sábado, 2 de fevereiro de 2019

David Alcomumbre vence o flagelo Renan Calheiros e reaviva a esperança no Amapá



BRASÍLIA, 2 DE FEVEREIRO DE 2019 – Eram 18h57 quando o site O Antagonista publicou: “Davi Alcolumbre vence em primeiro turno com 42 votos e se torna o novo presidente do Senado. Renan Calheiros foi escorraçado”. É a primeira vez que um amapaense se torna presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, terceiro na linha sucessória da presidência da República. David Samuel Alcolumbre Tobelem, Davi Alcolumbre (DEM/AP), terá a oportunidade de ajudar na transição de um país que esteve mergulhado por uma década e meia nas garras do PTMDB, uma organização criminosa que juntou petistas, bolivarianos, comunistas e socialistas, que, aparentemente, queriam transformar a Ibero-América em uma espécie de União Soviética, mas que, na verdade, queriam apenas saquear a região, como aconteceu em Cuba e na Venezuela. No Brasil, essa organização era chefiada pelo aborto de ditador Lula Rousseff.

Davi Alcolumbre venceu um dos maiores predadores deste país, o cangaceiro José Renan Vasconcelos Calheiros (MDB/AL). Inchado de processos por corrupção, o caminho natural de Renan é fazer companhia a Lula Rousseff. O lampião “muderno”, que não tinha onde cair morto, é dono, hoje, de uma fortuna incalculável. Além de Lula, Renan tem como mentor Jegue Sarney, maior patrimonialista do país, a ponto de ter anexado o Amapá ao Maranhão.

Como assim? Em 1991, Ribamar Sarney pulou de paraquedas em Macapá. Os amapaenses ficaram encantados com o ex-presidente da República, embora tenha sido no seu governo que a inflação tomou um rumo venezuelano. Não deu outra, os amapaenses o elegeram senador vitalício. Hoje, ele não exerce mais o cargo porque virou zumbi.

Voltando a Alcolumbre, ele tem a oportunidade de ajudar Jair Bolsonaro a limpar o Brasil da lama comunista, na reconstrução do país e na reforma do estado, e pode se credenciar ao governo amapaense. Um dos problemas do Amapá é o mesmo que o de quase todas as unidades da federação: reina a politicalha e os candidatos geralmente são medíocres e corruptos.

No Amapá, por exemplo, os últimos governadores não passam da mesmice da mediocridade. Só para ter uma ideia, a BR-156, que liga Macapá a Oiapoque, começou a ser planejada e construída em 1943, e nunca foi totalmente pavimentada. Já existe até uma ponte binacional cruzando o rio Oiapoque, e no lado francês uma estrada pavimentada até Caiena, de onde pode-se seguir por estradas até o Canadá.

Já o Porto de Santana, na zona metropolitana de Macapá, o mais estratégico de toda a Amazônia, foi municipalizado. Conclusão: é subutilizado. A universidade federal local oferece curso de Direito etc., mas não oferece cursos de Oceanografia, Engenharia Naval, Engenharia da Pesca etc. As costas do Amapá são as mais ricas do planeta em pescados e frutos do mar, devido às suas águas doces, com mangues, e águas salobras e salgadas, pois o rio Amazonas, o maior do mundo, despeja em média 200 mil metros cúbicos de água e húmus por segundo no Atlântico, tornando a região a mais piscosa do globo e a mais mal guardada pela Marinha de Guerra.

Em Macapá, à margem do rio Amazonas, costuma faltar água encanada e luz. Algumas ruas da cidade lembram paisagens lunares, e pode-se morrer a facada na rua. Jegue Sarney prometeu uma zona franca e atraiu meio mundo de migrantes; o resultado é que Macapá inchou de tal jeito que lembra até o subúrbio de Belém do Pará, onde a população vive sobre esgoto in natura. Macapá não conta com sequer um metro de rede pública de esgoto. É meio milhão de pessoas enterrando diariamente uma quantidade imensa de dejeto no lençol freático.

O atual governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), está no quarto mandato, apesar de ter sido preso pela Polícia Federal, em 2010, durante a Operação Mãos Limpas. Elegeu-se pela primeira vez em 2002 e reelegeu-se em 2006, 2014 e 2018. Foi antecedido por João Capiberibe (PSB), prefeito de Macapá, entre 1989 e 1992, e governador, entre 1995 e 2002. Era senador, mas não foi reeleito em 2018. Ambos têm algo em comum: cabides de empregos e diárias generosas para os apaniguados. Capiberibe, chamado pelos seus desafetos de Capiroto, é socialista, defensor de Lula Rousseff.

Capiberibe conseguiu eleger seu filho, Camilo Góes Capiberibe (PSB), governador, em 2010. Foi um fiasco tão grande que Camilo não conseguiu se reeleger em 2014, quando foi derrotado por Waldez Góes.

Assim, Davi Alcolumbre surge como uma esperança para os amapaenses.

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