quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

NA BOCA DO JACARÉ-AÇU na Livraria Cultura



Por MARCELO LARROYED*

BRASÍLIA, 22 DE JANEIRO DE 2015 – Ray Cunha estará autografando seu último livro de contos, NA BOCA DO JACARÉ-AÇU – A AMAZÔNIA COMO ELA É (Ler Editora, Brasília, 2013, 153 páginas, R$ 25), na Livraria Cultura, no início da noite de 5 de março, uma quinta-feira, juntamente com outros autores agenciados pelo escritor e editor Andrey do Amaral, após desfile temático de moda Vestindo Cultura, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. O evento é organizado pela grupo de empreendedoras Mulheres de Sucesso, numa realização de Iasmim Cunha Consultoria de Moda e Estilo, Babado de Moça e Scouting, com patrocínio da Livraria Cultura CasaPark.

Os looks apresentados representarão a temática dos livros que serão autografados. No caso do NA BOCA DO JACARÉ-AÇU, trata-se de contos ambientados no Pará. As stylists do desfile são Marina Sakamoto e Iasmim Cunha, também designer do look de abertura do desfile, com o tema Vestindo Cultura. Haverá ainda exposição de fotos das Mulheres de Sucesso, pela fotógrafa Raquel Cândida, talkie show e coquetel ao final do evento.

NA BOCA DO JACARÉ-AÇU fecha a trilogia que começou com A GRANDE FARRA (edição do autor, Brasília, 1992, esgotado) e prosseguiu com TRÓPICO ÚMIDO – TRÊS CONTOS AMAZÔNICOS (edição do autor, Brasília, 2000, 116 páginas, R$ 30), e que tem como espinha dorsal tanto o Inferno Verde quanto as metrópoles da Hileia. NA BOCA reúne 14 histórias curtas, ambientadas em Belém, personagem subjacente no conjunto dos contos, e a quem o autor dedica o livro (Cidades são como mulheres. Este livro é para Santa Maria de Belém do Grão Pará).

“O fim da tarde, imobilizada por nuvens imóveis, e pesada como chumbo, lembrava um tumor...” A médica pressionou o botão, e a máquina me deslizou para dentro do seu túnel branco, onde eu ficaria imóvel por vinte minutos, enquanto me escaneavam o crânio. Então, decidi por escrever esta resenha.

“O fim da tarde, imobilizada por nuvens imóveis, e pesada como chumbo, lembrava um tumor...” Assim começa o primeiro conto de Na Boca do Jacaré-Açu, uma tomografia da Amazônia, que tem como resultado imagens em verde tisnadas de coloração humana.

Não é bem o túnel tomográfico: parecemos presos na boca verde do jacaré simbólico, mas a imensidão da floresta e seu universo esplendoroso e ilimitado em fauna e flora são pequenos para conter as paixões e dramas do ser humano.
Na máquina de tomografia, ficamos encapsulados no túnel branco. Vistos do espaço, na Terra somos prisioneiros gravitacionais da esfera azul. Mas a Amazônia de Ray Cunha é o Inferno Verde.

É certo, não há o coaxar repetitivo da máquina-mata, com seus sapos-bois roufenhos e metálicos. Nem a natureza esplêndida e glamourosa da National Geografic, “macumba pra turista”. Mas eis que a chuva vem e volta nas páginas amazônicas de Ray. É o Trópico Úmido chorando, suando, gozando sobre, pelos e com os humanos que se intrometem, abruptos, na obra.

Os personagens dessa outra dimensão, amazônica, surgem familiarizados conosco e ao mesmo tempo estranhos, desafiadores, ridículos ou exóticos. Pois não estão ali o atormentado Agostinho, o dr. Magalhães e seus impagáveis mugidos, a saborosa Frênia, lânguida desde a pia batismal? E a mitológica fauna humana: um menino com “olhinhos de tubarão e nariz de porco”; a mulher “com aspecto de lobo”; outra mulher “que cacareja”? Humanos, demasiado... Contra o pano verde do cenário vegetal vemos a selvageria urbana do tráfico de meninas intercalada com dramas freudianos/shakesperianos, e de súbito, mas suavemente, nos acaricia a narrativa de pequenos flertes e sutis amores.

