domingo, 16 de abril de 2017

O alquimista


Foi em março que meu paciente favorito me presenteou O Mago – A Incrível História de Paulo Coelho, de Fernando Morais. Além de terapeuta em Medicina Tradicional Chinesa, sou escritor, e meu paciente favorito é mestre em Teoria Literária pela Universidade de Brasília. Antes de começarmos o tratamento, já costumávamos nos encontrar no Conjunto Nacional para almoçar ou simplesmente tomar café, mas, sobretudo, bater papo durante horas sobre literatura. Somos apaixonados por literatura. Eu também atendo a filha do meu paciente favorito, uma princesa de 16 anos que a mim lembra anjos do cinema, e que me deixa em dúvida sobre quem se beneficia mais da terapia: ela ou eu. Talvez ambos, porque ela também é leitora inveterada e sua alegria, seu riso, funciona em mim como injeção que vai lavando impurezas da minha alma. As crianças são poderoso combustível para a luz. Quando conversamos com elas com o coração limpo, ouvimos os sons da alma.

Eu morava em Manaus e já era jornalista quando li A Ilha, de Fernando Morais, uma reportagem sobre Cuba, publicada em 1976, e que se tornou, imediatamente, um ícone da esquerda brasileira. Comunismo é, hoje, sinônimo de crime organizado, mas Fernando Morais continua sendo um dos mais talentosos jornalistas brasileiros. A biografia que ele escreveu de Paulo Coelho é da estirpe dos biógrafos ingleses e americanos. Nada da apologia dos biógrafos brasileiros, que erigiam monumentos. Fernando Morais vai fundo, observa o biografado inclusive fornicando, extrai-lhe os pensamentos mais íntimos, leva o leitor a enxergar com lupa as entranhas do objeto biografado, não poupa nada que possa elucidar qualquer dúvida.

E quando uma dupla como Fernando Morais e Paulo Coelho se junta o efeito é espetacular. Até março passado, Paulo Coelho era um escritor que eu acompanhava de longe, lendo entrevistas suas como, por exemplo, a da Playboy de agosto de 2008. Aqui e ali, nas minhas expedições às livrarias, folheava algum livro de Paulo Coelho, talvez movido pela curiosidade, pois como um escritor tão chicoteado pela crítica pode ter se tornado o maior best-seller do mundo, e ser amado inclusive pelos franceses, que são amantes dos grandes escritores?

Depois que li o extraordinário texto de Fernando Morais, resultado de minuciosa investigação, Paulo Coelho se revelou inteiro para mim, e pude compreender tudo. Entendi, prontamente, seu sucesso. A alquimia do ficcionista carioca combina marketing, hermetismo e criatividade.

Como disse, durante muitos anos a paixão dos franceses por Paulo Coelho foi para mim um enigma, daí porque logo depois que li O Mago parti para O Alquimista, o primeiro livro do mago traduzido para o francês, e que alçou Paulo Coelho ao Olimpo das mais badaladas celebridades mundiais.

Tenho uma amiga jornalista de quem pude observar a trajetória profissional e passei a admirá-la pelo seu sucesso. Ela me contou que era garota, no interior de Goiás, quando, ao ler O Alquimista, descobriu que poderia vir para Brasília e encontrar seu tesouro pessoal.

O Alquimista é uma parábola. Talvez queira dizer que no momento em que entramos em harmonia com o universo o relicário que todos nós temos no coração se revela, e o Universo conspira para que realizemos nosso desejo. E também encontrei em O Alquimista um riacho tão cristalino quanto o que jorra na alma do Santiago de O Velho e o Mar; a mesma pureza da minha paciente, que é a pureza do Pequeno Príncipe; a mesma sabedoria do alquimista.

Soube também que venho praticando alquimia sem o saber, pois o que é alquimia senão trilhar o caminho, despindo-se de apegos, procurando ser útil, até poder ouvir o som da Terra no espaço, o choro dos jasmineiros, o hálito das rosas?

