domingo, 6 de outubro de 2019

Leia trecho de JAMBU, novo romance de RAY CUNHA. Por que tantos Ovnis e ETs foram avistados na costa do Pará? A Amazônia é nossa?

 
BRASÍLIA, 6 DE OUTUBRO DE 2019 – “Em questões de segundos João do Bailique repassou a pesquisa que fizera sobre a Operação Prato, realizada pelo I Comando Aéreo Regional (I Comar) da Força Aérea Brasileira, sediado em Belém; agentes do Serviço Nacional de Informações (SNI); a inteligência do Quarto Distrito Naval da Marinha do Brasil; e o Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (Cisa). Objetos voadores não identificados (Ovnis) começaram a aparecer nos municípios paraenses de Vigia, Colares e Santo Antônio do Tauá, na costa do estado. Houve uma histeria da população nesses municípios; afirmavam que os Ovnis lançavam raios luminosos nas vítimas, causando queimadura, perda de sangue, marcas de agulhas, paralisia, tremores e morte. Então, o povo começou a chamar os Ovnis de “chupa-chupa”. A operação foi realizada de outubro a dezembro de 1977, mas, na verdade, ainda investigaram os fenômenos durante o ano seguinte. Inicialmente, os ETs estiveram em franca atividade no município de Viseu, sul do Pará, na região do rio Gurupi, divisa com a Baixada Maranhense, mas o terror acabou se alastrando por todo o litoral do Pará, chegando até a Baia do Marajó, com Belém no meio. Os documentos oficiais foram parcialmente arquivados pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República no Arquivo Nacional, em Brasília.

“A coisa começou no Maranhão, na Ilha dos Caranguejos, localizada na baía de São Marcos, próxima a São Luís. Em 25 de abril de 1977, quatro homens se dirigiram, de barco, à ilha, para coletar madeira. Quando acabaram o trabalho a maré estava seca, de modo que precisariam aguardar a maré cheia até meia-noite. Por volta das 20 horas, agasalharam-se para dormir. Um deles, Apolinário, acordou somente às 5 horas, olhou para seus companheiros e viu que Auleriano e Firmino estavam reclamando de dores, com queimaduras de segundo grau, e José estava morto na rede. A polícia investigou e encerrou o caso sem entender o que acontecera. Mesmo sob hipnose regressiva, pelo doutor Sílvio Lago, os três sobreviventes jamais conseguiram lembrar o que aconteceu, mas um dos três disse que viu um fogo antes de desmaiar. O Instituto Médico Legal do Maranhão atestou que a morte de José foi por causa de hipertensão arterial e acidente vascular cerebral, devido a um grande choque emocional. A imprensa, tanto do Maranhão quando do Pará, já vinha noticiando o aparecimento de luzes muito fortes aparecendo para tripulantes e passageiros de embarcações, moradores da região, policiais e militares. Foram noticiadas também mortes de pessoas chupadas por uma luz. Às 18h45 de 18 de outubro de 1977, no município de Vigia, distante 99 quilômetros de Belém, uma revoada de Ovnis emitindo luz amarela cruzou o céu, em velocidade incomum, durante um apagão de energia elétrica. Entre 23 horas do dia 9 de dezembro e 2 horas do dia 10 de dezembro de 1997, numa localidade do rio Guajará, município de Ananindeua, que faz divisa com Belém, segundo depoimento do coronel Hollanda para o escritor e jornalista Bob Pratt, em 1981, foi registrada a presença de um disco voador amarelo âmbar e azulado, de 100 metros de comprimento, que, de repente, ficou parado uns três minutos. Suas luzes se apagaram e surgiu uma espécie de bola de futebol americano, gigantesca, a cerca de 70 metros de distância dos observadores. Em seguida, o objeto se deslocou para cima, sem o menor ruído; aproximadamente a 1.500 metros de altura ouviu-se um som de trovão, e o objeto disparou numa velocidade incrível, até sumir. A Operação Prato colheu depoimentos fantásticos. Em Belém, a imprensa registrou inúmeros relatos de pessoas afirmando que foram chupadas por uma luz.

“João do Bailique reservara, na edição de agosto da Trópico Úmido, na qual publicaria as fotos do festival gastronômico, as três páginas finais da revista para a Operação Prato. Mas agora, depois daquele papo com Danielle, colocaria também a visão dela, baseada no trabalho do professor Laércio Fonseca, sobre ETs e Ovnis.

“– Achei interessante o que disseste sobre o professor Laércio Fonseca. O que é mesmo que ele pensa sobre ETs e Ovnis?

“– O professor Laércio Fonseca se reúne com ETs. Os ETs são espíritos e outras raças que habitam o Universo, e Laércio Fonseca é médium, desses de sair do corpo e ir para o mundo astral. Os discos voadores são construídos com uma tecnologia que só agora começamos a estudar, e que chamam de quântica. Sempre estiveram entre nós; nós é que não podemos vê-los, já que vivem em um estado sutil da matéria, e não há ET do mal. Pelo contrário, são agentes que tentam minorar o sofrimento daqueles que estão mergulhados nas trevas, ou seja, na ignorância, com o objetivo de promover paz, amor, felicidade, progresso, compreensão, luz, influenciando a raça humana por meio de avatares e gênios no campo da ciência. A vida é um mistério, mas chegará o dia em que o mistério será esclarecido, que tudo faz sentido. Os espíritos, por meio dos médiuns, só dizem que tudo tem uma razão de ser, que os construtores do que Laércio Fonseca chama de Projeto Terra sabem o que fazem. Porém, quando nosso estado de consciência estiver devidamente ampliado, então será esclarecido o grande enigma que é a vida.

“João do Bailique raspou a segunda taça de sorvete e deu uma última lambida na colher.”

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