domingo, 25 de agosto de 2019

JAMBU, novo romance de Ray Cunha, é um mergulho na Amazônia real e interpreta o que os ETs vieram fazer na Operação Prato e a data-limite profetizada pelo médium Chico Xavier


BRASÍLIA, 25 DE AGOSTO DE 2019 – No Hotel Caranã, bairro do Pacoval, em Macapá, é onde se desenrola o Festival Gastronômico do Pará e Amapá. João do Bailique, editor da Trópico Úmido, dá os últimos retoque na edição de agosto da revista, em edição especial sobre a “Questão Amazônica”. Uma das matérias é sobre a Operação Prato, a maior aparição de discos voadores e ETs já documentada no Brasil, observada nas costas do Pará.

Trópico Úmido traz uma entrevista com Jorge Bessa, escritor e pesquisador, que participou da Operação Prato, como agente da inteligência. A data-limite, mencionada por Chico Xavier, é também esmiuçada na trama, que envolve ainda o comércio negro de grude de gurijuba e o tráfico de crianças para escravidão sexual.

O escritor ressuscita a pianista Walkíria Ferreira Lima e seu filho, o poeta Isnard Brandão Lima Filho, além de colocar neste universo fictício um gênio real da paleta: Olivar Cunha. “Quando a professora Walkíria Ferreira Lima entrou no palco, os músicos da Orquestra da Escola de Música do Amapá levantaram-se e o público também, aplaudindo-a em pé. De porte frágil, agigantava-se no púlpito. Nascera em Manaus, onde se formou em música, começando os estudos de piano aos 10 anos de idade. Chegou a Macapá na década de 1950, e começou a lecionar canto orfeônico na Escola Barão do Rio Branco e na Escola Industrial do Amapá, antes da criação do Conservatório Amapaense de Música, onde ensinou piano e solfejo. Walkíria Lima foi ainda uma das fundadoras da Academia de Letras do Amapá, patrocinando a cadeira 40. Casou-se com o mágico Isnard Brandão Lima e teve um único filho, o poeta manauara-macapaense Isnard Brandão Lima Filho, autor de Rosas Para a Madrugada e Malabar Azul. Isnard sentara-se na primeira fila. Pálido, olhos amendoados e olhar intenso, cabeleira penteada como a de Castro Alves, bigode, fumante inveterado e dipsomaníaco, lembrava um misto de toureiro e dançarino de tango. Ao lado dele, sentara-se o gênio do pincel e da espátula Olivar Cunha, que assinava os 21 painéis que compunham a exposição oficial do Festival de Gastronomia do Pará e Amapá.”

O autor nasceu em Macapá, a cidade mais emblemática da Amazônia, onde os portugueses ergueram a Fortaleza de São José de Macapá, construída no século XVIII para resistir a uma força semelhante à da marinha inglesa, mas que só foi atacada por malária.

“Assim, a Fortaleza, maior ícone dos macapaenses, é a tradução perfeita de Macapá. Construída por escravos, negros e índios, sob o obsessivo domínio português, foi o cadinho no qual se forjou a etnia macapaense. Os portugueses cruzaram com os africanos e geraram mulatos, e fornicaram com os índios, formando uma população de mamelucos; os africanos fundaram o distrito de Curiaú e o bairro do Laguinho, misturaram-se com os índios e legaram cafuzos; e mulatos, cafuzos e mamelucos misturaram-se, fechando o círculo, numa diversidade étnica viva nas ruas de Macapá, nas nuanças de peles que vão do alabastro ao ébano, passando pelo bronze e jambo maduro, unidos pelo sotaque caboco: a fusão do português falado em Lisboa, doces palavras tupis, línguas africanas, patoá das Guianas, tudo triturado em corruptela.”

Ray Cunha trabalhou de 1975 a 1987 como repórter baseado em Belém, Manaus, Santarém e Rio Branco, conhece a selva profunda e é leitor da literatura científica sobre a região. Em Brasília, onde mora desde 1987, embora trabalhando como jornalista na imprensa local, continuou escrevendo também sobre a Amazônia, como correspondente e responsável por colunas especializadas sobre o Trópico Úmido publicadas em portais sediados na capital;

É autor dos romances CASA AMARELA, A CONFRARIA CABANAGEM, HIENA e FOGO NO CORAÇÃO; dos livros de contos TRÓPICO ÚMICO, NA BOCA DO JACARÉ, A GRANDE FARRA, O CASULO EXPOSTO e A CAÇA; e dos livros de poemas SOB O CÉU NAS NUVENS e DE TÃO AZUL SANGRA.

Esses livros podem ser adquiridos nos sites do Clube de Autores e da Amazon.com.br

O novo romance de Ray Cunha, JAMBU, que terá capa de Olivar Cunha, está à espera de editora, ou de patrocinador. Quem se manifesta?

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