segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Mulher amada

As mulheres são a ilusão mais pungente
Que existe
Porque tornam o desejo inesgotável
E não saciam nunca
Inacessíveis, são como mênstruo,
O parto de um monstro
Imaginado apenas pela dor
Mas que suporta-se pela esperança
Do sorriso
Basta o olhar da mulher
Para acenderem-se todas as chamas
Munir de asas o homem mais medíocre
E engravidar de perfume o mundo


Linha 152, Rodoviária-Cruzeiro Novo, 4 de novembro de 2013, uma segunda-feira, 15h50, sol de rachar

domingo, 3 de novembro de 2013

Os portões da íris

Procuro na luz dos teus olhos
Misteriosos como a noite
Nos teus lábios de rosa vermelha esmigalhada
Nos meridianos do teu mar
Perder-me no azul
E sentir o sabor da tua boca
Do teu leite
Do teu púbis
Num desejo que me consome e não cessa nunca

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O ponto azul

A noite se avizinhava na 201 Sul, e ia chover. Havia poucas pessoas no Restaurante e Café Monardo. Na mesa mais ao fundo, dois homens conversavam. Um deles era jovem, tinha em torno de 40 anos, e o outro, de cabelos completamente brancos e a pele do rosto começando a engelhar, aparentava ter 70 anos, por aí assim.

– Ela me pôs a nocaute – disse o velho. Na verdade, ele tinha 80 anos, mas era vigoroso e seco. Seus olhos, vivos como duas esmeraldas, estavam claros, quase sem clorofila.

– Meu caro Picasso, ela só tem 29 aninhos; ainda não é nem sequer balzaquiana – respondeu o tipo mais jovem, com sua voz de tenor.

– A questão não é essa, a questão é que eu nunca deixei de ser um garoto carente, e ela abriu a porta.

– Como assim abriu a porta? Só porque deu atenção a você? – volveu o de meia idade, carioca, já acostumado com Brasília.

– Ela me enfeitiçou quando disse que tem a alma da natureza, e que é como o mar. Aquilo foi lá no fundo, como um maremoto, sepultando-me no abismo, até que, sem fôlego, puxei oxigênio daquela boca de rosa esmigalhada, e fui salvo pelos seus olhos egípcios. Mas compreendi que ela estava apenas confiando a mim sua alma, certa de que eu não tentaria entrar no seu santuário. Não paro de pensar nela.

– Cara, acho que vou fortalecer seu pericárdio e seu baço.

– Como assim? – o velho perguntou. Estava bebendo Lacrima Crhisti. O outro degustava Bohemia enevoada.

– O pericárdio protege o coração das invasões azuis e o baço remói as lembranças mortais, como, por exemplo, o cataclismo dos primeiros beijos – disse o de meia idade, que era acupunturista de mão cheia.

– Não quero travar nada que se dirija ao meu coração, nem ao meu baço; pelo contrário, se você souber de um ponto que funcione como a pílula azul, espete-o, para que eu delire pronunciando o nome dela: Ava! Ava! Ava!

– Se eu soubesse de um ponto assim já teria comprado um Girassóis, de Van Gogh – disse o de meia idade. – Tenho um paciente, que, na verdade, o problema não está nele, mas na mulher dele. Ele me contou que sua mulher é todinha uma vaca, perscrutando-o. Ele é o capim e ela o mastiga, mastiga, engole-o, regurgita-o e volta a mastigá-lo. E como ela é quem paga as contas, ele vai pegá-la no salão e a espera, às vezes, uma hora antes de ela sair, e ele fica pasmo porque as mulheres falam todas ao mesmo tempo e todas entendem o que as outras dizem. Ele costuma dizer que Freud mudaria de profissão naquele salão, ou simplesmente tendo sua mulher como paciente. Se eu soubesse desse tal ponto azul, já teria dado um jeito nesse cara, e ele comeria a vaca dele todas as noite, ou o tempo todo.

– Não, o que eu quero é ter uma ereção poética – disse o velho, que era pintor. – Vou desnudá-la em uma tela, vou colocar o mar inteirinho naqueles olhos enormes, rasgados e negros, vou fazer aquela boca de rosa esmigalhada exalar néctar, e, do seu corpo, o perfume das virgens. – O velho desenhou-a num guardanapo. De fato, Ava era completamente linda.

