sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Ray Cunha autografa O Casulo Exposto para alunos da Escola de Administração e Negócios

O escritor amazônida radicado em Brasília lê conto na Galeria
Olho de Águia/Bar Faixa de Gaza (Foto: Ivaldo Cavalcante)


MARCELO LARROYED


BRASÍLIA, 26 DE SETEMBRO DE 2013 – Como parte das atividades culturais da Escola de Administração e Negócios (ESAd)  MBA, o escritor Ray Cunha autografa O Casulo Exposto (LGE/Ler Editora, Brasília, contos, 2008, 153 páginas, R$ 28), nesta sexta-feira 27, a partir das 19h30, na ESAd, Sexto Andar da Torre Leste do shopping Pátio Brasil, Sala 609, especialmente para alunos e seus convidados. Durante o evento, o escritor lerá um conto e falará sobre o livro. O Casulo Exposto enfeixa 17 histórias curtas ambientadas em Brasília. “Desde 1987, trabalho como jornalista na cidade, cobrindo-a amplamente, bem como o Entorno do DF e o Congresso Nacional, o que me proporcionou conhecer bem essa geografia, inclusive a humana, e serviu para criar personagens e cenário para esses contos” – comenta o autor.

Segundo Ray Cunha, “o casulo é uma alegoria à borboleta de Lúcio Costa, ninfa golpeada no ventre, as vísceras escorrendo como labaredas de luxúria, depravação e morte nos subterrâneos da cidade dos exilados, exibindo a fauna heterogênea que transita na esfera política e chafurda nos subterrâneos da cidade-estado: amazônidas que deixaram a Hileia para trás e tentam sobreviver na fogueira das vaidades, a ilha da fantasia; jornalistas se equilibrando no fio da navalha; políticos, daquele tipo mais vagabundo, que não pensa duas vezes antes de esconder merenda escolar na mala do seu carro e dinheiro na cueca; estupradores; assassinos; bandidos de todos os calibres; aventureiros fracassados e duplamente fracassados, misturando-se numa zona de fronteira e penumbra”.

HOMENS PERDIDOS – Escreve o jornalista Maurício Melo Júnior no prefácio de O Casulo Exposto: “O escritor Jorge Amado costumava se queixar de algumas ausências na literatura brasileira. E dizia que a mais gritante delas era a falta de romances sobre o ciclo do café, como os que foram escritos sobre os ciclos da cana-de-açúcar e do cacau. Também podemos dizer que ainda não surgiram os escritores que tomaram o desafio de contar as sagas da busca da borracha na Amazônia e da construção de Brasília em pleno cerrado goiano.

“Neste seu novo livro de contos e novelas o escritor Ray Cunha, nascido no Amapá e vivente de Brasília, passa longe da narrativa de homens perdidos na solidão da floresta ou na poeira das construções incansáveis. O que interessa ao escritor são os resultados daquelas experiências, são os personagens que ficaram depois das epopeias.

“Os homens e mulheres que saltam das páginas de O Casulo Exposto são bastante curiosos. Têm a política no sangue, embora apenas transitem em torno dela. Veem o poder bem de perto, mas não participam de suas benesses. Também calejados pelas dores impostas pela opressão da floresta, já nada os surpreende e a violência pode ser uma forma de defesa ou sobrevivência. Sim, os escrúpulos são poucos. Ou, citando Jarbas Passarinho, um acriano que fez carreira política no Pará, “às favas com o escrúpulo”. Em compensação, a sensualidade aflora na pele dessa gente. O perigo é que também este poder de encantar e seduzir é instrumento de dominação.

“Naturalmente que a visão que temos aqui está superdimensionada pelos requisitos da literatura, mesmo assim sua base tem intensos pontos de realismo. E Ray ainda lhes dá um tratamento recheado de um humor cáustico, em alguns momentos até cruel. No entanto, este humor nasce do clima noir, o clima dos filmes e livros policiais surgidos nos anos de 1940.

“Sem saudosismos e com muito suspense, os contos e novelas de Ray Cunha nos põem diante dos brasilienses, esses seres nascidos da junção plena de todos os brasileiros. E vale muito a pena conhecê-los”.

SOBRE O ESCRITOR – Ray Cunha nasceu em 1954, em Macapá  à margem esquerda do estuário do rio Amazonas, na confluência da Linha Imaginária do Equador , a capital do estado do Amapá, na Amazônia Azul, e caribenha. Vive em Brasília desde 1987, onde realiza também trabalho jornalístico. Estreia como escritor num pequeno volume coletivo de poemas, Xarda Misturada (edição dos autores, Macapá, 1971), juntamente com o poeta e contista José Edson dos Santos e José Montoril. Seguem-se Sob o Céu nas Nuvens (edição do autor, Belém, 1982, poemas); A Grande Farra (edição do autor, Brasília, 1992, contos); A Caça (Editora Cejup, Belém, 1996, conto); Trópico Úmido - Três Contos Amazônicos (edição do autor, Brasília, 2000); A Casa Amarela (Editora Cejup, Belém, 2003, romance); e O Casulo Exposto.

Livreiros interessados poderão pedir O Casulo Exposto para o editor, Antonio Carlos Navarro, pelo telefone: (55-61) 3362-0008; fax: (55-61) 3233-3771; e-mails: lereditora@lereditora.com.br e acnavarro@lereditora.com.br, ou na própria Ler Editora, no SIG (Setor de Indústrias Gráficas), Quadra 4, Lote 283, prédio da Fórmula Gráfica, Primeiro Andar.

O Casulo Exposto e Trópico Úmido - Três Contos Amazônicos estão à venda na Livraria Cope Espaço Cultural, na 409 Norte, Bloco D, Loja 19/43, telefone: 3037-1017, e-mail: copelivros@ibest.com.br.

Para o agendamento de sessões de autógrafos de O Casulo Exposto e Trópico Úmido – Três Contos Amazônicos entrar em contato com Ray Cunha pelo e-mail: raycunha@gmail.com

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