terça-feira, 1 de novembro de 2011

Até quando o governador do DF, Agnelo Queiroz (PTMDB), conseguirá se agarrar ao Buriti?

Brasília, 1 de novembro de 2011 – Em junho de 2010, quando o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) intervenção em Brasília, era a oportunidade de se fazer uma limpeza no Distrito Federal. Houve uma grita, de políticos, instituições e pessoas, e o Supremo recusou a intervenção. No fim de 2009, o então governador José Roberto Arruda, do DEM, e considerado o segundo melhor governador do país, atrás somente de Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais, foi flagrado montado na burra do DF. A bacanal era tão feia que ele foi preso. Mas o STF achou que estava tudo bem.

Sete ministros votaram contra o pedido: Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello, acompanhando o relator, ministro Cezar Peluso. Apenas um foi favorável, o vice-presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto. Palavras dele: "O Distrito Federal padece de leucemia ética, democrática e cívica, pelas suas cúpulas no âmbito do Legislativo e no âmbito do Executivo".
A leucemia ética, a que se referiu Carlos Ayres Britto, é consequência de uma vampiragem antiga, origem de muitas fortunas brasilienses. Agora, é a vez do governador peteemedebista Agnelo Queiroz, ex-ministro dos Esportes de Lula - o ex-presidente dono do PTMDB. O que as revistas semanais já publicaram sobre Agnelo daria para derrubar até um presidente norte-americano.
Aliás, Agnelo Queiroz é um pato manco desde as eleições, ano passado. Ele só conseguiu ganhar porque seu principal concorrente, o quatro vezes governador do DF, Joaquim Roriz (PSC), foi alvejado pela Lei da Ficha Limpa (alvejado de fato). Roriz, então, jogou às feras sua esposa, dona Weslian, para enfrentar Agnelo. O povão brasiliense, aquela massa que decide as eleições, engole muita coisa, mas daí a achar que o Distrito Federal pode ser governado da cozinha da casa de Roriz era demais.
Além do lamaçal onde Agnelo navega numa canoa furada, há o agravante da sua incompetência. Se não fosse a Copa do Mundo de 2014, e a construção do novo Mané Garrincha, Agnelo já teria sumido. Médico, assumiu o governo dizendo que a Saúde seria a menina dos seus olhos. A Saúde no DF está cada vez pior. Uma calamidade. Um matadouro.
Agnelo - Agnulo, como o chama o poeta e jornalista Heitor Andrade - é uma tragédia. Se aguentar no governo até 2014, Brasília afundará. Talvez afunde já neste verão.

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