sábado, 25 de outubro de 2014

Cuba ou Brasil?


BRASÍLIA, 25 DE OUTUBRO DE 2014 – O segundo turno das eleições ocorrerá amanhã, quando os brasileiros decidirão se querem transformar o país numa Cuba ou numa nação hegemônica. Em Brasília também haverá segundo turno, bem como em 13 estados, dos quais pincei três da Amazônia, porque, mais uma vez, a Hileia ficou fora dos debates presidenciais na televisão e também porque são unidades da federação emblemáticas no atual contexto. São elas: Pará, Amazonas, Acre e Amapá.

Na questão federal, Lula, o capo di tutti i capi do PT, assumiu a presidência em 1 de janeiro de 2003, dando início a um retrocesso político, sucateamento da infraestrutura do país, desvio de centenas de bilhões de reais da burra, corrupção em todos os níveis administrativos e depravação total sem precedentes. Em 2010, teve início um governo fantoche, com Dilma Rousseff, que tenta reeleger-se.

Desde 2003, Lula e sequazes tentam instalar uma ditadura, nos moldes dos seus ídolos, os sanguinários Fidel Castro e Hugo Chávez Maduro. Mas as instituições democráticas que integram o estado brasileiros, entre as quais a revista semanal Veja, estão consolidadas, e a Polícia Federal, o Ministério Público, a inteligência das Forças Armadas e a Central Intelligence Agency (CIA) sempre estiveram de olho em Lula e bando.

Doze anos depois, o PT aparelhou até o Supremo Tribunal Federal (STF), saqueou a Petrobras, apoia todas as ditaduras planeta afora, especialmente Cuba, a quem financia com dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), bem como financia Hugo Chávez Maduro e Evo Morales, da Bolívia, que, com o beneplácito do PT, se apossou das instalações da Petrobras em solo boliviano e trafica para o Brasil boa parte das drogas que entram no país e matam milhares de jovens. Isso é só a ponta do iceberg.

A outra opção é Aécio Neves, do PSDB, que despensa apresentação, pois já mostrou o que é nos debates na televisão e na sua propaganda eleitoral. O meu voto é dele, pela democracia e pelo meu país.

BRASÍLIA – Na capital, o PT de Agnelo Queiroz já foi para o espaço. Agnelo, também conhecido como Agnulo, é página virada. O segundo turno está entre Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR). Rollemberg é um rapaz contra quem não há nenhuma acusação de roubalheira, é muito estimado pelo povo da área cultural e parece ter disposição para colocar Brasília nos trilhos.

Brasília, que, equivocadamente, é chamada por muita gente como a cidade mais moderna do mundo, de moderna não tem nada. O pessoal confunde a arquitetura de Oscar Niemeyer com cidade moderna. Cidade moderna é Nova York, Paris, Tókyo etc. Brasília tem muito lixo nas ruas, asfalto ruim, as calçadas parece que foram bombardeadas, tem poucas linhas de ônibus, é caríssima, o serviço público de saúde é o mesmo matadouro das outras grandes cidades brasileiras, a Educação é precária e chega-se a matar num fim de semana, aqui, mais de uma dúzia de pessoas. Também não há política cultural, nem de turismo, nem de nada. É um três por quatro do gigante tupiniquim que o PT amarrou e todo dia dá uma estuprada nele. Rollemberg é a esperança de minimizar isso.

Jofran Frejat se queixou porque entendeu que Rollemberg o chamou indiretamente de velho. É velho não somente de corpo, mas também de ideias. Veio com a ideia eleitoreira, populista, de passagem de ônibus a R$ 1. E o resto? Frejat é cria do notório Joaquim Roriz, que inchou Brasília, e se acumpliciou com os chefões da indústria civil local e construiu uma selva de pedras sem estacionamentos. Chegou a tirar dinheiro da rubrica Educação para dar a donos de dezenas de devezenquandários. Especialista em vaca, ficou conhecido como o homem da bezerra de ouro. Meu voto é de Rolemberg.

PARÁ – A Hileia, que já foi independente do Brasil, é hoje uma colônia de Brasília, onde os governos que por aqui passam vão buscar lá energia elétrica, minerais, madeira, peixe e commodities em geral. Não só Brasília faz isso, como também as nações hegemônicas, e os traficantes levam de lá animais, mulheres e crianças, principalmente para escravidão sexual. Também empresários se instalam na região e escravizam índios, ribeirinhos, quilombolas, caboclos em geral e arigós. Os presidentes da República governam de costas para a Hileia. Grandes projetos federais são instalados na Amazônia e não para os amazônidas.

Mas parte dessa responsabilidade é dos governos locais. Vamos começar com o estado mais importante do Trópico Úmido, o Pará; mais importante pela sua história, sua economia e sua geografia. Lá, o segundo turno é entre o tucano Simão Jatene e Helder Barbalho, filho de Jader Barbalho, do PMDB, e o mesmo que ajudou a eleger governadora Ana Júlia Carepa, do PT, de incompetência rousseffiana. Jatene é competente. Seu pecado é nepotismo e inapetência para trabalhar. Mesmo assim vem modernizando o Pará, e Belém. Já o rapaz, filho do notório Jader Barbalho, não tem nada além de pose.

