segunda-feira, 29 de julho de 2013

Curso de Formação em Acupuntura está com inscrições abertas na Enac

BRASÍLIA, 29 DE JULHO DE 2013 – A Escola Nacional de Acupuntura (Enac) abriu inscrições para o Curso de Formação em Acupuntura (Medicina Tradicional Chinesa), único no Distrito Federal autorizado pelo Ministério da Educação (MEC) e Secretaria de Educação do DF. O curso, que terá início dia 12 de agosto, uma segunda-feira, tem duração de dois anos, com 2.080 horas/aula e 440 horas de estágio, num total de 2.520 horas/aula, em conformidade com orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS/ONU).

São 4 horas/aula diárias, de segunda a sexta-feira, em três turnos: manhã, das 8 horas ao meio-dia; tarde, das 14 às 18 horas; ou noite, das 19 às 22h45.

Para matricular-se, após processo seletivo, é necessário que o candidato tenha concluído, ou apresente comprovação formal de matrícula no último ano do Ensino Médio. A taxa de matrícula é de R$ 100, mais 24 parcelas de R$ 550.

Certificado pela Enac, o profissional estará apto a clinicar e a abrir consultório próprio. O acupunturista realiza prognósticos energéticos por meio de métodos da Medicina Tradicional Chinesa para harmonização energética, fisiológica e psico-orgânica (Código Brasileiro de Ocupações – CBO, do Ministério do Trabalho).

As especialidades da Medicina Tradicional Chinesa são de ampla cobertura e eficácia terapêutica. Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde, foram incluídas na lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, em 17 de novembro de 2010, durante a V Sessão do Comitê Intergovernamental da Unesco.

A Enac, localizada na 404 Sul, Bloco A, Loja 33, é hoje referência nacional na formação em Acupuntura Tradicional Chinesa, contando com ambulatórios próprios e vários convênios com instituições e faculdades de referência no exterior.

Mais informações pelo site: www.enacdf.com.br, ou pelos telefones: (55-61) 3322-4998/3322-3037.

sábado, 27 de julho de 2013

O PT resvala, fedendo a carniça, para o limbo, mas carregando o ovo da serpente

BRASÍLIA, 27 DE JULHO DE 2013 – Com exceção dos corruptos e incautos, todos sabem a que veio o PT: aparelhamento do Estado, desmoralização da democracia, censura prévia, mensalão, pilhagem, corrupção generalizada, bacanal, 120 Dias de Sodoma, mentiras e mais mentiras. Lula e preposta sempre mentiram, pois sabem que o povão vota pela Bolsa Família, razão pela qual não quer saber se isso lhes custará o desenvolvimento de sua família e o futuro dos filhos. Aliás, a maioria do curral não sabe o que é desenvolvimento, nem futuro.

Assim, Lula e corja sabem que intelectuais, alguns jornalistas, financistas, a classe média, está ciente, ou pelo menos têm noção, de que o PT é uma quadrilha (como ficou comprovado no processo do mensalão, no Supremo), e que, desde sempre, seu objetivo é instalar uma ditadura no Brasil sugar o erário, como fez Fernando Affonso Collor de Mello e seu sócio Paulo César Farias, este, assassinado. Se a ditadura declarada ainda não foi possível, os petralhas vêm mamando a dentadas; instituições como a Petrobras já exibem sinais de anemia.

A analisar o tabuleiro do xadrez político, neste momento, lê-se claramente que o plano de Lula está dando certo: pôs na presidência uma mulher amestrada, dessas que não têm vida própria, que se projetam no marido, ou, no caso, em Lula, que sempre soube que a marionete é incompetenta (sic); assim, PT e povão já começaram a clamar pela volta do Juscelino Kubitschek de ponta à cadeira de onde pode comandar, de direito, a bacanal no rabo dos brasileiros.

Lula sempre mostrou a que veio. Fez sempre a apologia de gorilas sanguinários mundo afora, como o urubu velho, mas ainda perigosíssimo, Fidel Castro; o zumbi ladrão bolivariano Hugo Chávez; ditadores antropófagos africanos; o lhama-de-franja, a bruxa argentina, e por aí afora. Zé Dirceu, condenado pelo Supremo à cadeia por chefiar a quadrilha do mensalão, era o braço direito de Lula, até ser agarrado pela banda boa do país; Zé Dirceu continua agindo, também nas sombras. Quando pegaram Zé Sarney, o maior patrimonialista brasileiro ainda vivo, e que jogara o Senado na clandestinidade, Lula declarou que ele é intocável, e ficou por isso mesmo.

Pelo andar da carruagem, enquanto Dilma Rousseff, a competenta (sic) marioneta (sic) de Lula, cai nas consultas de opinião, Lula sobe; e ele, nesse embalo, já voltou a falar besteira no seu eterno palanque. Será que seus tornozelos desincharam? Lula sobe nas consultas até porque a oposição, principalmente os tucanos, continua achando que voltará ao poder pela sua elegância, pelo brilho intelectual e outras tantas besteiras, se vermos essa questão do ponto de vista eleitoral. Parece que a tucanada tem é rabo preso, ou, parafraseando o ditado: quem tem cloaca tem medo.

