sábado, 9 de agosto de 2014

Lúcio Flávio Pinto, lendário jornalista da Amazônia, vira personagem em A CONFRARIA CABANAGEM, novo romance de Ray Cunha



O lendário jornalista LÚCIO FLÁVIO PINTO, execrado pelo stablishment de Belém
do Pará, só não foi eliminado, 
literalmente, porque se tornou uma
celebridade internacional. No novo romance de Ray Cunha, A CONFRARIA
CABANAGEM, Lúcio transita entre personagens de ficção







Por MARCELO LARROYED*

BRASÍLIA, 9 DE AGOSTO DE 2014 – O senador Fonteles, conhecedor da Amazônia profunda e ciente de que a tragédia do Trópico Úmido é a mentalidade do colonizado, tornou-se a esperança de todos que querem tirar da Idade Média o Pará, concorrendo ao governo contra o ex-governador Jarbas Barata, que domina o estado. Porém, uma organização clandestina, a Confraria Cabanagem, que luta pela democracia e o desenvolvimento do Pará, detecta uma conspiração para assassinar o senador Fonteles, e convoca o único homem capaz de deter o assassino: o ex-delegado de polícia e detetive particular Apolo Brito, que mora em Brasília. Ao investigar o complô, Apolo Brito mergulha na questão amazônica.

Eis a trama do novo romance de Ray Cunha, A CONFRARIA CABANAGEM, a ser lançado em setembro, provavelmente por uma editora de São Paulo. Como romance ensaístico, a questão amazônica permeia a trama político-policial deste thriller de tirar o fôlego, com ação intensa que lembra outros trabalhos do escritor amapaense, como, por exemplo, no conto INFERNO VERDE, publicado no livro TRÓPICO ÚMIDO, segundo volume da trilogia AMAZÔNIA, e também no O CASULO EXPOSTO.

O lendário jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, um dos maiores intérpretes do enigma da Amazônia, vira personagem do romance ensaístico A CONFRARIA CABANAGEM, assim como a própria Belém do Pará, protagonista em vários contos de Ray Cunha.

O último lançamento do escritor macapaense é o romance HIENA, também uma história de detetive, mas agora ambientada numa Brasília atolada até o pescoço em corrupção. “Nada a ver com a ilha da fantasia real” – adverte Ray Cunha. O detetive Hiena investiga o assassinato de um senador, degolado com uma katana, no Tropical Hotel, catedral de prostitutas de luxo, no Setor Hoteleiro Sul, e faz a mais importante descoberta da sua vida.

Já no início deste ano, Ray Cunha lançou o livro de contos NA BOCA DO JACARÉ-AÇU, terceiro volume da trilogia AMAZÔNIA, que teve início com A GRANDE FARRA (1992).


SERVIÇO

HIENA – À venda no Clube de Autores; e na Amazon.com

NA BOCA DO JACARÉ-AÇU – A AMAZÔNIA COMO ELA É – À venda na Ler Editora; Sebinho; e Livraria do Chico (UnB, Minhocão Norte)

O CASULO EXPOSTO – À venda na Ler Editora; Livraria Leitura do Conjunto Nacional/Brasília; Livraria Cope Espaço Cultural (Telefone 3037-1017; e-mail: copelivros@ibest.com.br – 409 Norte, Bloco D, Loja 19/43); e Livraria do Chico (UnB, Minhocão Norte)

TRÓPICO ÚMIDO – TRÊS CONTOS AMAZÔNICOS – À venda na Livraria Cope Espaço Cultural (Telefone 3037-1017; e-mail: copelivros@ibest.com.br – 409 Norte, Bloco D, Loja 19/43); e Livraria do Chico (UnB, Minhocão Norte)


O jornalista que mais entende de Amazônia

RAY CUNHA

Qualquer estudioso que pretenda entender o Brasil não pode se furtar a compreender também a Amazônia, a mais rica província biológica e mineral do planeta, e de uma beleza arrebatadora para quem aprende a vê-la além do coração das trevas. E o cânone para entender a Amazônia lista cinco escritores paraenses: os romancistas Dalcídio Jurandir e Benedicto Monteiro, ambos mortos; o poeta e ensaísta João de Jesus Paes Loureiro; o ensaísta Vicente Salles; e o ensaísta e jornalista Lúcio Flávio Pinto. É de Lúcio Flávio Pinto que vou falar.

Ele é um dos mais importantes jornalistas brasileiros e o intelectual que mergulhou mais profundamente nos tecidos da Amazônia, até conhecê-la tão intimamente, e transmitir isso com tanta propriedade, que seu Jornal Pessoal e seus livros se tornaram consulta obrigatória de estudiosos e do stablishment, principalmente o stablishment do estado do Pará, especialmente os que têm pavor da sua caneta.

Lúcio Flávio Pinto nasceu em Santarém, em 23 de setembro de 1949. Jornalista profissional desde 1966, trabalhou em algumas das principais publicações da imprensa brasileira. Em 1988, deixou a grande imprensa para se dedicar ao Jornal Pessoal, newsletter quinzenal que escreve sozinho desde a primeira quinzena de setembro de 1987, em Belém, tornando-se a publicação alternativa de existência mais duradoura do país.

Lúcio Flávio Pinto recusa publicidade no Jornal Pessoal, que sobrevive da venda avulsa, sobretudo em bancas de revista e livrarias de Belém, a mais importante cidade da Amazônia. O Jornal Pessoal, em formato ofício, tem 12 páginas e não tem fotos.

Certas informações e abordagens sobre a Amazônia só aparecem no Jornal Pessoal, razão pela qual Lúcio Flávio Pinto é vítima de implacável perseguição dos donos do poder. Já sofreu mais de 30 processos na Justiça do Pará e foi condenado quatro vezes pelo crime de escrever a verdade, vivendo em um Estado mergulhado na Idade Média, região bárbara de um país violento. Lúcio Flávio Pinto já foi surrado em público e só continua vivo porque se tornou maior do que o Pará.

Sociólogo, formado pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1973), foi professor visitante (1983/1984) no Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade da Flórida, em Gainesville, Estados Unidos, e foi professor visitante no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea) e no Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Recebeu quatro prêmios Esso e dois Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), que, em 1988, considerou o Jornal Pessoal a melhor publicação do Norte e Nordeste do país. Por seu trabalho em defesa da verdade e contra as injustiças sociais, recebeu em Roma, em 1997, o prêmio Colombe d’oro per La Pace. Em 2005, recebeu o prêmio anual do Comittee for Jornalists Protection, de Nova York, pela defesa da Amazônia e dos direitos humanos.

Tem mais de uma dúzia de livros publicados, todos sobre a Amazônia, entre os quais: Hidrelétricas na Amazônia; Internacionalização da Amazônia; CVRD: A sigla do enclave na Amazônia; Guerra Amazônica; Jornalismo na linha de tiro; e Contra o Poder.

O site www.lucioflaviopinto.com.br contém as edições do Jornal Pessoal, “disponíveis para consultas por todos aqueles que se interessam pela Amazônia e pelo jornalismo independente”. Todo acervo da publicação vem sendo, aos poucos, disponibilizado no site.

O Jornal Pessoal sobrevive também de colaborações. Se você quiser contribuir, deve depositar sua colaboração na seguinte conta bancária:

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Conta: 201.512-0
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CPF: 610.646.618-15


*MARCELO LARROYED é escritor, mestre em Teoria Literária pela UnB

Um comentário:

  1. Parabéns pela sua valiosa obra literária, Ray Cunha.
    Certamente que sua formação jornalística aliada à sua vocação de escritor contribui muito para a melhoria do conhecimento do povo brasileiro.

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