quarta-feira, 24 de julho de 2013

De olho na presidência da República, Lula defende 39 ministérios e importação de médicos

BRASÍLIA, 24 DE JULHO DE 2013 – Lula reapareceu, com a incontinência verborrágica de sempre. Será que deixou mesmo de dar uma talagada de 51, de vez em quando? Ele fez uma ponta no Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, no Museu Nacional, Esplanada dos Ministérios, terça-feira 23. Desdenhou a pressão sobre a marionete Dilma Rousseff para reduzir o espantoso número de ministérios no governo do PTMDB. São 39: 24 propriamente ditos, 10 secretarias da presidência e 5 órgãos com status de ministério. Fernando Henrique Cardoso deixou 24; Lula criou mais 17 e Dilma Rousseff, dois. Mais de um terço deles é puro cabide de nepotismo.

Voltemos ao ditador da Banânia: segundo Lula, a redução dos ministérios visa atingir os direitos humanos, que, deu a entender, deixará de existir no Brasil se a Secretaria de Igualdade Racial for extinta. Em outras palavras, os brasileiros não poderiam mais contar com o atendimento público de saúde e de transportes de primeiro mundo, que o PTMDB legou a todos, numa ação absolutamente socialista, provavelmente orientada pelo zumbi, ladrão bolivanirano, Hugo Chávez, que, por sua vez, recebeu orientação do seu mestre, o praticamente zumbi, urubu velho Fidel Castro.

Antes do início do evento, Lula afirmou que não daria palpite sobre redução de ministérios. “Como posso dar palpite numa coisa se faz dois anos e sete meses que eu saí do governo?” – disse. Na verdade ele nunca saiu do governo; é o ditador nas sombras. “Eles não vão tentar mexer porque é a Dilma que tem que mexer. E acho que ela não vai mexer. E eles vão tentar porque vão dizer: é preciso fazer ajuste, é preciso diminuir. A gente não tem que diminuir nem aumentar, tem que saber para que serve” – ensinou o discípulo de Hugo Chávez.

Também Lula pulou em defesa do programa Mais Médicos, lançado por Dilma Rousseff há duas semanas. “Se os médicos brasileiros não querem ir para o sertão, que a gente traga médicos do exterior” – ensinou o pai de um dos empreendedores mais talentosos deztepaiz, Lulinha. Para Lula, foi a “elite” que acabou com a CPMF, aquele imposto de nome comprido: Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza F., que era apenas mais uma facada que o governo dava no brasileiro.

Voltemos ao Mais Médicos. O presidente, ou melhor, o ex-presidente garante: “Ninguém quer tirar o trabalho de ninguém. Longe de mim tirar ocupação de brasileiro. O que eu quero é levar médico para quem não tem médico. Isso é o que a gente tem que fazer”.

Acredito que apenas cessando a roubalheira e a corrupção generalizada no setor de saúde, daríamos um salto qualitativo espantoso. Do jeito que está, nem médicos americanos e europeus dariam jeito na área de saúde em Brasília, quanto mais nos grotões. Na capital do Brasil – que recebe o maior volume de verba para o setor de saúde no país e é governada por um alcaide petralha médico, Agnulo Queiroz –, os hospitais são corredores da morte. O pior é que Lula poderá legitimar-se novamente presidente da República. Aí, fodeu-se.

Lula também falou sobre a bisbilhotagem dos americanos no Brasil: “E agora estão escutando o nosso telefone. Eu acho que o Obama (presidente dos Estados Unidos, Barack Obama) está nos ouvindo aqui. Abraço, irmão!” A propósito, até os cachorros sabem que os Estados Unidos cascavilham tudo, inclusive a Europa. É a Pax Americana. Aí, o governo do PTMDB, ofendidíssimo, faz o maior rapapé, para o povão, de olho no voto em outubro de 2014. Não engulam essa: o que temos que fazer é avançar em tecnologia. Todo mundo bisbilhota a vida dos outros. É claro que os Estados Unidos querem saber o que está se passando aqui; afinal, o Brasil é o maior celeiro de commodities do planeta.

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