Assim, Fernando Cavendish, da Delta Construções; Carlinhos Cachoeira; Sérgio Cabral; Zé Dirceu e quadrilha; Zé Sarney; Renan Calheiros; Paulo Salim Maluf; Jader Barbalho; Fernandinho Beira-Mar etc. etc. etc., estão todos esperando a volta da legalidade para eles.

Todos sabemos que o Brasil, o país potencialmente, e de longe, mais rico do planeta, só não ombreou os Estados Unidos por causa da corrupção que o sangra, e, nos últimos 10 anos, com hemorragia; mas ninguém sabe como estancar isso. O povo já começou a espernear nas ruas das grandes cidades brasileiras, e as Forças Armadas estão na delas, aquarteladas, vigiando a democracia. Será preciso guerra civil? Na Guerra Civil Espanhola morreram cerca de meio milhão de combatentes e civis; na Guerra de Secessão, em torno de 625 mil.

As guerras civis são sempre fratricidas; é quando preconceito, ódio, intolerância, transformam seres humanos em hienas. Nas zonas metropolitanas brasileiras, o crime organizado, especialmente o de colarinho branco, já avançou a tal ponto que, para se defender, aqueles que não podem andar em carros blindados, ou de helicóptero, e que não podem morar em fortalezas, pelo contrário, tendo às vezes que morar na rua, travam batalha diária, dia e noite, encurralados por assaltantes, drogados e patifes em geral. Nos hospitais, saqueados por políticos e quadrilheiros sedentos por dinheiro, a morte espreita, vulgar como cachorro vila-lata.

O pior de tudo é que professores são apenas tolerados pela canalha política, e as escolas públicas se transformaram em casamatas da cultura; e as universidades, em últimos redutos da pesquisa e tecnologia. Quanto aos bandidos, estão protegidos pela legislação eleitoral. A propósito, velhos políticos, como Zé Sarney, são as mucuras escaladas para a reforma política. Eles já têm a chave do galinheiro e vêm mordendo a teta há muito tempo. Agora, é claro, vão dar o passo final para a instalação de um regime de partido único. Será esse partido o PTMDB?

quarta-feira, 24 de julho de 2013

De olho na presidência da República, Lula defende 39 ministérios e importação de médicos

BRASÍLIA, 24 DE JULHO DE 2013 – Lula reapareceu, com a incontinência verborrágica de sempre. Será que deixou mesmo de dar uma talagada de 51, de vez em quando? Ele fez uma ponta no Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, no Museu Nacional, Esplanada dos Ministérios, terça-feira 23. Desdenhou a pressão sobre a marionete Dilma Rousseff para reduzir o espantoso número de ministérios no governo do PTMDB. São 39: 24 propriamente ditos, 10 secretarias da presidência e 5 órgãos com status de ministério. Fernando Henrique Cardoso deixou 24; Lula criou mais 17 e Dilma Rousseff, dois. Mais de um terço deles é puro cabide de nepotismo.

Voltemos ao ditador da Banânia: segundo Lula, a redução dos ministérios visa atingir os direitos humanos, que, deu a entender, deixará de existir no Brasil se a Secretaria de Igualdade Racial for extinta. Em outras palavras, os brasileiros não poderiam mais contar com o atendimento público de saúde e de transportes de primeiro mundo, que o PTMDB legou a todos, numa ação absolutamente socialista, provavelmente orientada pelo zumbi, ladrão bolivanirano, Hugo Chávez, que, por sua vez, recebeu orientação do seu mestre, o praticamente zumbi, urubu velho Fidel Castro.

Antes do início do evento, Lula afirmou que não daria palpite sobre redução de ministérios. “Como posso dar palpite numa coisa se faz dois anos e sete meses que eu saí do governo?” – disse. Na verdade ele nunca saiu do governo; é o ditador nas sombras. “Eles não vão tentar mexer porque é a Dilma que tem que mexer. E acho que ela não vai mexer. E eles vão tentar porque vão dizer: é preciso fazer ajuste, é preciso diminuir. A gente não tem que diminuir nem aumentar, tem que saber para que serve” – ensinou o discípulo de Hugo Chávez.

Também Lula pulou em defesa do programa Mais Médicos, lançado por Dilma Rousseff há duas semanas. “Se os médicos brasileiros não querem ir para o sertão, que a gente traga médicos do exterior” – ensinou o pai de um dos empreendedores mais talentosos deztepaiz, Lulinha. Para Lula, foi a “elite” que acabou com a CPMF, aquele imposto de nome comprido: Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza F., que era apenas mais uma facada que o governo dava no brasileiro.