– Cara, esquece-a – o outro aconselhou o mais velho. Conheciam-se há bastante tempo, e o acupunturista, que era rico e aficionado por pintura, já tirara o velho de diversos apuros, pois o considerava um gênio. Sentia-se responsável pelo sofrimento do amigo, pois apresentara Ava a ele.

O velho percebeu sua aflição.

– Você não entende: não quero assepsia, quero inflamar-me dessa infecção, que essa infecção vá até meu tutano; isso vai resultar numa série de quadros e desenhos, tudo Ava.

– Sejamos realistas, ela não vai dar a mínima a você, nunca.

– Já deu. Quando disse que é o próprio mar, disse tudo. Sei que ninguém pode possuir o mar, mas acontece que já sei o azul que vou utilizar quando pintá-la.

– Mas ela deu esperança de posar para você?

– Não, e nem será preciso. Já tenho tudo o que preciso.

– Grande Picasso! – o de meia idade exclamou, com pena do seu velho amigo. – Estou me sentindo meio cansado; vou ver uma comédia quando chegar a casa, Carga Explosiva III.

– Você já viu todas essas porcarias?

– Só Carga Explosiva II, por acaso, na televisão.

– E agora alugou Carga Explosiva III?

– Sim; não havia o I.

– Eu ainda vou demorar-me para ir pra casa. O porteiro do meu prédio é jovem, mas está caindo aos pedaços, e isso me deprime.

– E quando a tela vai ficar pronta?

– A dos pombos?

– Sim.

– Estou trabalhando nela. Os pombos estão catando comida no asfalto, entre os carros, arriscando-se a morrer esmigalhados, apenas se desviam das rodas dos carros e continuam catando comida, apesar de ter asas. Se eu tivesse asas, voaria para dentro do mar – disse o velho, sonhando com uma manhã de ressaca, em Copacabana.

Já estava sozinho quando Antonello Monardo chegou. Gostava de conversar com o italiano. Logo depois a chuva rebentou, com a mesma força com que na alma do velho escorria sal, azul como rubi.


Brasília, 1 de novembro de 2013

domingo, 29 de setembro de 2013

CONTO/Sábado

O Potiguar Caldos, no Sudoeste, estava lotado naquela noite de sábado, como, aliás, era de praxe. Quem se voltasse para o estacionamento podia ver, no outro lado da Rua das Jaqueiras, os prédios do Cruzeiro Novo. Um casal acabou de chegar, atravessou entre as mesas, e até as mulheres se viraram para ver mais um pouco a beldade. Era uma adolescente de mais ou menos 17 anos, ruiva, olhos verdes, longilínea, de pernas torneadas, tipo potranca, em vaporoso vestido de seda rosa. Parecia flutuar. O rapaz era maciço e ao menor movimento seus músculos saltavam; era também muito bonito. O garçom os guiou até uma mesa que acabara de ser preparada.

Ao lado, havia um casal ocupando duas mesas juntas, uma das quais continha um fogareiro com a chapa cheia de maminha com queijo e batata frita, uma terrina com mandioca e toda sorte de acompanhamentos. A mulher era pequena, loira e graciosa, e ele, grande, lembrava uma fêmea de búfalo albino, grávida. Sua camisa estava metida na calça e os botões quase saltavam à pressão da volumosa gordura querendo libertar-se. Conversavam. Ele se debruçara sobre o prato e entre uma palavra e outra enfiava na bocarra grandes garfadas. Ela comia devagar e aos pouquinhos, olhando-o e falando sempre, graciosa como toda mulher.

Quatro jovens, quase garotos, ocupavam a mesa que fazia um triângulo com os dois casais; eram três moças e um rapaz e estavam comendo sanduíches com suco, cada qual de olho no seu telefone celular de última geração, admirando, simultaneamente, a nova tatuagem da moça de pele leitosa e vestida de negro. A tatuagem fora aplicada recentemente e estava envolta numa espécie de plástico, como um curativo transparente.

