quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Criação do estado do Planalto Central seria a saída para os moradores do Entorno do Distrito Federal, uma das regiões mais violentas do planeta?

A tragédia do Brasil, além do PT, é o sentimento de colonizado que perpassa o inconsciente coletivo. Esse sentimento foi implantado pelos portugueses a ferro e a fogo no DNA dos mulatos, cafuzos e mamelucos, e a ideia de que stalinistas são superiores, quem, por exemplo, deve decidir o que a imprensa publica ou não etc. Essa ideia aristocrática vige até hoje. Brasília é a sede do império e os estados são as colônias. Os estados brasileiros são mesmo grandes como países. Mas isso vai acabar, por uma razão clara, que os coronéis de barranco, que também estão acabando, não conseguem enxergar: o imperador, ou imperatriz, e os governadores estão de costas para a hinterlândia.

Vejam o caso do Pará, que será submetido a plebiscito, em dezembro, para a população decidir se quer dividi-lo em três ou se continua um estado de 1.247.689,515 quilômetros quadrados. Com o desgoverno da petista Ana Júlia Carepa, de 2007 a 2010, um caso histórico de incompetência, as coisas no Pará se acirraram. O Pará, que é um paraíso geográfico e uma potência pela natureza, está na frente em violência no campo, escravidão – inclusive de crianças para o mercado sexual –, desmatamento, poluição e, naturalmente, corrupção. Um dos maiores produtores de energia hidroelétrica do país, pelo menos metade dos seus 144 municípios não conta com energia firme. Mas o governo não quer ver de jeito algum o estado dividido.
Muitos acham que sai caro criar um novo estado, mas sai a um custo bem mais baixo do que simplesmente políticos se esbaldarem na bacanal que acontece diuturnamente na burra da União, num patrimonialismo sem fim, que tem origem exatamente na ideia de socializar o alheio. Por exemplo: o estado de Tocantins. Se não fosse criado, continuaria sendo o monturo de Goiás. Hoje, o monturo de Goiás é o Entorno do Distrito Federal.
Região violenta, uma das mais violentas do planeta, abandonada pelos governos que se sucedem em Goiás, a saída para o Entorno é virar estado. A saída verdadeira seria a inclusão social das famílias que moram na região, mas isso é uma utopia num país como este. Assim, a saída é transformar o Entorno em estado. Estado do Planalto Central.
Em 14 de junho de 2002, o então suplente de senador Francisco Escórcio, maranhense residente em Taguatinga (DF), apresentou projeto de decreto legislativo, número 298, criando o Estado do Planalto Central, composto por municípios de Goiás e de Minas Gerais, e cidades-satélites do Distrito Federal, com capital em Taguatinga, a mais rica satélite de Brasília, integrando área de 75.470 quilômetros quadrados. Em 30 de novembro de 2010 o projeto foi arquivado. Francisco Escórcio, atualmente suplente de deputado federal, pelo PMDB do Maranhão, está pronto para reapresentar o projeto. Agora, além de, como Lula, beijar a mão do todo poderoso Zé Sarney, Escórcio sabe que chegou o momento: nem as Forças Armadas pacificariam o Entorno, exceto investimentos maciços, continuados, nunca desestimulados, na educação, na inclusão social e na industrialização da região.
Zé Sarney é um poderoso aliado de Escórcio. Imperador do Maranhão, anexou o estado do Amapá, criando a província do Maranhão e Amapá. Sarney fará tudo pelo seu amigo Escórcio para que seja criado o estado do Planalto Central.
O Entorno do Distrito Federal pode ser visto sob três ângulos. O mais agudo deles é o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), abarcando 12 municípios de Goiás: Abadiânia, Alexânia, Cabeceiras, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina de Goiás e Santo Antônio do Descoberto.
A Região Integrada do Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), criada por meio da Lei Complementar 94 e sancionada em 19 de fevereiro de 1998, é integrada, além do Distrito Federal, por 19 municípios de Goiás e 3 de Minas Gerais: Abadiânia, Águas Lindas de Goiás, Água Fria de Goiás, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás e Vila Boa, em Goiás; Unaí, Cabeceira Grande e Buritis, em Minas Gerais.
A Associação dos Municípios Adjacentes à Brasília (Amab) congrega 42 municípios, 29 de Goiás e 13 de Minas Gerais, ocupando área de 93.212,66 quilômetros quadrados.
Terra é o que não falta para o estado do Planalto Central.

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