Voltemos ao Mais Médicos. O presidente, ou melhor, o ex-presidente garante: “Ninguém quer tirar o trabalho de ninguém. Longe de mim tirar ocupação de brasileiro. O que eu quero é levar médico para quem não tem médico. Isso é o que a gente tem que fazer”.

Acredito que apenas cessando a roubalheira e a corrupção generalizada no setor de saúde, daríamos um salto qualitativo espantoso. Do jeito que está, nem médicos americanos e europeus dariam jeito na área de saúde em Brasília, quanto mais nos grotões. Na capital do Brasil – que recebe o maior volume de verba para o setor de saúde no país e é governada por um alcaide petralha médico, Agnulo Queiroz –, os hospitais são corredores da morte. O pior é que Lula poderá legitimar-se novamente presidente da República. Aí, fodeu-se.

Lula também falou sobre a bisbilhotagem dos americanos no Brasil: “E agora estão escutando o nosso telefone. Eu acho que o Obama (presidente dos Estados Unidos, Barack Obama) está nos ouvindo aqui. Abraço, irmão!” A propósito, até os cachorros sabem que os Estados Unidos cascavilham tudo, inclusive a Europa. É a Pax Americana. Aí, o governo do PTMDB, ofendidíssimo, faz o maior rapapé, para o povão, de olho no voto em outubro de 2014. Não engulam essa: o que temos que fazer é avançar em tecnologia. Todo mundo bisbilhota a vida dos outros. É claro que os Estados Unidos querem saber o que está se passando aqui; afinal, o Brasil é o maior celeiro de commodities do planeta.

domingo, 21 de julho de 2013

Brasília, valhacouto nacional de ladrões. O PT é um Mensalão permanente

BRASÍLIA, 21 DE JULHO DE 2013 – Quando eu era garoto e cursava o antigo ginasial, um dos meus hobbys prediletos era frequentar a Biblioteca Pública de Macapá, entre os últimos anos da década de 1960 e o início dos anos 70. Eu era leitor compulsivo e lia tudo, especialmente gibis, mas passava horas debruçado sobre enciclopédias e estudando mapas. Podia facilmente me situar em qualquer ponto do planeta e sabia o nome de quase todas as capitais do mundo. Pois bem, continuo o mesmo garoto, agora mais sofisticado, pois, mentalmente, chego a caminhar por algumas cidades onde jamais fui. Por exemplo: Paris. Creio que o primeiro contato que tive com a capital francesa foi por meio de Giselle Montfort, a espiã nua que abalou Paris, e depois Ernest Hemingway, especialmente com Paris é Uma Festa (móvel), e, mais recentemente, Wood Allen, em Meia Noite em Paris. Dei também um mergulho na Cidade Luz, ainda imersa numa atmosfera medieval, recriada por Patrick Süskind, em O Perfume.

Esse jogo fica mais prazeroso quando conhecemos a cidade, e ela é maravilhosa, como é o Rio de Janeiro. Tenho, em casa, uma pilha de mapas e roteiros geográficos, que vão se avolumando à medida das minhas incursões planeta afora, e nessa universo o Rio de Janeiro ocupa lugar especial, porque comecei a me apaixonar pela cidade de São Sebastião, em 1972, numa intensidade que se amplia com o passar dos anos (que é físico; a velocidade da mente é infinitamente superior a da luz). Tenho o mapa de toda a Cidade Maravilhosa e visito-a de vez em quando; às vezes, literalmente.

Da mesma forma isso ocorre com Belém, o Portal da Amazônia; e Manaus, a cidade europeia incrustada na Hileia. De Macapá, minha cidade natal, possuo dois mapas minuciosos, além daquele que guardo no coração. Também consumo horas estudando os mapas do Pará e Amapá, os estados da Amazônia atlântica, e caribenha; tenho, inclusive, mais de um guia do litoral brasileiro, incluindo um de pesca, e me perco nos mangues setentrionais.

De todas as cidades que conheço, de fato ou virtualmente, Brasília é a mais estranha. Moro em Brasília desde 1987, com uma interrupção em 1996-1997, quando voltei a viver em Belém do Pará. A capital do Brasil sempre me acolheu de braços abertos, e me deu duas preciosidades tão grandes que é impossível avaliá-las: Josiane, minha gata, e Iasmim, minha princesinha, que, aliás, é brasiliense da gema. Também foi em Brasília que redescobri a Amazônia, escrevendo a coluna Enfoque Amazônico para o site www.abcpolitiko.com.br.

Brasília lembra uma loja de departamentos, com as sessões excessivamente distantes umas das outras, ligadas por longos corredores. É uma cidade sem esquinas e quase sem passeios públicos; as poucas calçadas que há parece que foram bombardeadas e abandonadas. Equivocadamente, diz-se que a capital do Brasil é moderna. Não é! Está sucateada, o transporte público é ultrajante e o governador, Agnelo Queiroz, é mais conhecido como Agnulo. O notório Joaquim Roriz, o governador mais famoso, inchou Brasília, e seus bolsos, durante 16 anos. Hoje, desfruta essa grana escondido na varanda da sua casa.