Vocês não vão acreditar: o boliviano que me tatuou é famoso e nunca veio ao Brasil; ontem, soube que ele estava em Brasília e fui ao hotel onde ficou hospedado. Cara, nem acreditei quando ele terminou – disse a tatuada.

– Quem é o tio que ele tatuou – o rapaz quis saber.

– Che Guevara – disse a moça. – Você não sabe quem é Che Guevara?

– Ouvi dizer que é um carniceiro que ajudou Fidel Castro a foder com Cuba. É isso? – volveu o rapaz. As outras duas moças perderam o interesse pela tatuagem e pela conversa e estavam de olho nos seus celulares, mastigando lentamente seus sanduíches e bebendo golinhos do suco.

– Oh! Não! Veio! Esse cara é aquele do filme de Walter Salles! – a tatuada defendeu-se.

– Humm! Quando é que vocês vão parar com esse papo-cabeça? – perguntou a bela morena de olhos azuis, desgrudando-se, um instante, do seu celular.

– Acho que você foi enganada por esse boliviano; deve ser um tio brega... – disse o rapaz. – Se fosse eu, preferiria uma folha de jambu.

– Folha de quê? – perguntou a terceira moça, uma negra tão linda quanto a ruiva que acabara de passar.

– De jambu – disse o rapaz. – Meu pai é de Belém do Pará e ele já me mostrou uma folha de jambu; ele me explicou que jambu é uma síntese da Amazônia e que a Amazônia é como se fosse uma realidade dentro da realidade. Não entendi muito bem, mas senti que é alguma coisa mágica.

– Você anda fumando muita maconha – disse a morena de olhos azuis, baixando a voz.

O búfalo se levantou; em pé, lembrava um gorila branco. Sua esposa também se levantou. Era pequena e graciosa, daquele tipo que temos vontade de pôr inteira na boca. Ele sequer empurrou sua cadeira, quanto mais a dela. Saiu palitando os dentes e dando pequenos arrotos. Ela parecia não prestar atenção às grosserias do elefante. Ele pôs uma pata sobre os ombros da esposa e se foram rumo ao estacionamento. As três moças e o rapaz não se deram conta da saída do casal anômalo; desinteressaram-se completamente pela tatuagem e se voltaram para seus celulares. No braço da moça tatuada, branco como leite, a tatuagem saltava aos olhos como um grande ferimento colorido. A noite, ali, alcançara um momento de pico, e mais pessoas chegaram. O casal belíssimo encontrava-se a meio caminho de terminar a refeição e o fogareiro com carne de sol estava pela metade. A moça ruiva parecia flutuar dentro do seu próprio perfume. No âmbito do seu entorno, não houve quem não a olhasse, mesmo que fosse um olhar inconsciente. Um velho, enrugado como maracujá de gaveta, e sozinho, mirava-a do seu posto, uma mesa na beira da calçada, quase caindo no meio-fio. É provável que só ele visse um fio de luz saindo da moça e se espalhando ao redor. “Ela é linda porque é jovem e é a manifestação física de energia fina” – pensou o velho, que desmontava um tucunaré frito como quem desmonta um relógio, olhava de vez em quando para a ruiva e suspirava. Os quatro jovens terminaram seus sanduíches e de um momento para outro sumiram. Pouco depois desceram do carro no estacionamento do bloco da moça leitosa, no Cruzeiro Novo, procuraram um lugar escuro e acenderam o baseado.

Não demorou para que o rapaz musculoso e a jovem ruiva terminassem e saíssem. Ela era tão linda que todos se voltavam para si e a acompanhavam até a perderem de vista; por isso, um velhote levou um beliscão dolorido da megera que o mantinha sob cerrada vigilância.

– Vamos para casa – disse a moça ruiva.

– Sim, vamos, minha irmã – o rapaz respondeu.

Naquele momento, a loira pequena acabara de montar o monstro. A barriga dele luzia à claridade mortiça do abajur. Ela começou a cavalgar e a gemer, até começar a gritar. Ele soltou um urro medonho. Depois, o abajur foi desligado, e o silêncio desabou como a escuridão.


