quarta-feira, 20 de março de 2013

Preserve Amazônia festeja aniversário com palestras e o show Sementes das Águas, do guitarrista Haroldinho Mattos

BRASÍLIA, 20 de março de 2013 – A Preserve Amazônia e o Jardim Botânico de Brasília convidam para o show Semente das Águas, do guitarrista Haroldinho Mattos, neste sábado, 23, no Jardim Botânico, às 16 horas, com entrada franca. O show fecha programação de aniversário da Preserve Amazônia, fundada em 21 de março de 2006. O presidente da ong, Marcos Dreux Mariani, proferirá palestra para estudantes da rede pública e aberta ao público em geral, com o tema “Dia Mundial da Floresta”, nesta quinta-feira, 21, às 14h20, no Jardim Botânico, seguindo-se trilha ecológica às 15 horas e plantio de hortaliças às 15h30, com encerramento às 16 horas. Sexta-feira 22, a consultora da Preserve Amazônia, Patrícia Michelle Feliciano, falará sobre o “Dia Mundial da Água”, para alunos da rede pública e o público em geral, às 14h30, no Jardim Botânico, seguindo-se trilha ecológica às 15 horas e plantio de hortaliças às 15h30, com encerramento às 16 horas.
 
A Associação Preserve Amazônia nasceu com a missão de promover a consciência ambiental, contribuindo para com o desenvolvimento sustentável e o equilíbrio climático do planeta, aliando bem-estar social à conservação da natureza, além de se empenhar pelo desmatamento zero da Amazônia. A ong desempenha seu papel junto à população do Distrito Federal – num trabalho voltado para a conscientização da importância de se conservar o meio ambiente – e às organizações do terceiro setor e do poder público, com o objetivo de multiplicar conhecimentos sobre o meio ambiente, além de focar sua atividade pela preservação da Hileia, especialmente junto à bancada da Amazônia no Congresso Nacional, governadores e prefeitos da Região Norte, onde se localiza a maior floresta tropical e o maior reservatório de água doce superficial do planeta, o que torna a região especial para a Humanidade, cabendo ao Brasil, e países amazônicos, sua conservação e o desenvolvimento sustentável, o que implica basicamente no desenvolvimento econômico e social do morador da Amazônia.
 
Sediada estrategicamente em Brasília, o escritório da Preserve Amazônia foi erguido dentro de uma área de 28 hectares do bairro Jardim Botânico e onde se localiza o córrego Forquilha, um dos afluentes da Bacia do Rio São Bartolomeu. Localizada na Estrada do Sol, Fazenda Jardim Botânico, Chácara 5, Lago Sul, a ong conta com um viveiro de espécies arbóreas com capacidade para 12 mil mudas, para projetos e parcerias de reflorestamento. A equipe da Preserve Amazônia está trabalhando em um projeto de hotel fazenda que contará com centro esportivo, educacional e cultural, além de espaço para a instalação de ongs ligadas ao meio ambiente, ou seja, um polo de preservação ambiental que abrigue organizações, exposições permanentes ou temporárias e apreciadores de assuntos relacionados à Amazônia e ao meio ambiente. A sede da entidade contará ainda com anfiteatro e sala de projeções, destinados à educação e conscientização ambientais dos visitantes, sempre em busca do desenvolvimento de uma cultura de valorização da vida sustentável para uma sociedade moderna.
 
A AMAZÔNIA – O foco principal da Preserve é a Amazônia, região compreendida por várias bacias hidrográficas, especialmente a do rio Amazonas, a maior do planeta, com 25 mil quilômetros de rios navegáveis em seis países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. A Amazônia Legal inclui os estados do Acre, Amapá, Amazonas, o oeste do Maranhão, o norte de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Com 5 milhões de quilômetros quadrados, 59% do território brasileiro e 67% das florestas tropicais do mundo, se fosse um país seria o sexto maior em extensão territorial, dono de um terço das árvores, 20% da água doce, maior biodiversidade e província mineral do planeta.
 
Mas esse patrimônio está sendo dilapidado. Minerais, pedras preciosas, borracha, madeira, soja, pecuária, ou simplesmente o sonho de ter um pedaço de terra, são alguns dos motivos que levam estrangeiros e brasileiros de todas as regiões do país a migrarem para a Amazônia Legal, especialmente a Amazônia Clássica (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima), atingindo de forma direta a floresta, seja na procura de sustento, ou em grandes projetos econômicos, que acabam beneficiando meia dúzia de pessoas e alijando do desenvolvimento índios, caboclos, ribeirinhos, enfim, o amazônida, que é aquele que vive na Hileia. Junto com os grandes projetos e as rodovias vieram também o desmatamento e a degradação do bioma. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Amazônia Legal tem mais de 21 milhões de habitantes, mais de 12% da população brasileira.
 
Em 1978, calcula-se que apenas 1% da Amazônia foi desmatado; hoje, 20% da floresta foram torados (derrubados). Só em 2004, pôs-se abaixo cerca de 27 mil quilômetros quadrados, área correspondente a do estado de Alagoas. Em 2009, a devastação atingiu seu recorde, engolindo aproximadamente 7.400 hectares por dia, principalmente no Pará e em Rondônia. O desmatamento no Pará soma cerca de 207.085 quilômetros quadrados e Rondônia já destruiu cerca de 28,5% da sua flora, de acordo com dados do IBGE. Um hectare é equivalente a um campo de futebol, como observa o jornalista Lúcio Flávio Pinto.
 
Estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em 2002, aponta que 47% da Amazônia sofreram algum tipo de interferência humana. Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), os desmatamentos e as queimadas afetam o ciclo hidrológico da região e jogam por ano 200 milhões de toneladas de carbono na atmosfera, colocando o Brasil em quarto lugar no ranking dos países que mais emitem CO2 e gases de efeito estufa, o que, segundo estudiosos do assunto, contribui para mudanças climáticas não somente na região amazônica e no continente sul-americano, mas em todo o planeta.
 
Mas como chegar ao desenvolvimento econômico e social dos moradores da Amazônia juntamente com o desmatamento zero? A questão amazônica resume-se nisso. Basicamente, a resposta é a seguinte: o governo federal precisa investir, pesadamente e de forma permanente, em grandes projetos para a Amazônia, e não somente na Amazônia. Tudo bem que se construa uma Usina Hidrelétrica de Tucuruí da vida, desde que abasteça com energia firme primeiramente os amazônidas; e não é o que acontece. Em segundo lugar, o cultivo de espécies nativas e sua comercialização com alto valor agregado parece ser o caminho das pedras.

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