Só tenho a gradecer ao meu paciente favorito e à sua princesinha, ao Fernando Morais e ao Paulo Coelho por descobertas tão importantes. Obrigado por tudo!

quinta-feira, 30 de março de 2017

Olivar cunha: A primavera do gênio


O genial pintor amapaense Olivar Cunha completa neste 31 de março 65 anos. Lili, como é conhecido no âmbito da família e amigos mais íntimos, é um dos mais importantes expressionistas contemporâneos, em nível mundial. Natural de Macapá, cidade da Amazônia caribenha cortada pela Linha Imaginária do Equador e que se debruça na margem esquerda do rio Amazonas, a 250 quilômetros do Atlântico, foi viver mais perto do mar, na bela praia de Jacaraípe, município de Serra, na grande Vitória do Espírito Santo, terra dos maiores marlins do planeta, e que Ernest Hemingway, grande pescador, morreu sem conhecer.

Peço a Deus, meu Pai, que Lili tenha mais vigor do que seu colega Pablo Picasso, que morreu trabalhando até as 3 horas, aos 91 anos; que a vida do Lili continue iluminada, pois poucas pessoas são tão bacanas quanto o Lili; e que ame e seja amado com intensidade, como vem sendo; e que a paz que o acompanha não seja abalada, nunca; e que a pureza do seu riso se espalhe pelo mundo; e que a Providência lhe dê todo o necessário para fazer feliz todos que o cercam; e que as cores da sua paleta continuem se derramando na tela, transformando-se em luz!

Te amo, Lili!

Do, sempre, Ray Cunha!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Escritor apresenta romance como TCC do curso de Medicina Tradicional Chinesa. Leia trecho de FOGO NO CORAÇÃO, ambientado em Brasília

Capa da edição da Amazon.com


MARCELO LARROYED

BRASÍLIA, 31 DE JANEIRO DE 2017 – O escritor e jornalista Ray Cunha apresentou como trabalho de conclusão do curso de Medicina Tradicional Chinesa da Escola Nacional de Acupuntura (ENAc) um romance curto, FOGO NO CORAÇÃO, publicado no Clube de Autores e na Amazon.com, e que será lançado este ano em formato impresso.

A novela é ambientada no universo da Medicina Tradicional Chinesa em Brasília. A trama conta a história de um acupunturista suspeito de matar três modelos de moda. Um delegado de polícia, que é também acupunturista, investiga o caso, e tenta evitar a morte de mais uma modelo, a estonteante Rosa Nolasco.

O autor adverte: "As personagens e a ambientação são ficção pura, com exceção do escritor e acupunturista Jorge Bessa, que faz uma rápida aparição no livro; por isso, qualquer semelhança com a realidade será mera coincidência". 

Segue-se trecho de FOGO NO CORAÇÃO:

Capa da edição do Clube de Autores
O relógio despertou às 5 horas. Ricardo Larroyed desligou-o; o sabiá estava cantando. Ergueu-se da cama e olhou pela janela. Chovera. A madrugada quedava-se quieta como ave encharcada. Do seu quarto dava para ver as mangueiras à luz das luminárias públicas. Não dormira muito, pois deitara-se tarde. Levantou-se e foi ao banheiro; sentou-se no vaso e ficou lá um certo tempo. Habituara-se a urinar sentado quando ainda vivia com Mara. Levantou-se, acionou a descarga, lavou as mãos e o rosto, sacudiu água na boca e passou as mãos úmidas na cabeça. Era bastante calvo na frente e usava os cabelos aparados à máquina. Ajeitou o pijama, saiu do banheiro e se dirigiu à cozinha. Pôs água para ferver e preparou uma xícara média de Antonello Monardo, encorpado e sem açúcar. Excedera-se um pouco na noite anterior; devia ter tomado quase meia garrafa de Anísio Santiago. Dali da cozinha foi para a biblioteca. Herdara a casa de seu pai. Mais uma semelhança com seu sócio, Emanoel Vorcaro. Quando separara-se, Mara fora para o Rio, sua cidade natal e onde conhecera o novo marido, próspero empresário da área de alimentação, dono de três restaurantes na Cidade Maravilhosa. Ricardo sentia profunda gratidão por ela. Amigos de infância, começaram a namorar adolescentes. Naquela época, o talento, que não sabia ainda para quê, começava, de alguma forma, a agitá-lo, e ele não tinha o necessário direcionamento para canalizar aquela tremenda energia. Foi aí que Mara entrou, conduzindo-o, por circunstâncias que nunca lhe ficaram claras, aos cursos que Ricardo fizera. Casaram-se e logo depois sua missão se revelou com clareza solar. O gatilho que o levou a compreender sua missão deixara uma lembrança na sua barriga: uma cicatriz. Anos depois soube que tudo o que queria era seguir a carreira de policial. Três anos após seu casamento com Mara, ela se queixou de que não conseguia gozar com o travesseiro, desejou-lhe felicidade na polícia e se mandou para o Rio. Chefe de cozinha competente, conquistou não só a clientela do seu futuro marido, como principalmente a ele mesmo. No início, a dor da perda queria estrangular o coração de Larroyed; mas que policial seria se não conseguisse ignorar agulhadas em nervos expostos? O caso é que policiais não podem ter nervos expostos. Sua trama nervosa tem que estar agasalhada em meridianos de liga de aço e nióbio. Mas ainda pensou nela durante anos, até conhecer Greta Cantanhede.


