quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Mensalão II

BRASÍLIA, 19 DE SETEMBRO DE 2013 – A letra da lei no Brasil é feita sob medida para punir com crueldade o transgressor pobre e lamber o traseiro dos ricos, ou bem situados na sociedade; é preconceituosa, aristocrática. Em termos práticos, lei no Brasil é para quem pode pagar advogados, de preferência que já tenham sido ministro de tribunal superior ou da Justiça; a legislação criminal brasileira parece o atual asfaltamento das vias de Brasília: cheio de brechas. Por exemplo: embargo infringente é o recurso cabível contra acórdãos não unânimes proferidos pelos tribunais nas ações que visam a reapreciação das ações impugnadas pela parte recorrente (Wikipédia).

Nessa quarta-feira, 18, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), legalizou, com voto de Minerva, o Mensalão, o mais emblemático episódio de corrupção da ditadura nas sombras, que vem destruindo o Estado brasileiro desde 1 de janeiro de 2003.

Haverá novo julgamento, ad infinitum. Ou não. Com a nova composição da corte, cheia de petistas, é líquido e certo que os mensaleiros ainda virarão heróis. Enquanto isso, Zé Dirceu continua curtindo à larga a fortuna que amealhou nesse meio tempo, juntamente com outros, quadrilheiros?, agora não mais, é melhor dizer companheiros, como o esperto Zé Genoino e o gabiru João Paulo Cunha.

Vem aí Mensalão II. Devastador. A menos que as eleições, depois da Copa do Mundo de 2014, surpreendam.

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