A cidade-estado está entre as maiores do país, do qual é a terceira praça gastronômica, o terceiro consumidor de peixes e, apesar de não ter rio cortando a cidade, muito menos litoral, é a que detém a terceira frota de barcos, que singram o Lago Paranoá como barquinhos em uma piscina.

A Esplanada dos Ministérios, onde ficam as sedes dos três poderes, tornou-se um valhacouto federal de políticos e bandidos declarados, e o maior cabide de emprego do mundo, com o maior nepotismo planetário, algo que não se vê nem em ditaduras, apesar de que atravessamos uma ditadura das sombras. A maior ameaça que pesa sobre Brasília, e sobre o Brasil, é que o plano de Lula está dando certo. Dilma Rousseff, o poste, a marionete, apenas esquenta a cadeira presidencial para a volta daquele que, em 1 de janeiro de 2003, instalou a era da mediocridade, o dito cujo, carcará sanguinolento, uma espécie cabocla de Rafael Leónidas Trujillo Molina, o Bode.

A Ibérico-América, outrora banhada em sangue pela lâmina de espanhóis e lusitanos, é hoje sangrada por excrescências como o urubu Fidel Castro; o ladrão bolivariano zumbi Hugo Chávez; a bruxa argentina Cristina Kirchner; o lhama-de-franja Evo Morales; Rafael Correa, do Equador, que ensaia sufocar a imprensa local. Lula, o presidente de fato, sucateou o país e está pondo a Petrobrás a pique. Será eleito pela Bolsa Família? Se for, o país entrará em recessão, por uma razão simples: Lula não tem competência para governar sequer uma banânia, quando mais um país complexo como o Brasil. E o PT é um Mensalão permanente.

domingo, 14 de julho de 2013

Jessica Rabbit

BRASÍLIA, 14 DE JULHO DE 2013 – Jessica Rabbit foi a única mulher casada com quem me meti. Eu era repórter do jornal A Crítica, de Manaus, e morava sozinho numa casa do pintor Álvaro Pascoa, arranjada pelo meu amigo José Pereira Gaspar, e que abrigava uma fortuna em telas de Hahnemann Bacelar. À noite, costumava beber com o poeta Jorge Tufic, do Clube da Madrugada, no Bar Nathalia, onde enxugávamos garrafas e mais garrafas da maravilhosa Antarctica manauara. Eu tinha 21 anos; era, por conseguinte, belo e imortal. Mas Jessica Rabbit se apaixonou por mim por outra razão, ou melhor, garantiu-me, misteriosamente, que já me conhecia da Península Ibérica, terra dos seus ancestrais. Só saí do Brasil para ir a Buenos Aires. O fato é que ela se apaixonou pelo meu texto. Sim, pelo meu texto. Todos os dias, pessoalmente ou por telefone, eu tinha que apontar para ela todas matérias que eu escrevera, publicadas no jornal. E queria ler também todos os poemas e contos novos que eu produzisse.

Jessica Rabbit foi a mulher mais sensual que eu conheci. Esclareço que não reconheço sensualidade como qualidade, embora não saiba claramente o que seja. Acho que sensualidade é alguma coisa parecida a um cio permanente. Ela era ruiva e tinha sardas na pele, tão branca que suas veias pareciam azuladas. Seus cabelos lembravam a juba de um leão, espalhando-se nas costas como fios de cobre, e cobrindo-lhe, às vezes, parte do rosto. Suas sobrancelhas pareciam sempre feitas recentemente e seus olhos, de manhã, eram azuis celestes, e, à noite, verdes como clorofila. Eu sempre ficava hipnotizado ao vê-la nua; a cintura era tão estreita que eu acreditava que Jessica carecia de estômago, embora ela comesse o dobro do que eu comia. Deitada de bruços, nua, as ancas formavam a mais bela obra de arte, mais bonita até do que rosas despindo-se ao sol da manhã, e levavam a labirintos, a abismos insondáveis de mistério, onde eu me perdia inteiramente, montado na luz. Seus seios, túrgidos, eram aureolados pelos maiores mamilos que já tive a graça de apreciar longamente, de tocar, cheirar, lamber, segurar desesperadamente, de tentar engolir, e eles tinham o mesmo sabor dos lábios, da língua e do sexo de Jéssica: de jambu.

