sábado, 5 de outubro de 2013

A greve dos bancários e os planos de saúde

BRASÍLIA, 5 DE OUTUBRO DE 2013 – No caos a que o PTMDB mergulhou o país, já há uma década, duas tragédias se tornaram agudas. O Comando Nacional dos Bancários orientou os sindicatos em todo o país a rejeitarem a nova proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), sexta-feira 4, de reajuste salarial de 7,5% sobre o piso, com ganho real de 1,34%, além de propor alta de 10% na parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Assim, o piso passaria para R$ 1.632,93 e a PLR para, no mínimo, R$ 1.694 (limitada a R$ 9.011,76).

“Consideramos a proposta insuficiente diante do tamanho dos lucros e da rentabilidade dos bancos. Até setores da economia muito menos lucrativos estão fazendo acordos com seus trabalhadores com reajustes salariais maiores. Os bancários estão fazendo a maior greve dos últimos 20 anos e os bancos têm condições de melhorar a proposta” – afirmou, em nota, o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.

Os bancários estão em greve há duas semanas. Eles querem 11,93% de aumento salarial (aumento real de 5%), piso salarial de R$ 2.860,21 e PLR de três salários-base, mais parcela adicional fixa de R$ 5.553,15, além de vales refeição e alimentação de um salário mínimo, R$ 678, e melhores condições de trabalho, com o fim das metas individuais e “abusivas”.

É justo. Trabalham duro e os banqueiros não têm a mínima ideia de como eles sobrevivem. Mas greve bancária é dramática; vira um inferno para a classe média. Há pessoas que morrem porque a família não consegue cumprir a transação bancária e bancar, por exemplo, uma cirurgia urgente. Daí que o Estado precisa intervir nessas situações. Mas o Brasil bolivariano do presidanta Lula está mais preocupado com a infraestrutura de Cuba, da Venezuela e da Bolívia, bem como em abastecer seus cofres.

A outra tragédia: 160 mil associados ao plano de saúde da Golden Cross passaram, compulsoriamente, desde 30 de outubro, para outro plano, com a compra Golden pela Unimed Rio. Começava, ali, a via-crúcis para muitos segurados. A Agência Nacional de Saúde (ANS) aprovou a transação, mas a consumação de fato simplesmente não existe. Quem precisa submeter-se a cirurgia com urgência, está, como se diz, no sal. Uma paciente levou 16 minutos para entrar em contato com a Unimed, inutilmente. O Procon tem resposta para tudo, mas tudo fica na mesma. A ANS tranquiliza todo mundo: mantém no seu site um espaço para reclamações.

Isso é apenas a ponta do iceberg. Planos de saúde no Brasil vendem carne de gato por lebre, e os hospitais particulares estão a um passo dos seus congêneres públicos. Estes, já se transformaram em corredores da morte.

Ambas são duas tragédias microscópicas diante da possibilidade, real, de a presidanta, ou Lula, mesmo, perpetuarem a calamidade pública chamada PT.

Um comentário:

  1. Amigo RAY CUNHA, excelente esta matéria aqui publicada. São duas tragédias nacionais que eu estou vivenciando e a perspectiva de solução é indefinida. Eu estou postando na minha pagina do Facebook e se houver algum inconveniente, me dê o retorno que eu retiro.
    Um grande abraço.
    AIMORÉ BATISTA.

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