Ray Cunha: romance como TCC
Enquanto se vestia, Ricardo Larroyed olhava pela janela as mangueiras da rua. Morava sozinho, no coração do Cruzeiro Velho. Adorava mangueiras, e, naturalmente, manga era sua fruta predileta, daí que ficava possesso quando via, impotente, pessoas açoitando mangueiras, os frutos ainda verdes. As mangueiras públicas sempre o deixavam com um sentimento ambíguo, de prazer e revolta: prazer porque as amava, e de revolta porque estavam sempre podadas só de um lado, por causa da fiação elétrica, “que deveria estar debaixo do solo”.

Ricardo Larroyed era um espanto. Delegado especial da Polícia Civil, lotado na Coordenação de Repressão a Homicídios, fizera graduação simultânea em direito e medicina, com pós-graduação em medicina legal, além da graduação em programação em informática. Fora também alpinista, e quase perdera o joelho direito tentando escalar o Pico da Neblina, o que jamais conseguiu. Um ortopedista, amigo da família, lhe deu um conselho:

– Procura um acupunturista, agora! – e lhe forneceu o número de telefone do dr. Emanoel Vorcaro.

Não só foi curado, como fez o curso de medicina tradicional chinesa no Instituto Holístico e se tornou professor da instituição, além de fazer uma amizade tão sólida com Emanoel Vorcaro a ponto de em determinado momento passarem a almoçar juntos todo sábado, a menos, é claro, que motivos de força maior os impedissem. Acabaram abrindo a Clínica de Terapias Holísticas. Tanto a amizade quanto a sociedade eram inabaláveis, pois alicerçavam-se na empatia, na medicina chinesa e no mandarim. Estudioso de antigas confrarias, Larroyed lia em pelo menos doze idiomas, entre os quais o mandarim, e até línguas mortas, como latim e aramaico. Media 1,90 metro e pesava 90 quilos e fora pugilista amador na juventude. Aos 41 anos, evocava um boa-vida, com o devido ar cínico. Nada mais enganoso, pois cultivava disciplina espartana. Ao levantar-se e ao deitar-se fazia religiosamente a Meditação Shinsokan, criada pelo filósofo japonês Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Ie, e vivia no que chamava de “a eternidade do agora”, filosofia que empregava ao extremo nos pegas amorosos com sua gata, a oncologista e urologista Greta Cantanhede, “a negra mais bonita do planeta, incluindo-se, para ficar mesmo redundante, a África!”

Começaram a namorar a partir de um check-up. Ricardo estava com sintomas de herpes simples no pênis e ainda não sabia o que era.

– Você já viu todo tipo de pinto, mas se apaixonou por mim quando viu o pinto mais bonito do mundo – dizia-lhe, rindo.

– Deixas de ser besta, rapaz, para a tua altura és quase aleijado; eu me apaixonei porque desde que te vi senti um cataclismo! – ela lhe respondia, no seu sotaque macapaense, rindo também com seus olhos grandes e escancarados, brilhando como uma prece, negros como o azul do céu ao anoitecer em julho em Macapá, e o beijava como na primeira vez. Era dessa parte que ele gostava.