Conhecemo-nos no Amarelinho, que era um bar que ficava na Avenida Getúlio Vargas, no centro de Manaus. Eu estava com um livrinho, Xarda Misturada, que os poetas José Edson dos Santos (Joy Edson), José Montoril e eu publicáramos em 1971, em Macapá. Jessica Rabbit era casada com um empresário americano, do ramo de turismo, que passava parte do tempo em Miami e a quem ela chamava de “meu coelho”. Ela tinha mestrado nos Estados Unidos em literatura norte-americana. Começamos a conversar sobre Ernest Hemingway, William Faulkner, Francis Scott Fitzgerald e vários outros escritores, ela folhando Xarda Misturada. Esse livrinho revela as angústias de três garotos de uma cidade ribeirinha, que tiveram uma visão além do rio Amazonas e da Linha Imaginária do Equador, por uma porta aberta pelo poeta Isnard Lima Filho. Entrei por essa porta, peguei a estrada e nunca mais parei. Manaus foi um dos portos de chegada. No início da madrugada, fui deixá-la a casa.

Quase passei a morar na casa onde Jessica nascera, e de onde eu podia ver, de madrugada, o Igarapé do 40, bebendo Mateus Rosé e beijando o corpo todo dela. Às vezes, ela cantava para mim. Poderia ter sido cantora, atriz, o que quisesse.

Não cheguei a conhecer o coelho, porque ela teve que ir a Miami, já não me lembro mais por que. Parece-me que o coelho trabalhava com turismo também nas Bahamas e estava precisando dela, pois Jessica falava fluentemente, além de português e inglês, francês, italiano, espanhol, alemão, holandês e russo. O fato é que ela precisou ir, mas garantiu que não se demoraria. No dia seguinte ao de sua partida meu pai morreu e fui a Macapá, e depois mudei-me para Belém. Anos depois, soube que Jessica Rabbit se tornara estrela em Hollywood.

sábado, 13 de julho de 2013

Os momentos do coração

BRASÍLIA, 13 DE JULHO DE 2013 – Gosto de todas as horas dos dias e das noites, de domingo a sábado; contudo, há, a cada 24 horas, dois momentos mágicos: a madrugada e o anoitecer. Sou amante da madrugada. Levanto-me, geralmente, às 4 horas. Faço a higiene. O silêncio repousa no apartamento; ouço apenas respirações. Vou para a cozinha e preparo café, arábica, de preferência Três Corações, gourmet. Aqueço um pão francês, com queijo, manteiga ou margarina; às vezes, frito um ovo. Arrumo a mesa, na sala, agradeço pelo alimento e me sirvo. Bebo por volta de duas xícaras e meia de café com leite em pó; quando há tortas, ou cuscuz, ou tapioquinha, tomo o café preto. Depois, acordo Josiane, minha gata, e oramos para os antepassados, almas e anjinhos da nossa família.

Essa rotina é quebrada quando estou hospedado noutra cidade. Levanto-me também às 4, faço as orações e deixo passar meia hora do início do café da manhã, e só então vou para o refeitório. É um momento estratégico, pois tudo ainda guarda o frescor inicial e há muitos comensais. Um dos meus prazeres é observar as pessoas, apenas para satisfazer a curiosidade do escritor, pois dessas observações recolho retalhos e invento personagens; a propósito, gosto de utilizar essa palavra de origem francesa, comum de dois gêneros, no feminino – a personagem –, pois sou aficionado pelo gênero feminino. Então, a cidade onde nos encontramos é nossa.

Em Brasília, criei vários roteiros, a partir do Cruzeiro Novo, onde moro. Num deles percorro toda a principal rua comercial do Sudoeste, bairro pegado ao Cruzeiro Novo, cruzo o Setor Gráfico e entro no Parque da Cidade, o maior parque urbano do planeta, localizado no âmago da cidade-estado. Trata-se de 4,2 quilômetros quadrados de bosques, trilhas urbanizadas, equipamentos de ginástica, quadras de esporte, parque de diversão, restaurantes e grandes estacionamentos, e onde vemos mulheres tão lindas que permanecem em nossa memória como perfume. Cruzo o parque e saio na altura do Setor Hoteleiro Sul, e caminho até a Rodoviária do Plano Piloto, o coração de Brasília. Se isso ocorre num domingo, compro o Correio Braziliense e Veja, tomo o ônibus e retorno para casa.

Gosto muito também de caminhar pelo Cruzeiro Velho e de lá seguir até a Ceasa, no SIA. Tomo a rua da primeira casa onde minha gata e eu moramos; minha gata foi fundamental para identificarmos a quitinete, pois, nos tempos heroicos, eu vivia imerso na cerração do álcool. Ao passar defronte ao prédio, agora ampliado, sinto sempre simpatia pelo jovem Ray Cunha, esforçando-se para merecer a mulher que aceitara conviver comigo; errando muito; e, às vezes, quando as coisas se apresentavam incompreensíveis, sentia o coração dilacerado.

