terça-feira, 4 de junho de 2013

Os petralhas estão estuprando o Brasil, a troco de bolsa-esmola

BRASÍLIA, 4 DE JUNHO DE 2013 – Alguns cafés abrem de manhã cedo, nos fins de semana, na mais importante rua comercial do Sudoeste, entre as quadras 100 e 300. Famílias se reúnem em torno das mesinhas de vime, dispostas na calçada, defronte aos cafés e confeitarias ao longo das oito quadras que ladeiam a avenida, numa festa que se prolonga à medida que a manhã convida à preguiça. Entre as quadras, junto aos contêineres, centenas de pombos fervilham, como ratos, em cima do lixo espalhado no chão. Perto das padarias, mendigos posicionam-se, estrategicamente; alguns dormem ainda.
 
Depois de sair do Cruzeiro Novo e atravessar o Sudoeste e o Setor Gráfico, mergulho no Parque da Cidade. É domingo e o dia, nublado, promete ficar com a temperatura estabilizada em 21 graus. Tomo a trilha que vai do Centro de Convenções até o portão lateral próximo ao Brasil 21. Quando morei na 711 Sul, costumava caminhar no Parque. Além das árvores e dos pássaros, há sempre muitas mulheres lindas correndo por ali; passam tão rapidamente que não consigo engoli-las com o olhar, embora a brisa que vão deixando me redima.
 
É domingo. Não há movimento no Brasil 21, um complexo de hotéis, restaurantes, cafeterias e teatro. Atravesso-o, mergulhado no silêncio, e surjo na calçada ao lado do Pátio Brasil. Cruzo a Avenida W3 Sul e mergulho novamente no Setor Hoteleiro, até o Hotel Nacional; contorno no Conic e me dirijo à Rodoviária do Plano Piloto. Paro na banca do segundo piso do terminal, onde encontramos, provavelmente, o maior número de jornais e revistas de vários estados deste continente que é o Brasil. Depois, vou até uma das bancas do primeiro piso, onde pode-se ler a capa dos jornalões, estendidos, abertos, à entrada da revistaria. As notícias veiculadas nos jornalões e revistas semanais têm, há muito tempo, algo em comum: sente-se, nelas, que já há um esforço nacional para que estepaiz se liberte dos petralhas.
 
Falar em petralhas, o Distrito Federal é governado por um deles, Agnulo Queiroz; assim como Lula, que continua no comando e estuprando a Banânia, a troco de bolsa-esmola, Agnulo está defecando em cima de Brasília, especialmente no setor de saúde pública.
 
Compro o Correio Braziliense e embarco no ônibus, de volta ao Cruzeiro Novo.

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