quarta-feira, 6 de março de 2013

Os jacarés estão chorando

BRASÍLIA, 6 de março de 2013 Hugo Chávez, 58 anos, morreu terça-feira 5 e será enterrado nesta sexta-feira, 8. Ele já estava morto desde algum tempo. Como disse o jornalista Augusto Nunes: “O bolívar-de-hospício logo será apenas uma má lembrança”. Como todos os ditadores, e todos eles não passam de psicopatas, muitos dos quais são mais ladrões do que perturbados, Hugo Chávez se enxergava, não se sabe se por loucura ou esperteza, herdeiro político de Simón Bolívar; uma espécie de legitimação torta ao chegar ao poder, em 1999. Defecou, assim, em Bolívar, que lutou pela liberdade dos povos latino-americanos dos grilhões da Península Ibérica. Também El Libertador era culturalmente refinado, enquanto Hugo Chávez sofria da mesma indigência intelectual de outros pseudos líderes da Latino-América. Da mesma forma que o PTMDB se mantém no poder no Brasil, Hugo Chávez domesticava eleitores dando-lhes dinheiro público. Lembremos: todos os tiranos sofrem do mesmo mal que Adolf Hitler; apenas alguns não têm tanto talento para infligir sofrimento em escala. O fato é que o chavismo, agora, agoniza, e os tiranos estão chorando. Mas, prestem bem atenção: jacarés não choram!
 
Com a morte do chefão, as máfias venezuelanas já começaram a luta intestina pelo poder, da mesma forma que ocorreu na Rússia, com a diferença de que na Rússia há instituições fortes, capazes de manter os interesses reais do Estado. O atual presidente da Venezuela, o canastrão Nicolás Maduro, sugeriu que o câncer que abateu o ladrão bolivariano foi inoculado nele por agentes dos Estados Unidos. O fato é que o Lampião de Caracas foi se tratar em Cuba. Como observou o jornalista Reinaldo Azevedo, nesse quesito Lula foi mais inteligente do que seu ídolo; foi se tratar no Sírio-Libanês, e não pelo SUS. Mas para o estadista de araque só restava Cuba, ou a Coreia do Norte. Não há dúvida de que Lula é mais esperto do que o assaltante venezuelano.  Lula, ipsis litteris: “Eles acham que um metalúrgico não pode ter hospital de rico. Mas eu quer dizer que, nestepaiz, um dia, todo mundo vai se tratar no Sírio-Libanês. E vai ser tudo pelo SUS. Eu acho de que as elites brasileiras precisam aprender que o trabalhador tem direito também a essas máquinas caras”.
 
Vamos à farsa atual. Nicolás Maduro é presidente ilegítimo da Venezuela desde terça-feira 5. Já foi instruído pelos mamadores chavistas de que não vão perder o úbere. Nestas alturas os tutores da família de Chávez já estocou bilhões de dólares em paraísos fiscais. Chávez deixou três filhas e um filho: Rosa Virgínia, María Gabriela e Hugo Rafael são frutos do primeiro casamento, com Nancy Colmenares; e Rosinés David Fernández é filha da jornalista Marisabel Rodríguez.
 
Dilma Rousseff chora a morte de Hugo Chávez: “Em muitas ocasiões, o governo brasileiro não concordou integralmente com Chávez. Porém, hoje, como sempre, nós reconhecemos nele uma grande liderança, uma perda irreparável, e sobretudo um amigo do Brasil. Um amigo do povo brasileiro./Hoje, lamentavelmente, infelizmente, e com tristeza, eu digo para vocês que morreu um grande latino-americano, o presidente da Venezuela Hugo Chávez Frias./Essa morte deve encher de tristeza todos os latino-americanos e os centro-americanos./O presidente Hugo Chávez deixará no coração, na história e nas lutas da América Latina um vazio. Lamento, como presidente da República e como uma pessoa que tinha por ele um grande carinho./Além de liderança expressiva, o presidente Chávez foi um homem generoso. Generoso com todos aqueles que, neste continente, precisaram dele”.
 
Lula: “Tenho orgulho de ter convivido e trabalhado com ele pela integração da América Latina e por um mundo mais justo./Eu me solidarizo com o povo venezuelano, com os familiares e correligionários de Chávez, neste dia tão triste, mas tenho a confiança de que seu exemplo de amor à pátria e sua dedicação à causa dos menos favorecidos continuarão iluminando o futuro da Venezuela”.
 
Barack Obama, presidente dos EUA: “Conforme a Venezuela dá início a um novo capítulo da sua história, os EUA permanecem comprometidos com políticas para promover princípios democráticos, o estado de direito e o respeito aos direitos humanos”.
 
Deputada Ileana Ros-Lehtinen, cubano-americana, que até o ano passado dirigia a Comissão de Relações Exteriores: “A morte de Chávez marca o fim desse governo tirânico, mas o caminho para a democracia para o povo venezuelano ainda é incerto./Chávez aprofundou os laços com outros déspotas do mundo, que aumentaram o medo e a instabilidade na região./O povo venezuelano tem agora a chance de emergir desse regime opressivo e reconquistar a democracia e direitos humanos”.
 
O povo venezuelano espera novas eleições em um mês. O pau vai quebrar.
 
 
Com noticiário nacional e agências internacionais

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