terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Com Minha Moldura é o Universo, Renato Cunha resgata o lugar do poeta e jornalista Heitor Andrade na história de Brasília

No alto, capa do livro Minha Moldura é o Universo.
Acima, o poeta e jornalista Heitor Andrade, que
tem lugar garantido na história de Brasília

BRASÍLIA, 18 de dezembro de 2012 - O poeta e jornalista Heitor Andrade autografa, após 18 anos de jejum, seu quinto livro de poemas, Minha Moldura é o Universo (Editora Sigla Viva, Brasília, 2012, R$ 25), sábado 22, das 19 às 23 horas, no Bar do Mercado, na W3 Sul, Quadra 509, Bloco C, Piso Superior. Heitor Andrade é autor de: Corpos de Concreto (1964), livro concretista, queimado na nascente Ditadura dos Generais (1964-1985); Sigla Viva (1971), Três X1 – A Matemática do Poema; e Nas Grades do Tempo, além de poemas em fôlderes.

Natural de Salvador, o escritor é pioneiro na vida cultural e jornalística de Brasília, onde vive há 44 anos. Agitador cultural, apresenta também na noite brasiliense o Teatro do Imprevisto, criação sua. Nas apresentações, improvisa e dialoga com a plateia, num texto de improviso e sempre instigante. O cineasta Renato Cunha, também editor de Minha Moldura é o Universo, trabalha atualmente num documentário longo sobre Heitor, com produção de Kim Andrade, que foi produtor de Glauber Rocha. Heitor e Kim são primos de Glauber.

Candidato derrotado à Câmara Legislativa do Distrito Federal, pelo PV, em 2010, Heitor Andrade afirmou que “o maior crime ecológico do país chama-se Águas Claras, construída pela corja da construção civil de Brasília, em cima do maior manancial hídrico do Brasil”. Sobre o Cerrado: “Está sendo destruído pelo pessoal da soja. É uma catástrofe, porque temos uma reserva hídrica gigantesca nesse bioma; as bacias hidrográficas do país nascem no Cerrado do Planalto Central”. E sobre o Entorno do DF: “O governo de Goiás acha que o Entorno é problema de Brasília e Brasília acha que é de Goiás. O governo federal, com sua majestosa incompetência, também ignora o Entorno, que enfrenta graves problemas de saúde, de educação, muita criminalidade. O Entorno, que é na verdade uma região rica, está abandonado”.

Heitor Andrade, um dos construtores dos alicerces da vida cultural de Brasília, como poeta e jornalista, nos anos de 1960, nos momentos heroicos da cidade, é uma mente aguda ao pensar Brasília e o país. Renato Cunha começou o resgate do artista, que, quer queiram, quer não, tem lugar garantido na história de Brasília.

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