sexta-feira, 28 de março de 2014

MEMÓRIAS DA DITADURA NA AMAZÔNIA

BRASÍLIA, 28 DE MARÇO DE 2014 – Passado meio século do golpe militar em 31 de março de 1964, que instalou uma ditadura de 21 anos no país, dois fatos estão claros: o golpe recebeu apoio da maioria da sociedade brasileira, receosa de uma revolução comunista, sempre genocida e totalitária; e que os militares passaram tempo demais no poder, no que chamo de Ditadura dos Generais (1964-1985). Há quem diga que a ditadura no Brasil foi leve, que conservou o Judiciário, que matou-se pouco. Ora, toda ditadura é corrupta por definição, saqueia, extingue a cidadania, amordaça, tortura e mata, como se viu em Cuba e agora na Venezuela.
A Ditadura dos Generais é um ferimento que ainda sangra, com saudosistas de um lado e revanchistas do outro lado da moeda. O que se deve tirar dela é experiência útil à consolidação da democracia, no sentido de se impedir qualquer tipo de ditadura, inclusive a das sombras, praticada hoje no país, sob o aparelhamento do estado e o paternalismo.
Nos anos de chumbo, os militares torturaram, mataram, amordaçaram a imprensa, manietaram o Judiciário, quebraram as pernas do Legislativo, avacalharam com o ensino (que está ainda mais avacalhado), mergulharam o país no terror totalitário, levando sofrimento a incontáveis lares. Duas gerações cresceram sob a mordaça e o arbítrio. Hoje, só o fato de se contar com uma imprensa sem mordaça e de se poder falar de igual para igual com os generais já é um salto e tanto.
Porém, 29 anos depois do fim da Ditadura dos Generais e 26 após a Constituição Cidadã, o Brasil continua se arrastando: o Politburo se instalou no Palácio do Planalto e no hotel seis estrelas que é o Congresso Nacional, assumiu pelo voto obtido com propaganda e contrapropaganda o comando do país, que mergulha cada vez mais fundo no populismo, no paternalismo, no patrimonialismo, no aparelhamento do estado, na corrupção. Se na ditadura militar bastava chumbo quente e porrete para intimidar, na democracia capenga um cipoal de leis, como, por exemplo, a legislação eleitoral, garante a corrupção.
Em 31 de março de 1964, eu tinha 9 anos de idade e vivia na minha cidade natal, Macapá, urbe ribeirinha no estuário do maior rio do planeta, o Amazonas, na confluência com a Linha Imaginária do Equador, na Amazônia Caribenha. Era a capital do então Território Federal do Amapá. Daquela época, lembro-me de prisões na Fortaleza São José de Macapá e da minha mãe queimando livros do meu irmão mais velho, Paulo Cunha, leitor voraz, apenas porque era líder estudantil e poeta, razão suficiente para ser jogado na Fortaleza. Em 1968, aos 14 anos, comecei a frequentar uma roda de artistas, alguns dos quais tinham que se apresentar, de vez em quando, no quartel local do Exército; o poeta Isnard Brandão Lima Filho, pai da minha geração de artistas, foi preso na Fortaleza e no antigo presídio São José, em Belém.
Em 1971, houve uma grande mudança na minha vida. Eu cursava o antigo quarto ano ginasial no Colégio Amapaense quando, juntamente com três amigos, criamos o jornal estudantil A Rosa – Bonitinha Mas Ordinária. Meus amigos eram o poeta e contista José Edson dos Santos (Joy Edson), o jornalista Walter Júnior do Carmo e o advogado José Nazareno Nogueira. O pasquim só circulou uma vez. Na época, o diretor do Colégio Amapaense era o professor Tinilo e o vice, professor Edgar. Tinilo era um sujeito sombrio e Edgar, dissimulado. Fui submetido, pelos dois, a um inquérito que durou cerca de uma hora, eles e eu, numa sala fechada. Queriam saber onde o jornal fora datilografado e mimeografado. Não disse nada e peguei 15 dias de suspensão.
