domingo, 21 de julho de 2013

Brasília, valhacouto nacional de ladrões. O PT é um Mensalão permanente

BRASÍLIA, 21 DE JULHO DE 2013 – Quando eu era garoto e cursava o antigo ginasial, um dos meus hobbys prediletos era frequentar a Biblioteca Pública de Macapá, entre os últimos anos da década de 1960 e o início dos anos 70. Eu era leitor compulsivo e lia tudo, especialmente gibis, mas passava horas debruçado sobre enciclopédias e estudando mapas. Podia facilmente me situar em qualquer ponto do planeta e sabia o nome de quase todas as capitais do mundo. Pois bem, continuo o mesmo garoto, agora mais sofisticado, pois, mentalmente, chego a caminhar por algumas cidades onde jamais fui. Por exemplo: Paris. Creio que o primeiro contato que tive com a capital francesa foi por meio de Giselle Montfort, a espiã nua que abalou Paris, e depois Ernest Hemingway, especialmente com Paris é Uma Festa (móvel), e, mais recentemente, Wood Allen, em Meia Noite em Paris. Dei também um mergulho na Cidade Luz, ainda imersa numa atmosfera medieval, recriada por Patrick Süskind, em O Perfume.

Esse jogo fica mais prazeroso quando conhecemos a cidade, e ela é maravilhosa, como é o Rio de Janeiro. Tenho, em casa, uma pilha de mapas e roteiros geográficos, que vão se avolumando à medida das minhas incursões planeta afora, e nessa universo o Rio de Janeiro ocupa lugar especial, porque comecei a me apaixonar pela cidade de São Sebastião, em 1972, numa intensidade que se amplia com o passar dos anos (que é físico; a velocidade da mente é infinitamente superior a da luz). Tenho o mapa de toda a Cidade Maravilhosa e visito-a de vez em quando; às vezes, literalmente.

Da mesma forma isso ocorre com Belém, o Portal da Amazônia; e Manaus, a cidade europeia incrustada na Hileia. De Macapá, minha cidade natal, possuo dois mapas minuciosos, além daquele que guardo no coração. Também consumo horas estudando os mapas do Pará e Amapá, os estados da Amazônia atlântica, e caribenha; tenho, inclusive, mais de um guia do litoral brasileiro, incluindo um de pesca, e me perco nos mangues setentrionais.

De todas as cidades que conheço, de fato ou virtualmente, Brasília é a mais estranha. Moro em Brasília desde 1987, com uma interrupção em 1996-1997, quando voltei a viver em Belém do Pará. A capital do Brasil sempre me acolheu de braços abertos, e me deu duas preciosidades tão grandes que é impossível avaliá-las: Josiane, minha gata, e Iasmim, minha princesinha, que, aliás, é brasiliense da gema. Também foi em Brasília que redescobri a Amazônia, escrevendo a coluna Enfoque Amazônico para o site www.abcpolitiko.com.br.

Brasília lembra uma loja de departamentos, com as sessões excessivamente distantes umas das outras, ligadas por longos corredores. É uma cidade sem esquinas e quase sem passeios públicos; as poucas calçadas que há parece que foram bombardeadas e abandonadas. Equivocadamente, diz-se que a capital do Brasil é moderna. Não é! Está sucateada, o transporte público é ultrajante e o governador, Agnelo Queiroz, é mais conhecido como Agnulo. O notório Joaquim Roriz, o governador mais famoso, inchou Brasília, e seus bolsos, durante 16 anos. Hoje, desfruta essa grana escondido na varanda da sua casa.

A cidade-estado está entre as maiores do país, do qual é a terceira praça gastronômica, o terceiro consumidor de peixes e, apesar de não ter rio cortando a cidade, muito menos litoral, é a que detém a terceira frota de barcos, que singram o Lago Paranoá como barquinhos em uma piscina.

A Esplanada dos Ministérios, onde ficam as sedes dos três poderes, tornou-se um valhacouto federal de políticos e bandidos declarados, e o maior cabide de emprego do mundo, com o maior nepotismo planetário, algo que não se vê nem em ditaduras, apesar de que atravessamos uma ditadura das sombras. A maior ameaça que pesa sobre Brasília, e sobre o Brasil, é que o plano de Lula está dando certo. Dilma Rousseff, o poste, a marionete, apenas esquenta a cadeira presidencial para a volta daquele que, em 1 de janeiro de 2003, instalou a era da mediocridade, o dito cujo, carcará sanguinolento, uma espécie cabocla de Rafael Leónidas Trujillo Molina, o Bode.

A Ibérico-América, outrora banhada em sangue pela lâmina de espanhóis e lusitanos, é hoje sangrada por excrescências como o urubu Fidel Castro; o ladrão bolivariano zumbi Hugo Chávez; a bruxa argentina Cristina Kirchner; o lhama-de-franja Evo Morales; Rafael Correa, do Equador, que ensaia sufocar a imprensa local. Lula, o presidente de fato, sucateou o país e está pondo a Petrobrás a pique. Será eleito pela Bolsa Família? Se for, o país entrará em recessão, por uma razão simples: Lula não tem competência para governar sequer uma banânia, quando mais um país complexo como o Brasil. E o PT é um Mensalão permanente.

Um comentário:

  1. Sensacional! Ler o Ray é um presente, sempre. Obrigada, amigo.

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