quarta-feira, 27 de junho de 2012

Paixões privadas


BRASÍLIA, 27 de junho de 2012 - Estive hoje de manhã no Museu Nacional dos Correios, a meio caminho do Conjunto Nacional e do Pátio Brasil, no Setor Comercial Sul. As galerias ficam no terceiro e quarto andares. São escuras, e nunca fico à vontade lá. Mas fui ver uma das cópias assinadas por Auguste Rodin, de Le Penseur, O Pensador, em escala menor que a original. A escultura em bronze integra a mostra A arte europeia nas coleções particulares do Rio de Janeiro, ou Paixões privadas, com curadoria de Romaric Sulger Büel. A exposição não é grande coisa. Reúne alguns trabalhos de artistas europeus catados nas mansões da aristocracia da velha capital. Contudo, o título Paixões privadas me chamou a atenção porque, neste momento, o carnicão da suruba do PT, que já dura 9 anos e 6 meses, começa a espirrar na cara dos brasileiros.
Nós já estamos devendo mais de R$ 2 trilhões – US$ 271 bilhões da dívida externa (Wikipédia, fevereiro de 2011), que era de US$ 214,93 bilhões, em 2003; e R$ 1,6 trilhão da dívida interna (Tesouro Nacional, 2011). Lula deu a entender para o povão que pagou tudo. Pois bem, nosso PIB é de US$ 2,48 trilhões (2010).
O fato é que o Brasil, desde 2003, vem aumentando cada vez a velocidade em direção ao precipício. A farra é muito grande. A transposição do rio São Francisco, por exemplo, de R$ 8,2 bilhões, é inútil, exceto para os controladores dessa fortuna.
Brasília é um três por quadro do país. Hoje, bandoleiros só não fazem arrastão no Congresso Nacional porque já está ocupado por cangaceiros. Mas se você estiver jantando com sua amada num restaurante de Brasília, arrisca-se a ficar nu, com ela, e ainda levar umas bofetadas, com ela. Sorte sua se você, ou ela, não levar uma facada ou um tiro.
Os hospitais públicos da capital são corredores da morte. Nos particulares, o sujeito só sai – sai não, é despejado – depois que a família vendeu tudo para pagar a diária. Enquanto houver dinheiro, o paciente é encerrado numa UTI, pela qual os familiares deixam até os olhos.
Finalmente o STF (Supremo Tribunal Federal) vai julgar os gângsteres do Mensalão. Há esperança de que o verdadeiro chefão seja desmascarado. Sabe-se apenas que ele tem o nariz comprido e de pau.
Ditadores, ou candidatos, lembram os militares e policiais que gozavam torturando nos porões da Ditadura dos Generais; depois de 1985 torturavam somente em delegacias de polícia, e agora alguns tarados travestidos de policiais ainda torturam. A diferença é que enquanto torturadores comuns passam horas arrancando berros de uma mulher, ou até de uma criança, e ejaculando, deliciando-se com o horror, os ditadores torturam milhões de pessoas, e as matam, geralmente, de fome.
As paixões privadas estão fedendo tanto que até os beneficiários da Bolsa-Esmola já estão ficando desconfiados, com seus tornozelos inchados e a prole virando porcos na rua. Ontem, fiquei impressionado: a UNE (União Nacional dos Estudantes), que recebe uma senhora Bolsa-Esmola, estava pedindo aumento na Esplanada dos Ministérios, montada num trio elétrico. Parece que Dilma Rousseff não é cria de Carlo Collodi.

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