sábado, 16 de fevereiro de 2013

Iasmim! (Este singelo poema em prosa é em homenagem ao vigésimo terceiro aniversário, em 22 de fevereiro, deste raio de luz escavado do abismo do meu coração)

Tu és meu exército; basta evocar teu riso. Quando nasceste, ganhei asas, e minha mente quebrou todos os grilhões que me acorrentavam ao átomo, e o mundo rebentou em jardins se derramando no espaço sideral. Tu és forte como os olhos dos bebês felizes, como pétalas ao sol, como o amor, porque nada temes. Assim que te vi recém-nascida, dei-te para sempre a firmeza das minhas mãos, a fortaleza dos meus músculos e pedras preciosas que escavo na minha alma. Ouço, desde então, a música de Wolfgang Amadeus Mozart e Ludwig van Beethoven, e sinto o cheiro do mar, mesmo em Brasília. Tua beleza, suprema, que vai muito além do teu sorriso, nasceu da minha conjunção com a mulher amada, sob explosões lá para os lados do Grande Atrator. Nasceste sob o signo do amor, no Lar do Progredir Infinito. Meu Pai me tocou com Seu hálito, e então criei a flor definitiva, como o azul, que, de tão intenso, esparge quantum em tal plenitude que nos permite ver Deus. Desde que nasceste, há 23 anos, flutuo num voo perene, ao lado dos condores, dos Boeing, dos foguetes que partem de Cabo Canaveral, na Flórida, e de Kourou, na colônia francesa da Guiana. Quando menino, voava nos Douglas DC-3, conduzidos, com segurança, em terra, por meu pai, teu avô, no Aeroporto Internacional de Macapá, e nunca mais parei, principalmente agora, que me dás o combustível para eu cavalgar a luz. Nesta vigésima terceira primavera, dou-te minha fé, que é muito, muito mais forte do que titânio e mais valiosa do que qualquer diamante, tão imensa quanto o rubi, angelical como leão alado, que pulsa no meu peito. Iasmim, teu é o meu coração, e é toda tua a minha vida!

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