BRASÍLIA, 29 DE SETEMBRO DE 2013

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Sob o Céu nas Nuvens

Ray Cunha no jornal A Província do Pará, em Belém, divulgando Sob o Céu Nas Nuvens

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Corremos o risco de ver o Estado brasileiro desmoralizado com o voto de Celso de Mello em favor de uma das quadrilhas mais ousadas que já se flagrou neztepaiz

BRASÍLIA, 16 DE SETEMBRO DE 2013 - Tenho notado algumas pessoas desejando uma ditadura militar para fazer frente ao atual momento no Brasil, em que já não se distingue político de ladrão, narcotraficante ou mafioso, e em que corremos o risco de ver o Estado brasileiro desmoralizado, nesta quarta-feira, com o voto de Celso de Mello em favor de uma das quadrilhas mais ousadas que já se flagrou neztepaiz.

Mesmo assim, a situação permanece em uma ditadura nas sombras e Lula ainda não conseguiu dar o bote certo; vem tentando, por meio do aparelhamento do Estado, paternalismo e corrupção generalizada, mas o Brasil não é Cuba, nem, muito menos, Venezuela, ou Bolívia, ou as ditaduras purulentas da mamãe África. Isso significa dizer que ainda podemos reagir. Quando o povo quer, nem bombardeio pesado o segura.

Com ditadura militar, ou qualquer outra ditadura, que são todas a mesma coisa, não podemos pensar em voz alta, nem protestar pela internet, muito menos nas ruas, porque, então, as balas são de chumbo quente. Durante a Ditadura dos Generais (1954-1985), trabalhei como repórter policial do jornal A Notícia, em Manaus, por volta de 1976.

Todos os dias, da tarde para a noite, um casal (de fato e de direito) de policiais federais ia para a redação e lia tudo. Cheguei a ser chamado ao Comando Militar da Amazônia para dar explicação sobre uma nota que escrevera afirmando que os waimiris-atroaris estavam atacando na BR-364. No Casarão, a velha central de polícia, a tortura comia solta, inclusive contra jovens estudantes, bastando para isso que houvesse uma acusação, por mais absurda que fosse.

No Brasil, estamos num momento efervescente da democracia, numa luta da banda boa contra a banda podre, dos cidadãos contra os corruptos. O negócio é fortalecer as instituições. Uma hora dessas pegaremos de jeito o Chefão. E depois há uma coisa certa: pela sua incompetência, o PT está caindo de podre, e levará para o fundo pútrido do pantanal, quando o casco da sua embarcação fender, todos os ratos que participam da bacanal.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Ray Cunha autografa O Casulo Exposto para alunos da Escola de Administração e Negócios

O escritor amazônida radicado em Brasília lê conto na Galeria
Olho de Águia/Bar Faixa de Gaza (Foto: Ivaldo Cavalcante)


MARCELO LARROYED


BRASÍLIA, 26 DE SETEMBRO DE 2013 – Como parte das atividades culturais da Escola de Administração e Negócios (ESAd)  MBA, o escritor Ray Cunha autografa O Casulo Exposto (LGE/Ler Editora, Brasília, contos, 2008, 153 páginas, R$ 28), nesta sexta-feira 27, a partir das 19h30, na ESAd, Sexto Andar da Torre Leste do shopping Pátio Brasil, Sala 609, especialmente para alunos e seus convidados. Durante o evento, o escritor lerá um conto e falará sobre o livro. O Casulo Exposto enfeixa 17 histórias curtas ambientadas em Brasília. “Desde 1987, trabalho como jornalista na cidade, cobrindo-a amplamente, bem como o Entorno do DF e o Congresso Nacional, o que me proporcionou conhecer bem essa geografia, inclusive a humana, e serviu para criar personagens e cenário para esses contos” – comenta o autor.

Segundo Ray Cunha, “o casulo é uma alegoria à borboleta de Lúcio Costa, ninfa golpeada no ventre, as vísceras escorrendo como labaredas de luxúria, depravação e morte nos subterrâneos da cidade dos exilados, exibindo a fauna heterogênea que transita na esfera política e chafurda nos subterrâneos da cidade-estado: amazônidas que deixaram a Hileia para trás e tentam sobreviver na fogueira das vaidades, a ilha da fantasia; jornalistas se equilibrando no fio da navalha; políticos, daquele tipo mais vagabundo, que não pensa duas vezes antes de esconder merenda escolar na mala do seu carro e dinheiro na cueca; estupradores; assassinos; bandidos de todos os calibres; aventureiros fracassados e duplamente fracassados, misturando-se numa zona de fronteira e penumbra”.