Para entrar na Amazônia e no mundo fantástico de Ray Cunha há que se acolher seus símbolos mais caros: as zínias coloridas, as rosas colombianas, o  perfume inconfundível do Chanel nº 5, a tapioquinha e Cerpinha enevoada, o Ver-O-Peso. O autor planta esses elementos exóticos no Inferno Verde, e nele planta o próprio homem. Como se fosse difícil para o humano ser amazônico. Ou se forçasse a escolha: humano ou amazônico? O ser humano viceja, mas há algo errado, desconexo ou incompleto.

A Amazônia não é “o” mundo todo, mas “um” mundo todo. Um outro mundo. O planeta Amazônia que não é azul como a Terra, mas verde, terrivelmente verde, ou branco tal qual o medo de um tumor. Com sua natureza fascinante e temível, e seus habitantes inconclusos, os contos têm entre si uma espécie de amarração oculta, um cipoal encoberto pela floresta de palavras, e onde se esconde o temível jacaré-açu.

Na juventude, o escritor Ray foi pugilista amador. Certamente não era o mão de marreta. Vejo em suas luvas ágeis o estilo da pena do escritor: jabs repetitivos, incansáveis – não há nocaute, mas desgaste. Uma sequência contínua, bem encaixada, pode minar o adversário e lhe impor a derrota silenciosa. O tumor. O jacaré-açu.

PING-PONG COM RAY CUNHAComo e por que você escolheu o título NA BOCA DO JACARÉ-AÇU?

Trata-se da história que dá título ao livro. Jacaré-açu é o grande réptil amazônico, que atinge mais de 6 metros de comprimento e meia tonelada de peso. No caso do conto, que se passa em Belém e na ilha de Marajó, representa a simbologia da morte. A personagem central da novela, o arqueólogo Agostinho Castro, é filho de um homem forte, dominador e suicida, Castro e Castro, que o leva à boca do jacaré-açu.

Em que período você escreveu os contos que compõem a obra?

Todos eles foram produzidos nos anos 1980/1990. Alguns já foram publicados; outros, são inéditos.

Os contos têm alguma ligação, um fio temático que os una e justifique, formando uma obra única?

Sim. Todas as histórias são ambientadas em Belém do Pará, a quem eu dedico o livro; algumas delas têm sequências no Ver-O-Peso, a maior feira livre da Ibero-América. O conto que dá título ao livro, Na Boca do Jacaré-Açu, como já disse, é também ambientado no Marajó, a maior ilha flúvio-marítima do planeta, situada no que eu chamo Mundo das Águas, especialmente o Amazonas, o maior rio do planeta, e que despeja no Atlântico pelo menos 200 mil metros cúbicos de água por segundo.

Quais escritores influenciaram sua obra e em quê?

Os escritores que me influenciaram – alguns ainda me influenciam – são muitos, mas há os mais importantes, os que abrem a porta para outras dimensões, como Antoine de Saint-Exupéry, Ernest Hemingway, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa, William Faulkner, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha, e, no caso da Amazônia, Benedicto Monteiro, o mago de Verde Vagomundo. Todos eles me ensinaram, e continuam ensinando, coisas simples, mas fundamentais, como, por exemplo, enxergar uma rosa nua, extrair gemidos femininos das palavras, montar a luz, mergulhar como leão de asas, ver com o coração e garimpar rubis verdes.

Seus livros têm elementos autobiográficos? Quais?

Tudo o que fazemos é autobiográfico, o que não quer dizer que os livros que escrevemos são autobiográficos. Trata-se de um paradoxo, estou ciente disso. O que fazemos é autobiográfico porque o fazemos; contudo, a realidade carnal não existe, porque é limitada por altura, largura, espessura, gravidade e tempo. Só existe, permanentemente, a realidade absoluta, Deus. Assim, as autobiografias são romanticamente heroicas e jornalismo, às vezes, é mentira pura. Nesse aspecto, quando se fala em ficção verdadeira é porque o autor deu à luz. Deixando a filosofia de lado, há muitos elementos autobiográficos no meu trabalho, especialmente cidades, como Belém, Macapá, Manaus e Rio de Janeiro.