Cruzando-se a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), fica a Ceasa, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). A Ceasa (Centrais de Abastecimento SA) são empresas estatais ou de capital misto destinadas a promover o comércio de hortifruticultura por atacado e no varejo, e existe nas grandes cidades brasileiras, onde ocupam áreas enormes. Gosto muito de ir à Ceasa, pois remete-me ao Ver-O-Peso, maior feira livre da Ibero-América, em Belém do Pará. Lá, eu fazia expedições quase diárias, começando, de manhã cedo, pelo Mercado de Peixe, onde apreciava algumas espécies das cerca de 1.200 da Amazônia. Gosto de apreciar os dorsos luzidios dos pirarucus, dos meros, dos tucunarés, e de todos os peixes, muitos deles capturados na noite anterior, ao largo da costa do Pará e do Amapá. Do Mercado de Peixe ia tomar café com tapioquinha amanteigada e, dependendo dos meus afazeres, apreciava também as frutas; algumas, especiais, como as mangas, que lembram seios túrgidos, e os jambos, sedutores como pele cafuza. Pois na Ceasa, de manhã cedo, há um galpão com pilhas de frutas maravilhosas, e todo tipo de sortilégios, que somente as feiras proporcionam.

Acho que as madrugadas são também o melhor momento para se criar, pois o silêncio é redentor.

O anoitecer é outro momento supremo da vida. A tarde escoa como um rio, lentamente, diluindo-se, como murmúrios, como preces, e a noite chega de repente, como um navio, as luzes tremeluzindo, aproximando-se do cais do nosso coração, iluminado como uma catedral. Se estamos num café, podemos observar o passa-passa das mulheres, que, entre os mistérios do seu labirinto, conservam-se frescas como as manhãs, o tempo todo, deixando um rastro de romance e aventura. A cidade mesma acende suas luzes e o planeta imerge na dimensão do sonho.

No apartamento, o anoitecer é um momento de trégua, de redenção, de silêncio. Todos os dias, nessa hora, sinto-me ainda mais rico; meu relicário está entupido de diamantes amarelos e rubis azuis, de rosas vermelhas colombianas e perfume, caminhos que levam ao coração.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Quando as crianças gritam, aterrorizadas, é hora da revolução

BRASÍLIA, 11 DE JULHO DE 2013 – Caso Lula volte ao poder, ou Dilma reeleja-se presidenta (sic), e mesmo que Zé Dirceu continue solto, será muito mais difícil assaltar a burra. Mas como Lula é incompetente e Dilma incompetenta (sic) para administrar de verdade um país com a complexidade do Brasil, todos nós nos estreparemos, exceto, naturalmente, os ricos e os que roubaram muito e conseguiram esconder verba desviada ou fugir. Mas não acredito sequer que Dilma chegue até o fim do seu governo. Ela já não é mais aquela mulher mandona, até porque ninguém a está levando a sério; e depois o PT vem conspirando contra ela.

Está acontecendo uma revolução, pondo fim à era da mediocridade e da roubalheira, instalada por Lula, em 1 de janeiro de 2003. Dei uma volta, hoje, pela cidade, e vi jovens empunhando cartazes contra a corrupção, a sangria da teta do erário, a anarquia do PT, que vem tentando, por todos os meios, destruir o Estado e instalar uma ditadura no estilo cubana, a fim de saquear à vontade. Quando jovens vão às ruas, alguma coisa muda.

O PT não atinou para três detalhes: quando a comida encolhe na mesa, por muito tempo, o povo, inclusive a classe média, vira fera; a web; e que a inteligência dos militares está de olho nos bandidos (os militares não usam bala de borracha).

Rio de Janeiro, São Paulo, a ilha da fantasia (Brasília) e várias cidades brasileiras estão pegando fogo. O valhacouto em que se transformou o Congresso Nacional já começou a fazer o que a sociedade organizada manda, e rápido. Mesmo assim, bancando os salvadores da pátria, os larápios serão apenados, de uma forma ou de outra. Basta de tanta sacanagem com os brasileiros, que é um povo bacana, criativo, talentoso, trabalhador, sem grandes problemas étnicos (exceto por alguns ignorantes que pensam que sangue azul e olhos claros é alguma coisa especial).

Quando num país crianças moram nas ruas, são vendidas em leilão, são entregues a gringos depravados, são estupradas a troco de gasolina ou comida (como ocorre no Marajó), quando morrem de fome ou de maus-tratos, alguma coisa profundamente errada está ocorrendo. Então é hora de revolução. Não se sabe no que vai dar; só não é mais suportável ouvir os gritos de terror de crianças, dilacerantes como pedrada na cara.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Carne de criança

Anoitecia. O rio Caracará estava parado. As árvores também não se moviam. Nada se movia na paisagem imobilizada, nem o som; um pacto de silêncio irrompera na selva. A imobilidade e o silêncio inundaram a tarde morta, exceto o azul escuro do anoitecer, que, lento, escorria. A casa mergulhou na noite e, contrariando o silêncio e a negrura, uma lamparina foi acesa e se ouviu choro, agora alto e cortante.

