quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Câmara dos Deputados institucionaliza roubalheira

BRASÍLIA, 29 DE AGOSTO DE 2013 – Em votação secreta na Câmara, o deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO), preso na penitenciária da Papuda por roubo, foi absolvido pelos seus colegas e continuará sendo tratado por Vossa Excelência, também pelos seus novos colegas presidiários (será?). Quem o mandou para a Papuda foi o Supremo Tribunal Federal (STF), para cumprir mais de 13 anos de prisão pelo desvio de R$ 8,4 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia; à época, Donadon era diretor financeiro da casa. E agora? Agora está formalizado: a Câmara dos Deputados é valhacouto de bandidos, mesmo, e mandou o Supremo se ferrar.

Donadon ouviu o resultado, ajoelhou-se, levantou as mãos e afirmou que sua “vitória” foi obra de Deus. Bem, quem planta, colhe. Depois, foi conduzido de volta para seu lugar, a cadeia. Agora, Donadon é preso de luxo, deputado, o que não é pouca coisa. De qualquer modo, desde julho ele não vê mais a cor da grana preta que recebia na Câmara e seus apaniguados foram demitidos. É claro que já há outro no lugar dele. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), convocou o suplente de Donadon, o ex-ministro da Previdência e ex-senador Amir Lando (PMDB-RO).

Ao subir à tribuna para afirmar que é inocente, Donadon, que está preso desde 28 de junho na Papuda, reclamou das condições no presídio, principalmente da comida. Deverá exigir apartamento funcional, lagosta, criadagem e carro na porta.

Aos poucos, o Estado brasileiro é desmoralizado. As Forças Armadas foram postas a pão e água, há 10 anos; homens como Joaquim Barbosa são perseguidos; o banditismo avançando no Congresso Nacional; o Executivo mergulha cada vez mais fundo num mar de corrupção (basta uma olhadela nas investigações do Tribunal de Contas de União – TCU). As coisas estão ficando no ponto para a instalação da tão sonhada ditadura lula-petista-castrista-bolivarianista.

Atenção, pessoal que frequenta a casa do povo, cuidado com a carteira porta-cédula!

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