Greta era filha de uma descendente de escravos usados na construção da Fortaleza de São José de Macapá, dona Joana, e de um pesquisador italiano, ginecologista e obstetra, que foi à Amazônia para estudar as parteiras e as condições em que nasciam ribeirinhos e índios. Era tão belo e tinha os olhos tão azuis que as mulheres, inclusive casadas, chegavam a se ajoelhar aos seus pés suplicando que as possuíssem. Até chegar em dona Joana, uma pérola autêntica, uma dessas mulheres que encerram a redenção de todos os homens. Aí terminou a pesquisa. O dr. Catanhede voltou casado para Roma, mas os romanos não aceitaram dona Joana; então, o casal mudou-se para Macapá. Greta tinha 17 anos quando o dr. Cantanhede foi chamado ao Ministério da Saúde, em Brasília, para criar e assumir o Departamento Nacional de Ginecologia e Obstetrícia. Greta já estava terminando a faculdade de medicina da Universidade Católica de Brasília quando o dr. Cantanhede foi diagnosticado com câncer na próstata. Foi então que a planejada residência em ginecologia e obstetrícia mudou para oncologia, além de uma especialização em urologia, na esperança de salvar o pai.

– Deus escreve por linhas tortas, minha filha! – foram as últimas palavras do cientista. Greta se tornou uma referência, uma luz para os pacientes acometidos de câncer ou das doenças horripilantes que se alojam no sexo masculino.

Dona Joana morreu na semana seguinte, simplesmente porque queria encontrar-se com seu querido no mundo espiritual. Morreu como um passarinho, que tomba de um momento para outro. Então Greta fez mais uma especialização: acolhimento de pacientes e familiares, também conhecido como paliativismo. Foi quando conheceu Ricardo Larroyed; o policial internara sua mãe, viúva, no Hospital Sírio-Libanês, e foram acolhidos pela dra. Greta Cantanhede. A gota d’água foi o herpes simples, e deu-se a magia das almas gêmeas.

Uma hora depois Ricardo Larroyed entrou na sua sala na Coordenação de Repressão a Homicídios, na sede da Polícia Civil, Parque da Cidade, defronte para o Sudoeste, bairro de Brasília. Recebera uma demanda nova e começaria naquela manhã a inteirar-se do caso. Três modelos foram assassinadas ao longo daquele ano e havia indícios de ligação entre os crimes. Ricardo começou a ler o primeiro caso, ocorrido em janeiro. Patrícia Montenegro, 21 anos, de Belém do Pará, hospedada na suíte 1.134, décimo primeiro andar do Grande Hotel, foi encontrada morta, por volta das 6h30 do dia 7 de janeiro, no jardim do cinco estrelas, no Setor Hoteleiro Sul, coração de Brasília. O caso foi investigado pela Primeira Delegacia de Polícia. Havia uma foto de corpo inteiro de Patrícia Montenegro. Com 1,73 de altura, 60 quilos de peso, morena de olhos verdes, fora eleita Musa Verão de Mosqueiro 2014, e iria concorrer ao Miss Pará no concurso Beleza Brasil. Sonhava com o Miss Brasil 2015. Por volta das 21 horas do dia 6 de janeiro, Patrícia ligou para sua irmã ao telefone celular. Estava chorosa e pediu à irmã que guardasse as fotos de sua carreira de modelo. Às 5 horas do dia seguinte, Patrícia voltou a telefonar para casa e pediu à sua mãe que viesse buscá-la. Às 6h30, o corpo foi encontrado num pequeno jardim na frente do hotel, na direção do estacionamento de táxi no outro lado da rua, de onde ouviram gritos e o som da queda. Patrícia Montenegro morava no Sudoeste há um mês e fazia o famoso curso de modelo da qualificada agência Modelo Cerrado. Em torno das 6 horas do dia 7 de janeiro, o porteiro da noite teria visto um homem magro, de terno, panamá e óculos escuros tomar um dos elevadores, descendo no décimo primeiro andar, o que foi confirmado por uma camareira; o homem foi visto saindo meia hora depois.