O governador, na época, era o general mato-grossense Ivanhoé Gonçalves Martins. O Palácio do Setentrião era separado do Colégio Amapaense por uma praça descampada e o governador gostava de olhar de binóculo para o colégio. Certa vez, o jornalista Haroldo Franco publicou no seu jornal, do qual, mais tarde, fui editor, uma foto do general Ivanhoé montado num cavalo, com uma legenda mais ou menos assim: O governador Ivanhoé Gonçalves Martins (o de cima) sai para uma blitz. Haroldo Franco teve que se esconder até as coisas esfriarem. Pois bem, enviaram A Rosa para Ivanhoé.
Na Secretaria de Educação, um amigo meu, Montoril, pai do poeta José Montoril, impediu, não me lembro mais como, que o jornal caísse nas mãos do general. Mas, naquelas alturas, eu andava desestimulado com a vida estudantil, e com a cidade. Em Macapá, naquela época, artista era tratado pela sociedade local como vagabundo, marginal mesmo (não sei se isso mudou). Em dezembro daquele ano, 1971, publiquei, com Joy Edson e José Montoril, um livro de poemas, Xarda Misturada, e peguei a estrada, com apenas 17 anos e sem sequer carteira de identidade. Rodei por aí, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Manaus, onde vivem parentes do meu pai, João Raimundo Cunha. Eu tinha, então, 21 anos; era 1975, auge da Ditadura dos Generais.
MANAUS – Antes de pegar o rio e partir para Manaus, para conhecer meus parentes paternos, deu uma parada em Santarém (PA), onde meu irmão mais velho, Paulo Cunha, estava morando. Em Santarém, trabalhei como redator da antiga Rádio Clube, de modo que ao chegar em Manaus entrei no primeiro jornal que encontrei, Jornal do Commercio, então na Avenida Eduardo Ribeiro, onde, e nada é por acaso, havia uma vaga para repórter policial. Comecei no dia seguinte. Rotineiramente, cobria o Tribunal de Justiça e as delegacias de polícia, principalmente a central, um casarão no centro da cidade, do qual guardei na memória o fedor de urina e de tortura. Ali, perpetrava-se todo tipo de barbaridade.
No jornal, uma vez meu amigo Wanderley Fortaleza escreveu alguma coisa, não me lembro mais exatamente o que, e a redação foi invadida pela Polícia Militar. Fiquei por pouco tempo no Jornal do Commercio e fui para A Notícia. No dia 26 de março de 1976, o então presidente Ernesto Geisel e ministros foram a Manaus inaugurar o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Praticamente toda a equipe de repórteres da Notícia foi mobilizada para cobrir o evento. A mim coube também entrevistar o ministro da Educação, general Ney Braga. O diretor de redação do jornal, Bianor Garcia, foi claro comigo. Eu teria que perguntar ao general sobre até quando haveria necessidade da vigência do Decreto 174, aquele que podia acabar com a carreira de qualquer estudante. E se eu não conseguisse entrevistar o general, rua.
Naquela noite, houve um evento no Ideal Clube com a presença de Ney Braga. Posicionei-me num local por onde sabia que ele passaria fiquei de campana. Não me lembro quanto tempo esperei, mas o homem veio na minha direção, e quando ele chegou a uma distância segura deu o bote, furei sua segurança, deixando alguns oficiais sem ação, e parti para cima de Ney Braga, identifiquei-me e sapequei a pergunta, alguma coisa como se o Decreto 174 era mesmo necessário. Jamais esquecerei aquele sujeito me olhando quase na minha cara como se quisesse me fuzilar com os olhos. Sustentei o olhar dele. Deus, como eu precisava do meu emprego. Seguiu-se um diálogo mais ou menos assim:
– Você é estudante? – ele perguntou.
Eu não era estudante. Tinha parado na quarta série ginasial e só estava trabalhando como repórter porque naquela época ninguém ligava para diploma de jornalista, bastava que se soubesse escrever.