E os personagens dos contos? Foram baseados em pessoas conhecidas ou são criações da imaginação do escritor Ray Cunha?

Há personagens que nascem prontas; outras, são retalhos de várias pessoas; algumas, ainda, apresentam-se em sonhos e por meio de sons e visões.

Explique uma de suas marcas como escritor: a repetição, em diferentes obras, de elementos emblemáticos, como Chanel 5 e a personagem Frênia.

Tu bem o disseste: emblemáticos. Chanel 5 simboliza, para mim, sensualidade; o Caribe; noites tórridas, encharcadas de jasmim, em Macapá; maresia; o azul, tão azul que sangra; o perfume das virgens ruivas; rosas nuas; o primeiro beijo; colostro; negra em vestido de seda; mulher na chuva; espilantol. Daí porque são elementos recorrentes no meu trabalho de criação. Mais de uma pessoa querida já me alertou para o que lhes parece falta de criatividade. Mas certos elementos na escrita de um autor são como fases na produção de um pintor: passam. Quanto à Frênia, trata-se de um nome feminino danado de sensual; remete-me a frêmito, frenesi, frenética. Frênia soa como a uma certa noite em que nos dedicamos a mergulhar o mais fundo possível na mulher mais sensual do mundo; ela é lindíssima porque a desejamos, e está na nossa frente, nua.

*MARCELO LARROYED é mestre em Teoria Literária pela Universidade de Brasília e autor, entre outros livros, do romance ECO

SERVIÇO

NA BOCA DO JACARÉ-AÇU – A AMAZÔNIA COMO ELA É está à venda na Ler Editora, pelo e-mail: atendimento@lereditora.com.br

Ou pelo telefone: (55-61) 3362-0008

SIG (Setor de Indústrias Gráficas), Quadra 3, Lote 49, Bloco B, Loja 59 – Brasília/DF – CEP 70610-430

À venda também na Livraria do Chico, na entrada principal da Ala Norte do Minhocão, campus Darcy Ribeiro, Universidade de Brasília (UnB), telefone 3307-3254

Veja entrevista de Ray Cunha ao programa Tirando de Letra, da UnB TV, sobre NA BOCA DO JACARÉ-AÇU:

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

CONTO/A aventura do leão Cândido em Brasília

RAY CUNHA

Era uma vez, no Quênia, país da África oriental, um guia chamado Lili, que ganhava a vida conduzindo expedições ao coração da selva. Um dia, Lili participava de uma expedição policial em perseguição a caçadores, mas não puderam impedi-los de matar uma leoa e fugissem a seguir. Ao se aproximar da leoa, Lili descobriu que havia um gatinho ao lado dela. O gatinho estava chorando. Lili o pegou ao colo e pediu ao chefe da expedição autorização para adotar o gatinho, no que foi atendido.

Cândido Lili, como foi batizado o leãozinho, era muito amoroso e logo fez amizade com todos os animais da fazenda de Lili. Nem as galinhas tinham medo dele, pois Cândido foi educado a não matar sequer uma mosca. Além disso, ele não comia carne vermelha, mas apenas filé de peixe cozido, com arroz integral, e uma ração que Lili inventou, à base de soja. Cândido gostava de tudo da fazenda, sobretudo da companhia de Lili, tanto que o imitava muito bem, de tal modo que acabou aprendendo a se vestir e a falar português do jeitinho de Lili, que nascera em Brasília. À noitinha, os dois sentavam-se na varanda e o guia contava para Cândido como era a vida na capital brasileira.

– Eu gosto de ir ao Conjunto Nacional, um grande shopping defronte ao Teatro Cláudio Santoro, muito agradável, onde sempre compro livros na livraria Leitura, e almoço também lá mesmo. No Brasil, temos um prato, a feijoada, que foi inventada pelos nossos antepassados africanos. Você sabia, Cândido, que os africanos são também nossos antepassados, além dos índios e portugueses?

Cândido ouvia, sonhador, o pai adotivo.