As outras duas modelos eram da mesma agência. Em fevereiro, Roberta de Castro e Silva foi encontrada num dos banheiros do estacionamento do primeiro subsolo do Grande Hotel. Recebera uma punhalada no baço; coisa de cirurgião, e uma no púbis, perfurando o útero. Também não havia sinal de esperma. O terceiro caso ocorreu no início de dezembro. Dessa vez a estudante e modelo Gabriela Costa Médici fora encontrada na sua kitnet na Asa Sul, onde morava sozinha. Era ruiva e estava nua na cama, os cabelos espalhados em torno de um corpo que mesmo morto ainda exalava luz, especialmente os pelos pubianos, salpicados de sangue. Não havia indício de esperma, mas seu útero fora perfurado por punhal. Estava entupida de rupinol, o boa noite Cinderela, e morrera devido à hemorragia do ferimento no útero; sangrara até morrer, anestesiada pela grande quantidade de rupinol que ingerira.

Ricardo Larroyed pegou o telefone e ligou para o delegado Mariano Braga, da Primeira DP, que investigara os três casos. Ele estava lá. Identificou-se ao agente que atendera ao telefone e esperou um pouco.

– Delegado Mariano Braga – ouviu do outro lado da linha.

– Ricardo Larroyed, da Homicídios. Recebi o caso de três modelos assassinadas, uma das quais parece suicídio, e os três casos foram investigados por você. As modelos são Patrícia Montenegro, Roberta de Castro e Silva e Gabriela Costa Médici. Queria conversar com você sobre isso.

O delegado Mariano Braga pensou um pouco.

– Acho que o conheço da academia – disse. – Fiz o máximo que pude nos três casos, como você pode ver nos relatórios.

– De qualquer modo, se não se importa, eu gostaria de conversar com você; quem sabe não encontro mais alguma coisa que ligue os três casos? As três frequentavam a agência Modelo Cerrado, que fica no Grande Hotel.

– Poderemos conversar amanhã, o que lhe parece? – propôs o delegado Mariano Braga.

– Ótimo! Aí ou fora daí?

– Você gosta de café?

– Sou aficionado por café!

– Então vamos nos encontrar no Café Picasso, que fica no térreo do Grande Hotel? Às 19 horas? É lá que gosto de tomar um relaxante, e aí aproveitaremos para dar uma olhada no Grande Hotel.

– Fechado!

Ricardo Larroyed ligou para a Modelo Cerrado; identificou-se e pediu para falar com o diretor. Era diretora, Maíra da Matta. Marcaram para as 17 horas, na agência. Pegou o paletó e saiu. Pouco depois estacionava sua Chevrolet Blazer negra, modelo 2014, na Superquadra 410 Sul, por trás do restaurante Bali. Conseguiu uma mesa pequena e pediu tucunaré frito e arroz com espinafre. Frequentava o Bali por dois pratos: tucunaré e yakisoba, “os melhores de Brasília”. Gostava muito também da banana caramelada, mas raramente a pedia, pois um tucunaré com arroz, ou a tigela de yakisoba, que comia com gosto, não deixavam espaço para a banana.

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Livros de Ray Cunha disponíveis no mercado


FOGO NO CORAÇÃO – Pela primeira vez um aluno de Medicina Tradicional Chinesa da Escola Nacional de Acupuntura (ENAc) apresenta como trabalho de conclusão de curso um romance, thriller ambientado no dia-a-dia do mundo da MTC. Por isso, o autor adverte: “Todas as personagens desta novela são fictícias, assim como a ambientação foi inventada”. Por trás da trama, fluem várias questões vivenciadas por quem estuda, leciona ou trabalha como terapeuta. O livro aborda desde o estudo de caso de uma paciente de mioma até a técnica de inserção de agulha e questões existenciais e transcendentais, como o misterioso Qi, numa abordagem ampla do que é a MTC.