– Não, ministro, eu não sou estudante.
– Então por que você está preocupado com isso? – ele disse.
– Estou lhe perguntando como jornalista – eu disse.
– O que você acha do decreto? – ele redarguiu.
– Eu, nada, a pergunta é para o senhor – repliquei.
– Não se preocupe com isso – ele disse, comentando alguma coisa, algo parecido com quem não deve não teme, e se foi. Lembrava esses generais de Hitler, no cinema, sempre acompanhados de uma comitiva.
Escrevi um boxe curto com essa entrevista e conservei meu emprego, que, aliás, não durou mais muito tempo, pois fui para o jornal A Crítica, levado por Fábio Lucena, que conheci no Clube da Madrugada e bebíamos no Caldeira. Falar nele, depois que se elegeu senador e antes de se suicidar, certa vez em estava em Brasília e fui procurá-lo no Senado. Ao me aproximar dele, um capanga que o acompanhava já ia sacar o revólver para me alvejar quando Fábio Lucena fez um sinal para ele dizendo que eu era amigo. O próprio Fábio me disse que o capanga tinha ordem para matar quem se aproximasse dele sem ser convidado. Não passou muito tempo para que ele se matasse.
Foi em A Notícia que tive meus melhores momentos em Manaus como repórter. Certa vez, escrevi uma nota sobre rodoviários atacados por waimiris-atroaris na BR-174, a Manaus-Boa Vista. A propósito, investigação do Ministério Público Federal no Amazonas aponta que os militares foram responsáveis pela morte de milhares de índios durante a construção da BR-174 (Manaus-Boa Vista) e da BR-230, a Transamazônica. Pois bem, por conta da nota, o Bianor Garcia foi chamado para dar explicações no Comando Militar da Amazônia. Não foi; mandou a mim. Lembro-me que o coronel que chamara o Bianor Garcia não gostou de ver apenas um repórter, e de 21 anos, para dar explicações sobre uma “questão de segurança nacional”, mas me fez algumas perguntas e me liberou. Recriei esse episódio no conto A grande farra, publicado em livro homônimo, em 1992, em Brasília. Segue-se trecho do conto:
“Naquela sexta-feira, Reinaldo foi instruído pelo editor para pedir desculpas ao comandante Militar da Amazônia. O jornal tinha publicado que os waimiris-atroaris estavam atacando na BR-174 e o editor recebeu um telefonema dando conta de que o assunto era de segurança nacional.
“Foi recebido por um sargento.
“– Gostaria de ver o general – disse-lhe.
“– O assunto? – perguntou-lhe o sargento.
“– Vim representando o Jornal do Comércio e dar-lhe uma explicação quanto a uma matéria que saiu.
“– Sente-se e aguarde. Seus documentos, por favor...
“– Pois, não. Aqui está minha carteira de jornalista.
“– Sua carteira de identidade também.
“– Ei-la, senhor.
“– Sente-se e aguarde.
“– Obrigado.
“Não demorou e veio um major, que o introduziu a uma sala maior e mais arejada.
“– O general esperava o editor – disse. – De qualquer modo ele vai recebê-lo. – O major olhava-o de sua poltrona, por detrás da grande mesa em que trabalhava. Veio um ordenança com cafezinho. O major apanhou as xícaras e ofereceu-lhe uma. Eram de porcelana. O telefone tocou e o major atendeu-o. Desligou-o, levantou-se e convidou-o a acompanhá-lo. Reinaldo foi introduzido a uma sala ampla. Em frente de uma escrivaninha belamente trabalhada estava o general, que não disfarçou o desgosto de ver o jornalista – mas isso durou apenas um segundo. Saiu de sua imobilidade e estendeu a mão a Reinaldo.
“– Sente-se – disse ele. Era alto e elegante, e jovem.
“– General, estou representando...
“– Esperava o editor do jornal, meu jovem – cortou-o.
“– Ele não pôde vir – disse, meio sem jeito, o jornalista. – Vim, em nome do jornal, pedir desculpas pela matéria que veiculamos sobre a BR-174.