– Pois é, Cândido, a feijoada é composta de feijão preto; pés, rabo e orelha de porco; e toucinho defumado, com arroz e couve frita. Se a pessoa quiser, pode pôr também um pouquinho de caldo de feijão com pimenta.

Cândido sentia água na boca.

E de tanto Lili contar como era Brasília, Cândido jurou a si mesmo que um dia visitaria aquela cidade tão encantadora, sobretudo para se empanturrar na praça de alimentação do Conjunto Nacional.

O desejo de Cândido era tão sincero que, como acontece a todos os desejos que nascem no coração, tornou-se realidade. Filho único, Lilia, todos os anos, passava as festas natalinas com seus pais, em Brasília, e resolveu, naquele ano, levar Cândido consigo.

Algumas providências e cuidados tiveram de ser tomados para a viagem. Mas como Lili tivesse muito prestígio junto ao governo do Quênia não foi difícil convencer as autoridades quenianas a fornecerem um passaporte a Cândido, pois eles mesmos estavam convencidos de que Cândido era um gigante parecido a um leão. E depois, a cada dia que passava, Cândido ficava mais parecido a um homem.

Durante a viagem, tudo correu bem. Cândido se comportou como um cavalheiro, tanto que ninguém desconfiou dele. Voltavam-se para vê-lo devido ao seu tamanho, ao sobretudo, às luvas, os óculos escuros e o chapéu panamá, o que lhe dava um ar misterioso.

Os pais de Lili sofriam de alergia a gatos, qualquer espécie de gato. Além disso, poderiam morrer de susto ao verem Cândido à vontade, em casa. Assim, Lili e Cândido se hospedaram no Hotel Nacional, o hotel mais famoso da cidade. Na noite de Natal, Lili foi cear com seus pais e Cândido ficou no hotel, vendo televisão, pois ele adorou os programas das TVs brasileiras, e no Ano Novo, Lili o levou, à meia-noite, à Esplanada dos Ministérios, para verem de perto a queima de fogos. Foi tudo inesquecível para Cândido: um concerto no Teatro Nacional, a visita à Galeria de Arte da Caixa Econômica Federal, um filme de Glauber Rocha, Deus e o diabo na terra do sol, em DVD, e algumas idas ao Conjunto Nacional, onde Cândido repetia vinte feijoadas. Quando não estava passeando com Lili, Cândido permanecia o tempo todo no Hotel Nacional, para não dar na vista. Lia muito Euclides da Cunha, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Érico Veríssimo, Márcio Souza, Dalcídio Jurandir, João de Jesus Paes Loureiro e Benedicto Monteiro, pois queria saber tudo sobre o Brasil, principalmente a Amazônia, pátria de Benedicto Monteiro, o grande escritor paraense.

Cândido fazia trinta refeições diárias, a maioria das quais comprada por Lili fora do hotel, para não dar na vista. Mas numa sexta-feira, Lili foi visitar seus pais e na volta ficou preso em um gigantesco engarrafamento, por duas horas, o que atrasou na compra da comida de Cândido. No começo da tarde, cansado de ler seus autores prediletos, de ver televisão e faminto, Cândido resolveu almoçar no Conjunto Nacional.

– Morrerei de tédio, se não morrer antes de fome. Preciso ir ao Conjunto Nacional comer trinta deliciosas feijoadas – disse a seus botões.

Dito e feito. Pegou o sobretudo, as luvas, os óculos escuros e o panamá e pouco depois estava num táxi a caminho do Conjunto Nacional. A praça de alimentação do shopping é muito aprazível, embora, naquele momento, estivesse lotada. Mas nosso herói teve a sorte de encontrar uma mesa ocupada somente por uma pessoa, um velhinho muito atencioso. Reservou uma cadeira e foi se servir. O velhinho assobiou quando viu o prato de Cândido, que sentou seu corpanzil e se pôs a comer. Em pouco tempo havia uma pilha de pratos na mesa e o velhinho, de queixo caído, olhando para Cândido.

