quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

2012

Desde 2003, o estado brasileiro escorrega para dentro de um abismo de lama, e quanto mais longe for esta situação mais se assemelhará a uma bomba atômica quando for acionado o freio (porque o freio será acionado). A corrupção perpassa e se acama em todas as camadas da sociedade brasileira, e se tornou normal. O povão não sabe o que está acontecendo, pois acredita em qualquer mentira que qualquer vagabundo de colarinho branco afirme. Para o povão, autoridade é como príncipe. Rouba-se por ano, no país, pelo menos R$ 50 bilhões, e ninguém devolve nada. Os corruptos poderosos estão currando o povão brasileiro sem sequer cuspir; o povão está satisfeito com a bolsa...

Durante os 8 anos de governo (1995-2002), Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), pôs ordem no país, tirando-o de uma hiperinflação a criando marco regulatório para coibir a corrupção e visando ao desenvolvimento do país. Mas o PSDB, partido cheio de caixinhas-de-pose, se implodiu, e Lula, fundador do PTMDB, reina absoluto desde 2003, agora em governo títere, de olho em 2014, visando ficar até 2022, elegendo, então, José Dirceu. Essa tese é hilária, mas do jeito que as coisas vão tem tudo para dar certo.
O trabalhador brasileiro trabalha cada vez mais para sustentar instituições inúteis, como o Senado, por exemplo. Para que serve um senador? Dizem que os senadores representam as unidades da Federação. É mesmo? Não há símbolo melhor para caracterizar o Senado do que seu presidente, o maranhense Zé Sarney. A doença que mais mata crianças no Maranhão é fome. Zé Sarney anexou o Amapá ao Maranhão, e há amapaense que beija a mão de Zé. Égua!
Só em 2011, tramitaram 4 mil projetos no Congresso Nacional. Quase todos são inacreditáveis, de tão oportunistas, ou estúpidos mesmo. Atualmente, no Congresso dos Estados Unidos, se houver duas dezenas de projetos tramitando é muito. Mas lá há o voto distrital. Se o parlamentar for vagabundo, leva um chute na bunda; se for ladrão, é preso.
O fato é que a situação no Brasil está ficando igual a de Águas Lindas de Goiás, na Zona Metropolitana de Brasília. Trata-se de uma cidade com mais de 150 mil habitantes, sem esgoto e onde se mata mais do que no Iraque. A propósito, as tropas americanas estão deixando o Iraque, mas a guerra não acabou. Bush, aquele ex-presidente americano com olhinhos de jacaré, invadiu o Iraque mentindo como ministro brasileiro. Mentira de autoridade gera tragédias, às vezes, como o assassinato de crianças, que morrem de fome ou estupradas na rua. Voltando a Águas Lindas de Goiás, de vez em quando a população toca fogo em alguns ônibus. Lá, como nas outras cidades goianos do Entorno do Distrito Federal, o transporte público é pior do que o de Brasília, atualmente “governada” por Agnelo Queiroz (PTMDB), freguês da seção de polícia das revistas semanais.
No Brasil, o grande negócio é ser autoridade, mesmo que seja vereador em um grotão. O sujeito passou fome braba na infância e cresce com a ideia de se tornar autoridade para tirar a barriga da miséria, empregar toda a família, incluindo o cachorro, ficar milionário e conseguir uma ilha. Aqui, um só bandido de colarinho branco rouba centenas de milhões de reais, sequer é preso, não devolve o dinheiro, e continua a badalar em sociedade, juntamente com outros mafiosos, familiares, capangas, puxa-sacos e lambe-botas.
Nos Estados Unidos, quando não se consegue dar jeito num gangster, o que é que se faz com ele?

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