Os ratos d’água atacaram no meio da tarde. Deixaram o barco um pouco distante e chegaram remando numa ubá. Eram seis. Sabiam que o dono da casa, ausente, pescando em alto mar, estava juntando verba para pagar um novo barco, em construção em Cachoeira do Arari. Encontravam-se na casa a dona, três filhas e três criadas. Os ratos d’água sabiam também disso, e passaram a tarde estuprando as moças, com exceção de Helenita, 14 anos, prometida virgem para um tubarão.

Diante de uma tigela de papa de açaí amassado à mão, com farinha de tapioca, daquela que se derrete na boca, acompanhado de camarão pitu, Ditão estremeceu, de repente angustiado, e largou a comida. No instante seguinte foi avisado da tragédia via rádio. Não entrou em desespero; precisava de esperança. Interrompeu a pescaria, retornou para Cachoeira do Arari, deu parte na polícia e começou a busca de sua Helenita, a caçula. Entretanto, Helenita estava no outro lado da baía de Marajó, num casarão no bairro da Cidade Velha, em Belém, tratada a pão de ló.

– Permaneces quietinha, não falas com ninguém, fazes o que eu disser e voltarás para a tua casa dentro de um mês. Agora, se tu não fizeres o que a gente te mandar, vamos te matar e também toda a tua família, estás ouvindo? – disse a mulher, que era grande como um elefante, a quem Helenita foi entregue. A menina se transformara em um autômato; ouvia, o tempo todo, os gritos da mãe, das irmãs e das criadas, som de tapas, e risos de homens nus. Orava, pedia a Deus para acordar do pesadelo. – Dentro de uma semana, tu e outras meninas irão para um passeio com umas autoridades, uns homens bacanas. Tu vais fazer companhia a eles. Tens de fazer tudo o que eles te mandarem, estás ouvindo? Depois do passeio serás devolvida para o Ditão – disse a mulher gorda. E os dias se tornaram uma sucessão de comidas deliciosas, televisão, cama macia, banhos, massagens, um pouco de vinho, filmes com homens fazendo coisas horríveis com mulheres. Mas Helenita jamais deixara de orar, de pedir a Deus que a acordasse do pesadelo, até que numa noite um automóvel negro deslizou por ruas iluminadas e a levou da casa ao cais, onde um iate reinava na noite.

– Chegaram os peixes – dissera um homem de cabelos excessivamente negros, e tão branco que suas veias pareciam flutuar; trajava camisa de seda estampada, calças de linho, sapatos brancos e panamá. “Um boto!” – assustou-se Helenita.

Havia mais um homem, quarentão, paraplégico. Os peixes eram seis meninas, como Helenita. A mais velha, de 17 anos, estava grávida, segundo ela mesma dissera. Três para cada homem. O pesadelo continuou. Agora, vinha na forma do aleijado chupando sua virilha, lambendo-a toda. Helenita fechava os olhos e sentia o fedor alcoólico da saliva do homem. Às vezes, o via sentado na cadeira de rodas, debruçado sobre ela, chupando-a, lambendo-a, insaciável, até que um dia o iate parou e as meninas foram transferidas para o barco Virgem de Nazaré, que rumou para a cidade de Oiapoque, no norte do Amapá, com carne fresca para a boate Senzala, especializada em pratos especiais para europeus que atravessavam o rio Oiapoque, oriundos de Caiena, a capital da colônia francesa da Guiana. O carregamento chegou de madrugada e o leilão seria na noite seguinte.

– Aquele francês louco, mas que paga muito bem, o tal de Humbert Humbert, já reservou a Helenita. Ele vem pedindo uma menina faz tempo; chama elas de “Lolita”. Pagou para passar uma semana com a Lolita dele no sítio; depois disso, ela já foi vendida para o Kunathi; vai ser o prato principal da boate dele, em Paramaribo, até ficar estragada – disse, rindo, melífluo, o dono da Senzala, vulgo Caixinha de Pose, em conversa com Tota, seu contador. – Mas antes que Humbert Humbert saboreie a carne fresca até os ossos, e antes que os ossos sejam mamados até o tutano, vou sugar a alma dela; vou sugar todas elas, uma por dia – disse, levantando-se, apalpando o saco.

Era manhã, mas parecia noite. Um raio chicoteou a cidade, seguido de trovoada, que pareceu sugar o ar. A tempestade durou todo o dia e entrou pela noite.

– Nada como Heidsieck para a luz da minha vida, labareda em minha carne, minha alma, minha lama – disse o francês, alto, gordo e muito branco, num português ininteligível, servindo champagne para Helenita. Ela não sentia mais pavor; morrera no pesadelo infindo.

A Polícia Federal desencadeara a Operação Ninfeta no início da madrugada. O céu estacara, tenso como tumor maduro.

– Beba! Quero-a queimando-me a alma – Humbert Humbert ainda teve tempo de dizer.