Após vinte e nove feijoadas, o cinto de Cândido começou a ficar apertado, as patas começaram a doer e o calor ficou insuportável. E como também Cândido tivesse posto muita pimenta na última feijoada, estava com a boca pegando fogo. Então, esquecido das recomendações de nunca tirar em público o sobretudo, os sapatos, as luvas, os óculos escuros e o panamá, de nunca ejetar as garras e arreganhar a bocarra, livrou-se das roupas quase que num só golpe, além de expelir as poderosas garras e emitir um despropositado rugido de prazer.

Foi o caos. Em alguns segundos a praça de alimentação ficou vazia. Era gente voando para todos os lados. O velhinho que estava à mesa de Cândido nem pegou sua bengala e foi o primeiro a alcançar as escadas. Uma senhora gorducha e de sapatos muito altos chegou às escadas em segundo lugar, e sem deixar cair nada do enorme prato que levou consigo. A gritaria era muito grande, principalmente dos pais das crianças, que teimavam em ver Cândido de perto.

Nesse meio tempo, Lili, preocupado, finalmente saiu do engarrafamento e voou para o hotel. Encontrou um bilhete sobre o criado mudo da cama de Cândido: “Estou esperando o senhor na praça de alimentação do Conjunto Nacional. Cândido”.

Lili saiu novamente a jato e chegou ao Conjunto Nacional pouco antes dos bombeiros. Subiu até o piso da praça de alimentação. Não havia vivalma por ali. Então Lili viu as roupas de Cândido, juntou-as e procurou-o. Acontecera o seguinte: logo depois que o pessoal começou a correr, Cândido foi até uma torneira de Coca-Cola e bebeu três litros de refrigerante, depois, deitou-se no chão e adormeceu. Quando Lili o encontrou, Cândido estava roncando. Lili o sacudiu.

– Ah! Até que enfim o senhor veio para me fazer companhia – disse Cândido.

– Não há tempo para mais nada. Os policiais e bombeiros estão vindo aí para prendê-lo, ou acertá-lo igual os caçadores fizeram com sua mãe. Vista-se rapidamente, não há tempo a perder. Temos de sumir daqui. Vamos!

Cândido era dócil e obediente, e pelo tom de voz de Lili, que não era de perder a serenidade, compreendeu que acontecera algo grave. De modo que quando a polícia e os bombeiros chegaram os dois já haviam deixado o Conjunto Nacional por uma das saídas laterais.

Lili e Cândido voltaram no dia seguinte para o Quênia.

Agora, Cândido demorava-se mais na selva do que em casa. Um dia, disse a Lili que ia lhe apresentar Elza, uma bela gata, digo, leoa, com quem se acasalou e teve muitos gatinhos. Lili, agora, não é mais guia. Casou-se com uma princesa africana chamada Loló e já tem sete candanguinhos da gema, pois os meninos nasceram todos no Hospital Regional da Asa Sul. Lili mudou-se para Pirenópolis, uma cidadezinha goiana no Entorno de Brasília, onde construiu um pesque-pague muito movimentado, que vai de vento em popa. Todos os anos, Lili, Loló e os sete Lilicos vão ao Quênia visitar Cândido, que ficou morando na fazenda de Lili e tem uma prole tão grande quanto à de Lili e Loló. Então batem papo sobre os velhos tempos e morrem de rir da aventura em Brasília.

* Este conto é o único infantil que escrevi, até agora. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A MISTERIOSA CONFRARIA CABANAGEM TENTA IMPEDIR ASSASSINATO DE CANDIDATO AO GOVERNO DO PARÁ

A capital do estado do Pará, Belém, está imersa em corrupção, e para a misteriosa Confraria Cabanagem só o senador Fonteles, candidato ao governo, é capaz de acabar com a sangria, mas descobre um complô para assassiná-lo num crime perfeito. Assim, contrata o único homem capaz de impedir que eliminem o senador Fonteles: o detetive Apolo Brito, ex-delegado da Polícia Civil do Pará, e que atualmente mora em Brasília.

Nada a ver com o Pará real. Trata-se de novo romance de Ray Cunha, no qual personalidades de carne e osso, como o jornalista Lúcio Flávio Pinto, transitam com personagens de ficção.

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