“– Tudo lá está tranquilo, tudo sob controle. Quem lhes deu a informação de que os waimiris-atroaris atacaram um automobilista que seguia para Roraima?
“Reinaldo ficou embaraçado. Não sabia responder ao general. Mas ele passou adiante.
“– Notícia desse tipo são sensacionalistas e condenáveis. Por que os senhores não pedem informação a nós? Diríamos que está tudo tranquilo. Para que conturbar a paz com notícias inverossímeis? Meu jovem, estaremos sempre aqui à disposição da verdade.
“De volta, soube que policiais militares haviam prendido Tom Bacamarte, editorialista do jornal, por causa de um artigo que escrevera contra a polícia. Uma guarnição invadira o prédio e arrastara Bacamarte para o Comando da Polícia Militar. Ninguém pôde impedir, já que ameaçaram metralhar quem se metesse. Martim, que era redator e muito amigo de Bacamarte, comunicou-se com Brasília imediatamente, e com todas as agências de notícias do país.
“Ao saber da prisão, Reinaldo foi imediatamente ao Comando da Política Militar. Gostava muito de Bacamarte.
“Na sala do comandante, Bacamarte enfrentava-o. Naquela noite, no Orten, ele contou como se saiu.
“– Então é o senhor que anda ameaçando a ordem pública, a paz e a polícia? – disse-lhe o comandante, que era gaúcho.
“– Só há uma quadrilha de desordeiros nesta cidade, e o senhor a comanda. Quanto a paz, a presença do Exército na vida civil do país a desmente. E a polícia é quem tem as armas de fogo e o arbítrio para fazer o que quiser.
“O comandante ficou vermelho, mas controlou-se, e falou calmamente.
“– O senhor sabe que poderia ser preso por essas declarações?
“– Sem as formalidades da Justiça? Sim, sei. Sei inclusive que poderei ser assassinado e desaparecer.
“– Meu jovem, tudo o que a polícia faz é para o bem deste país - contemporizou o comandante.
“– Eu sei. A prisão ilegal de estudantes e a tortura.
“– O senhor pertence a alguma facção política, meu jovem?
“– Sou fascista.
“– Meu jovem, vou soltá-lo, mas não volte a falar da polícia...
“– Então, não estou preso? A propósito, quero agradecer a gentileza do convite para vir tomar um chá com o senhor; chá, não, chimarrão.
“– Vou mandar que o levem de volta ao jornal – disse, impassível, o comandante.
“– Obrigado. Vou de pés.”
Durante todo o tempo em que trabalhei em A Notícia, o jornal esteve sob censura prévia. Todas as noites, um casal de agentes federais, casados mesmo, ia para uma sala contígua à redação e lia tudo o que sairia na edição do dia seguinte, cortando o que achasse que pudesse ofender a ditadura.
Em 1978, fui para Rio Branco, trabalhar no jornal Gazeta do Acre, comandado pelo Elson Martins, um dos mais brilhantes repórteres da Amazônia, editor também do Varadouro, o mais famoso jornal de resistência à ditadura produzido na Hileia. Tive, assim, rapidíssima passagem pelo Varadouro, em março de 1979, escrevendo, em jornalismo literário, a matéria Roteiro da prostituição, publicada, com chamada de capa, na edição 14 do Varadouro. Escravidão, especialmente sexual; tráfico de tudo o que se possa imaginar, inclusive de crianças; matança de índios e de animais em extinção, tudo é permitido numa ditadura, porque, como já disse, ditaduras são corruptas por definição.
Em 1977, mudei-me para Belém, onde continuei acompanhando o deslizar da serpente, até a assunção de Zé Sarney à presidência, em 1985. Vinte anos depois, já morando em Brasília, publiquei o romance A Casa Amarela (Editora Cejup, Belém), ambientado em Macapá, no ano do golpe.