Brasília, 13 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Brasília em chamas

BRASÍLIA, 1 DE JULHO DE 2013 – A presidenta (sic) Dilma Rousseff é uma pata manca. Quando trabalhei na Câmara Federal, vi-a algumas vezes, ainda ministra, em audiências públicas. Lembrava-me uma aristocrata falida, e seu nariz ficava ainda mais empinado ao cortejo dos deputados que a cercavam, como cachorros sacudindo o rabo, farejando que ela seria presidente. Falava com arrogância, como alguém que não tem noção de que o mundo jamais se apresenta com as mesmas cores para todos. Lula, o Bode, estudou-a longamente e viu que tinha nas mãos a pessoa certa para seu plano, e elegeu-a por meio da Bolsa Família. Vendo que Dilma é incompetenta (sic), o povão clamaria por Lula, em 2014. Ele tem uma intuição diabólica. Mas sofre de um problema semelhante ao de sua marionete: pensa que estamos no século passado.

O Brasil permanecerá acéfalo até outubro de 2014, descarrilado, voando para o precipício. Dilma Rousseff não tem condições de compreender o que vem ocorrendo. A inflação está comendo a Bolsa Família e não há mais verba para essa armadilha social, até porque ela é desviada, como de resto qualquer verba pública, desde 1 de janeiro de 2003. E depois, a mídia pós-moderna, a mesma que o PT usava como contra informação, flagrou Lula, exibindo o mentiroso em todo o seu descaramento, na sua falta de pudor, na sua patifaria, sua canalhice, e Dilma Rousseff é apenas o papagaio de Lula.

A inflação, que Fernando Henrique Cardoso debelou, está de volta, sempre perigosa; o país parou de crescer e ruma para a estagnação, com sua infraestrutura sucateada; a roubalheira anual atingiu os R$ 200 bilhões; os mafiosos do Congresso Nacional rosnam cada vez mais alto para Dilma; a população urra nas ruas; Brasília está em chamas. O que fazer?

Não precisamos mexer na Constituição, nem de plebiscito. Foi com plebiscitos que o zumbi Hugo Chávez, o ladrão bolivariano, fez a festa no traseiro dos venezuelanos, que estão se tornando os novos cubanos. A diferença é que o zumbi ladrão contava com as Forças Armadas da Venezuela, e a presidenta Lula jogou as Forças Armadas do Brasil a pão e água durante toda essa década de desmantelamento do Estado brasileiro, rumo ao saque total, de um jeito ainda pior do que Fernando Affonso Collor de Mello pretendia fazer, pois nas ditaduras ditas de esquerda rouba-se até a identidade do povo.

Acho que nos próximos dias, até outubro de 2014, algumas coisas vão acontecer, como a prisão dos mensaleiros; a extradição de Cesare Battisti para a Itália; o infame transporte público brasileiro deve cair para R$ 1 ou R$ 2; políticos safados, inclusive santarrões proctologistas, serão agredidos na rua; ladrões de merenda escolar e de material hospitalar correm o risco de perder as mãos; patrimonialistas serão ameaçados de tomarem vergastadas de cipó de goiabeira, nus, em praça pública; a escandalosa dinheirama que os príncipes do Legislativo embolsam deverá encolher e o salário de professores e médicos, ser ampliado; o povo exigirá o envio de 6 mil políticos brasileiros para morarem definitivamente em Cuba; será exigida a suspensão da transposição do rio São Francisco e devolução da verba desviada nesse gigantesco assalto; deverá ser realizada rigorosa auditagem por empresa internacional da Ferrovia Norte-Sul, Petrobras, Vale, Maranhão, Amapá, família do Lula etc. etc. etc.

Em outubro de 2014, poderá ocorrer o seguinte:

 Lula ser reconduzido ao cargo do qual ele nunca saiu, o de presidente. Nesse caso, terá força para instalar sua tão sonhada ditadura.

– Dilma Roussef ser reeleita. Então, Lula continuará como ditador nas sombras.

– Marina Silva ser eleita presidente. Se isso se concretizar, Marina picotará o Brasil em nações indígenas; embargará as hidrelétricas em obras; nacionalizará os grandes grupos empresariais, a começar pela Globo (o Bradesco não escapará); instalará uma ditadura semelhante a de Cuba.

– Eduardo Campos ser eleito presidente. Não se sabe o que vai dar, mas qualquer coisa será preferível a Lula, Dilma ou Marina.

– Aécio Neves ser eleito presidente. Pelo menos terá FHC como conselheiro. Quer queira, quer não, o PT ainda não destruiu o Brasil porque Lula manteve algumas diretrizes básicas fundadas pelo PSDB, inclusive a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra a qual a bancada do PT no Congresso votou contra.

Bem, poderá ocorrer isso, se o povo não entregar um cheque em branco para os chefões da máfia.