terça-feira, 21 de maio de 2019

Frente Holística da Câmara dos Deputados será reativada dia 29. Acupunturistas se mobilizam


BRASÍLIA, 21 DE MAIO DE 2019 – A Frente Parlamentar Mista em Defesa das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde e da Felicidade, da Câmara Federal, conhecida como Frente Holística, será reativada dia 29, quarta-feira, às 11 horas, no Auditório Freitas Nobre, no subsolo do Anexo IV. Terapeutas da chamada medicina complementar estão se mobilizando para comparecer ao evento, numa demonstração de apoio ao presidente da frente parlamentar, deputado Giovani Cherini (PR/RS), autor do Projeto de Lei 2.821/2019, que dispõe sobre a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), e altera a Lei 8.080/1990, para incluir as Práticas Integrativas e Complementares no campo de atuação do SUS.

As práticas contempladas são: apiterapia; aromaterapia; arteterapia; ayurveda; biodança; bioenergética; constelação familiar; cromoterapia; dança circular; geoterapia; hipnoterapia; homeopatia; imposição de mãos; medicina antroposófica e antroposofia aplicada à saúde; acupuntura/medicina tradicional chinesa; meditação; musicoterapia; naturopatia; osteopatia; ozonioterapia; plantas medicinais e fitoterapia; quiropraxia; reflexologia; reiki e imposição de mãos; shantala; terapia comunitária integrativa; terapia de florais; termalismo social e crenoterapia; yoga; e outras que venham a ser instituídas pelo Ministério da Saúde.

ACUPUNTURA – A Medicina Tradicional Chinesa (MTC), ou Acupuntura, como é conhecida no Brasil, atravessa um período de baixo astral. Em 2014, ainda na era petistas, o Conselho Nacional de Educação (CNE) tirou Acupuntura do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT) do Ministério da Educação e Cultura (MEC), quando o conselho era presidido por Luiz Roberto Alves. A medida foi uma catástrofe para os cursos técnicos de Acupuntura, causando prejuízos financeiros e profissionais em todo o Brasil.

Ao desqualificar os cursos técnicos de MTC, as secretarias de Educação dos estados e do Distrito Federal começaram a empurrar com a barriga a publicação no Diário Oficial dos nomes dos alunos matriculados em cursos técnicos de MTC antes de 5 de dezembro de 2014, à medida que iam se formando. Muitos tiveram que entrar na Justiça para obter o diploma, numa peleja que durou anos.

O mais barulhento de tudo foi o silêncio das grandes associações de acupunturistas Brasil afora, algumas das quais, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, bastante conhecidas, pelo menos no âmbito da Medicina Chinesa. Em Brasília, então, não existe sequer uma entidade, de fato, que reúna acupunturistas em torno de uma causa.

A regulamentação da profissão de acupunturista tramita na Câmara dos Deputados, mas nenhuma entidade de peso se faz presente, ali, cheirando as orelhas dos deputados, e grande parte dos acupunturistas nem sequer sabe o que está se passando de seu interesse no Congresso Nacional. Mas muito metem o pau nos médicos, que querem também ser acupunturistas, embora uma coisa seja uma coisa e outra coisa seja outra coisa. Os médicos são organizados, têm lobby, marcam presença etc.

De cara, o relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, do projeto do deputado Celso Russomanno, que regulamenta a profissão de acupunturista, deputado Hiran Gonçalves (PP/RR), é médico, e é contra a profissão de acupunturista, embora já tenha sido desenhado para ele que Acupuntura nada tem a ver com medicina alopática, ou ocidental.

Enquanto a medicina alopática cuida de órgãos, com medicamentos farmacêuticos e cirurgia, a acupuntura cuida do ser humano na sua integralidade: corpo, comportamento e espírito, e a ciência não acredita na existência do espírito.

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