HOMENS PERDIDOS – Escreve o jornalista Maurício Melo Júnior no prefácio de O Casulo Exposto: “O escritor Jorge Amado costumava se queixar de algumas ausências na literatura brasileira. E dizia que a mais gritante delas era a falta de romances sobre o ciclo do café, como os que foram escritos sobre os ciclos da cana-de-açúcar e do cacau. Também podemos dizer que ainda não surgiram os escritores que tomaram o desafio de contar as sagas da busca da borracha na Amazônia e da construção de Brasília em pleno cerrado goiano.

“Neste seu novo livro de contos e novelas o escritor Ray Cunha, nascido no Amapá e vivente de Brasília, passa longe da narrativa de homens perdidos na solidão da floresta ou na poeira das construções incansáveis. O que interessa ao escritor são os resultados daquelas experiências, são os personagens que ficaram depois das epopeias.

“Os homens e mulheres que saltam das páginas de O Casulo Exposto são bastante curiosos. Têm a política no sangue, embora apenas transitem em torno dela. Veem o poder bem de perto, mas não participam de suas benesses. Também calejados pelas dores impostas pela opressão da floresta, já nada os surpreende e a violência pode ser uma forma de defesa ou sobrevivência. Sim, os escrúpulos são poucos. Ou, citando Jarbas Passarinho, um acriano que fez carreira política no Pará, “às favas com o escrúpulo”. Em compensação, a sensualidade aflora na pele dessa gente. O perigo é que também este poder de encantar e seduzir é instrumento de dominação.

“Naturalmente que a visão que temos aqui está superdimensionada pelos requisitos da literatura, mesmo assim sua base tem intensos pontos de realismo. E Ray ainda lhes dá um tratamento recheado de um humor cáustico, em alguns momentos até cruel. No entanto, este humor nasce do clima noir, o clima dos filmes e livros policiais surgidos nos anos de 1940.

“Sem saudosismos e com muito suspense, os contos e novelas de Ray Cunha nos põem diante dos brasilienses, esses seres nascidos da junção plena de todos os brasileiros. E vale muito a pena conhecê-los”.

SOBRE O ESCRITOR – Ray Cunha nasceu em 1954, em Macapá  à margem esquerda do estuário do rio Amazonas, na confluência da Linha Imaginária do Equador , a capital do estado do Amapá, na Amazônia Azul, e caribenha. Vive em Brasília desde 1987, onde realiza também trabalho jornalístico. Estreia como escritor num pequeno volume coletivo de poemas, Xarda Misturada (edição dos autores, Macapá, 1971), juntamente com o poeta e contista José Edson dos Santos e José Montoril. Seguem-se Sob o Céu nas Nuvens (edição do autor, Belém, 1982, poemas); A Grande Farra (edição do autor, Brasília, 1992, contos); A Caça (Editora Cejup, Belém, 1996, conto); Trópico Úmido - Três Contos Amazônicos (edição do autor, Brasília, 2000); A Casa Amarela (Editora Cejup, Belém, 2003, romance); e O Casulo Exposto.

Livreiros interessados poderão pedir O Casulo Exposto para o editor, Antonio Carlos Navarro, pelo telefone: (55-61) 3362-0008; fax: (55-61) 3233-3771; e-mails: lereditora@lereditora.com.br e acnavarro@lereditora.com.br, ou na própria Ler Editora, no SIG (Setor de Indústrias Gráficas), Quadra 4, Lote 283, prédio da Fórmula Gráfica, Primeiro Andar.

O Casulo Exposto e Trópico Úmido - Três Contos Amazônicos estão à venda na Livraria Cope Espaço Cultural, na 409 Norte, Bloco D, Loja 19/43, telefone: 3037-1017, e-mail: copelivros@ibest.com.br.

Para o agendamento de sessões de autógrafos de O Casulo Exposto e Trópico Úmido – Três Contos Amazônicos entrar em contato com Ray Cunha pelo e-mail: raycunha@gmail.com