AMAZONAS – Ocorreu algo estarrecedor no Amazonas, nestas eleições. A propósito, Lula Rousseff gosta de utilizar a palavra estarrecedor, mas a mim parece que ela não sabe direito seu significado. Pois bem, o major Carliomar Barros Brandão, subsecretário de Justiça do candidato à reeleição, o professor José Melo (Pros), foi ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), maior penitenciária do Amazonas, negociar com o maior traficante do estado, José Roberto Fernandes Barbosa, o Zé Roberto, o apoio da quadrilha ao candidato à reeleição (leia mais). Isso, sim, é estarrecedor.

Também José Melo discrimina os paraenses, e há bastante paraenses em Manaus. Seu rival, Eduardo Braga (PMDB), é paroara, mas foi criança para o Amazonas. Os amazonenses de um modo geral detestam os paraenses. Não sei por que, mas isso é um fato. Tanto que em Manaus já ocorreu assassinato porque o assassino foi chamado de paraense. Pois bem, durante o debate na Globo José Melo jogou uma indireta para Eduardo Braga, ressaltando que, apesar dos pesares, Braga foi bem recebido pelos amazonenses. Braga, que é senador, já governou o Amazonas por oito anos, apesar de ser belenense.

A questão, aqui, é que se um governador, que é professor, é capaz de negociar com um chefão do tráfico para se reeleger, entregará a população à própria sorte.

ACRE – Se há corrupção em Brasília, onde toda a mídia nacional tem escritório, imaginem na Amazônia, sobre a qual, Brasília para baixo, raramente se ouve falar. O Acre, no extremo oeste do continente amazônico, é governado pela família Viana, do PT, há 12 anos. Neste segundo turno, Tião Viana tenta se reeleger, contra o deputado federal tucano Márcio Bittar.

Assim como no Brasil, também no Acre a classe média, empresários, investidores, e parte do povão, mesmo, não suportam mais a atual  de aparelhamento do Estado, a tentativa de calar a imprensa, a roubalheira, a corrupção generalizada, a depravação total. De qualquer modo, também como se vê em nível nacional, a cumplicidade com o PT é muito forte; o PT paga mais do que um salário mínimo até para os milhares de presidiários em todo o país. Há pessoas que fazem filho só para ganhar a bolsa-família! E assim a ignorância, que é combustível para ditaduras, vai crescendo como uma sequoia.
Amanhã, os acreanos decidirão sua sorte!

AMAPÁ – O Amapá é o mais emblemático estado da Amazônia. De um lado, Camilo Capiberibe (PSB) tenta a reeleição; do outro, Waldez Góes (PDT) quer voltar ao governo. Capiberibe foi empurrado para ser governador pelo seu pai, João Capiberibe (PSB), hoje senador. Janete Capiberibe (PSB), mulher dele, é deputada federal. Como se vê, o Amapá, hoje, está dividido entre os Capiberibe e Jeca Sarney dos Atos Secretos, que caiu de paraquedas em Macapá, em 1990, e recebeu dos tucujus o cargo de senador vitalício. Renunciou recentemente a ele porque não tem mais forças para manter o bigode na teta amapaense, mas deixou seus sequazes no comando do negócio, mantendo, assim, a anexação do Amapá ao Maranhão, de quem é dono.

Waldez Góes, chegado de Jeca, é outro caso estarrecedor. Investigado e preso pela Polícia Federal, foi acusado de comandar esquema que desviou R$ 1 bilhão da burra amapaense, durante oito anos de mandato como governador. Mesmo assim lidera as pesquisas. Nesse cenário, Camilo Capiberibe, que sofre grande rejeição e trabalha a passos de cágado, mas trabalha, é a única saída para os amapaenses que se preocupam com o desenvolvimento do estado, e não somente com os bolsos, sem se importar com a raposa que toma conta do galinheiro. Todos sabem que o desvio de verbas causa a morte de bebês, crianças e velhos, de todo mundo, pois são saqueados de merenda escolar a álcool nos hospitais.

Para se desenvolver, a Amazônia precisa de alguns projetos fundamentais, como a construção de hidrovias, rodovias, portos, aeroportos, polos biotecnológicos, estaleiros, investimento na academia e em pesquisa, instalação de linhões para distribuição de energia hidrelétrica para todos os municípios dos diversos estados, contrapartida nos projetos de exploração mineral e um mundo de etc. No caso específico do Amapá, há um exemplo de como os governadores de lá trabalham. A BR-156, única rodovia federal de fato no Amapá, e que liga Macapá à Caiene, a capital da Guiana Francesa, começou a ser construída em 1943, quando o Amapá foi desmembrado do Pará, como território federal, e jamais foi inteiramente pavimentada.

Outra coisa impressionante: as costas amapaenses são as mais piscosas do planeta, vive coalhada de piratas e a Universidade Federal do Amapá (Unifap) não conta com cursos de oceanografia e de engenharia naval e de pesca.

ATENÇÃO! – Quero deixar uma mensagem aos meus amigos. Amizades são filões de pedras preciosas que conquistamos com amor, por isso as amizades verdadeiras estão acima de ideologias. Meus amigos votam em quem quiserem, até porque só pode haver amigos se houver liberdade.

Já li tanto Gabriel García Márquez que me tornei seu amigo. Nunca sequer o vi, mas quando penso nele é como se fosse comum nos encontrarmos num café e bater papo. Considero Fidel Castro um dos maiores carniceiros que já surgiram na face da Terra, e Gabo era seu amigo. Nem por isso deixei de ser amigo de Gabo, embora desconfie que meu amigo Gabo gostava da companhia de Fidel apenas para estudá-lo e utilizá-lo na sua criação mágica.

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