Durante breve período, fui redator-chefe do semanário DF Notícias, de Brasília, onde conheci o sargento da reserva do Exército, Abílio Teixeira, que, em 2002, foi candidato a deputado federal. Fluminense, sargentão, paraquedista, assessor de ministro do Exército durante a ditadura, Abílio Teixeira não tem papa na língua. Escrevia uma coluna na qual descia o cacete no então presidente Lula e nos generais, porque Lula deixava os praças passarem fome com a conivência dos generais, e também porque Lula não estava nem aí para a Amazônia. Os amazônidas que se lascassem. E ainda porque a infraestrutura do país estava desabando, como continua desabando, agora com inflação, além da recessão.
Um dia, um tenente do Comando Militar do Exército em Brasília ligou para a redação e pediu para falar comigo, marcando a visita de um major. Eu sabia que era por causa dos artigos do Abílio. Conversei com o Abílio e ele me disse mais ou menos o seguinte: basta dar um grito que eles se sujam... Até aí, eu ainda sentia medo dos militares, pois ditadura é uma zona de guerra, onde a mordaça, a tortura, o estupro, o assassinato, são banais. Na manhã combinada, recebi o major e seu ordenança na minha sala. A certa altura o major me perguntou se poderia ler, de antemão, os artigos do Abílio. O sangue subiu à minha face.
– Censura? – perguntei, irritado.
O major escorregou do galho, mas era bom de comunicação e, com habilidade, conduziu a questão para outro lado, perguntando se poderia consultar o arquivo do jornal. Sim, é claro que poderia, mas pus, de propósito, um obstáculo.
– É claro. Basta que o Exército encaminhe uma carta solicitando isso – disse.
O major se mexeu na cadeira. Não demorou a ir embora, dizendo que providenciaria o documento, e nunca mais soube dele.
Tive longos papos com o Abílio sobre assuntos da caserna, e me sinto grato a ele, porque foi decisivo no exorcismo do medo que um dia senti da ditadura. A ditadura, agora, é outra. É de Lula e do PT, que tomaram conta do país por meio do patrimonialismo, do paternalismo, do populismo e do aparelhamento do estado. Como a perpetuação no poder não se deu mais pelas armas, mas pelo voto, Lula se aliou a todas as excrescências que rastejam, do Oiapoque ao Chuí, mas será derrubado pela lei da causalidade: quem planta corrupção colherá corrupção.
A democracia é, sobretudo, um exercício individual de amor ao próximo. Quando tomamos atitudes justas, dignas e altruístas, toda a Humanidade melhora, pois nenhum homem é uma ilha; somos, todos, um continente.

3 comentários:

  1. Magnífico relato de uma vida cheia de propósitos e ideais. Um editor do Jornal do Comércio Evaldo Ferreira, fez uma entrevista por telefone comigo sobre esse assunto. Copiei e passei para ele seu excepcional e incrível texto, companheiro, pedindo que se ele for usar algo do que o amigo escreveu, cite o nome de seu blog. O Bianor Garcia, com quem também trabalhei pouco depois de você ter entrado no Jornal A Notícia (em 1977), era assim mesmo comê o descreve. Um abraço meu companheiro de sempre.

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    1. Caro Carlos Costa, ainda pegamos um momento de ouro da imprensa de Manaus. Quanto a mim, tive a sorte de trabalhar com profissionais como Hermengarda Junqueira, Isaías Oliveira, Raimundo Holanda, Orlando Farias, José Marqueiz etc., além de conviver com artistas e intelectuais como Jorge Tufic, Antísthenes Pinto, Luiz Bacellar, José Gaspar, Nestor Nascimento etc., e de amar mulheres maravilhosas nesta cidade que pulsa no meu coração!

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    2. Uma história e tanto, Ray Cunha. Você circulou bem pela imprensa na época da ditadura e depois dela. Fatos assim eram corriqueiros.Pena que as pessoas hoje não são capazes de entender as razões por que tudo isto aconteceu. A raiz do problema estava no desgoverno, na insatisfação geral.

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