu.
O que desaparece não é o vosso Eu.

O ser infinito, eis o Eu!
O ser búdico, eis o Eu!
O ser diamantino, eis o Eu!

O que é eterno, eis o Eu!
O que é imortal, eis o Eu!
O que é universal, eis o Eu!

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