sábado, 8 de junho de 2013

Zé Sarney se elegerá mais uma vez senador no Amapá (e não pelo Amapá). Alguma dúvida?

BRASÍLIA, 8 DE JUNHO DE 2013 – Lauro Jardim registra, na sua coluna Radar on-line, que o senador maranhense Zé Sarney, 83 anos, afirma que “um homem deixa a política por não ter mais votos ou por idade; graças a Deus, o meu caso é o segundo, por isso não sou candidato”. Mas, pressionado, deixa escapar suas verdadeiras intenções: “O futuro a Deus pertence”. Escrevê Lauro Jardim: “Nove entre dez colegas de Senado apostam que Sarney tentará voltar à casa, pelo Amapá, no ano que vem”.
 
Trato Zé Sarney por senador vitalício, não pela sua saúde arruinada e a possibilidade de ele bater as botas antes de 1 de janeiro de 2015, mas porque, mesmo que viva 104 anos, será sempre eleito pelos amapaenses, que adoram supor que têm no Senado um ex-presidente da República e escritor traduzido para vários idiomas.
 
Que importa que Zé Sarney vá a Macapá apenas para se eleger, a cada oito anos; que a inflação tenha quase acabado com os brasileiros na sua inesperada passagem pela Presidência (1985-1990); que tenha começado a derrocada do Maranhão de 1966 a 1971, quando foi governador do estado; que tenha jogado o Senado na clandestinidade por meio de atos secretos quando o presidiu, de 1995 a 1997, de 2003 a 2005, de 2009 a 2011 e de 2011 até 2012; que esteja cagando para os amapaenses! Nada disso é relevante. Acho mesmo que Zé Sarney se elege senador no Amapá não pelo seu charme – jeca, como dizia Paulo Francis, porém sempre ex-presidente, e escritor (deve ser best-seller em Macapá) –, mas porque ele levou prosperidade para muita gente, especialmente do PMDB/Petralha.
 
Em 1990, viu que não se elegeria no Maranhão e que no recém-criado estado do Amapá havia três vagas para o Senado, e saltou de paraquedas nas terras tucujus, seguido por migração histórica de maranhenses para Macapá, duplicando sua população e tornando-a uma das cidades mais inchadas destepaiz de pés inchados. Desde então, de oito em oito anos, Zé Sarney volta a Macapá para fazer campanha, de terra arrasada. Na última, amordaçou a imprensa e fodeu com ene jornalistas.
 
A respeito de Brejal dos Guajas (Guajas, mesmo), Millôr Fernandes disse que se tratava de “uma obra-prima sem similar na literatura de todos os tempos, pois só um gênio poderia fazer um livro errado da primeira à última frase”, e que “em qualquer país civilizado Brejal dos Guajas seria motivo para impeachment”. Quando foi publicado o livro de poesias Marimbondos de Fogo, o grupo Casseta & Planeta disse que era parte da trilogia completada por “Marimbondos de Porre” e “Marimbondos de Ressaca”.
 
Lula é fã de carteirinha de Zé Sarney. De Zé Dirceu também.

Um comentário:

  1. Sarney não esta aparecendo mais, por quê? Alguem aberia me diser por onde anda o José Sarney?

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