A trama deste thriller policial é a seguinte: O delegado de Repressão a Homicídios, Ricardo Larroyed, também acupunturista e professor no Instituto Holístico, investiga o suicídio e o assassinado de três modelos de moda, ocorridos ao longo de 2016, em Brasília. Todas elas eram pacientes em acupuntura, sendo que duas delas foram atendidas no Instituto Holístico, onde trabalha o principal suspeito, o professor, mestre em artes marciais e poeta Emanoel Vorcaro, sócio de Ricardo Larroyed na Clínica de Terapias Holísticas, onde Vorcaro atende a estonteante modelo Rosa Nolasco.

FOGO NO CORAÇÃO está à venda no Clube de Autores e na Amazon.com

HIENA – Neste romance policial personagens fictícias misturam-se com pessoas vivas ou mortas. Um senador da República é degolado com uma katana no suntuoso Tropical Hotel, que ocupa uma quadra inteira do Setor Hoteleiro Sul e onde voejam prostitutas de luxo, numa Brasília de duas faces: a sombria e corrupta, e a obra de arte luminosa. O país afunda e o erário escorre pelo ralo em obras bilionárias e superfaturadas, e que nunca terminam. Ao investigar o assassinato, o detetive particular Hiena faz a grande descoberta de sua vida.

Neste romance desfila um magote de personalidades reais, como, por exemplo, o maestro Silvio Barbato, ressuscitado para reger a Orquestra do Teatro Nacional Claudio Santoro em dois clássicos: o Concerto Para Piano e Orquestra, em Ré Menor, de Mozart, e o Bolero de Ravel; as cantoras paraenses Carmen Monarcha, que se apresenta com André Rieu, e Joelma, da Banda Calypso; três artistas plásticos: José Pires de Moraes Rego, Olivar Cunha e André Cerino; e até a famosa personagem de ficção Brigitte Montfort.

HIENA está à venda no Clubede Autores e na Amazon.com

A CONFRARIA CABANAGEM – Neste romance ensaístico o autor mergulha na chamada questão amazônica, em trama que se passa em Belém do Pará. O senador Fonteles, que lidera nas pesquisas eleitorais, se tornou a esperança dos que querem tirar o Pará da Idade Média, concorrendo com o ex-governador Jarbas Barata, que governa das sombras. Porém uma organização clandestina, a Confraria Cabanagem, que luta pela democracia e o desenvolvimento do estado, detecta uma conspiração para assassinar o senador Fonteles, e convoca o único homem capaz de deter o assassino: o ex-delegado de polícia e detetive particular Apolo Brito, que mora em Brasília.

Some, do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) um frasco com ínfima porção de homobatracotoxina, o mortal veneno do Phyllobates terribilis, juntamente com um muiraquitã, branco, de jadeíta, de 50 milímetros, pesando 42 gramas, de 2.500 anos, uma peça tapajônica sem preço. Em conversa com o assessor de imprensa do museu, o jornalista Montezuma Cruz, Apolo Brito descobre indícios de que estariam traficando água do rio Amazonas e mergulha em símbolos caros aos paraenses, como o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, o Ver-O-Peso, a Estação das Docas, o tacacá.

Neste romance, personalidades vivas transitam entre personagens de ficção, como é o caso do lendário jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, um dos maiores intérpretes mundiais do enigma da Amazônia, que se encontra com o fictício detetive Apolo Brito no restaurante Restô do Parque, na ex-residência oficial dos governadores do Pará. Outra personalidade que aparece neste romance ensaístico é o coronel do Exército, Gelio Fregapani, mentor da Doutrina Brasileira de Guerra na Selva e fundador do Centro de Instrução de Guerra na Selva.

A CONFRARIA CABANAGEM está à venda no Clube de Autores e na Amazon.com

NA BOCA DO JACARÉ-AÇU – A AMAZÔNIA COMO ELA É – Este livro reúne a novela NA BOCA DO JACARÉ e contos. A peça que dá título ao livro é a história do mergulho suicida do arqueólogo Agostinho Castro nos abismos do Mundo das Águas, a confluência dos rios Amazonas, Pará, Tocantins e Guamá. Jacaré-açu é o grande réptil amazônico, que atinge mais de 6 metros de comprimento e meia tonelada de peso; no conto, ele representa a morte rondando.

NA BOCA DO JACARÉ-AÇU está à venda no site da Libri Editorial

O CASULO EXPOSTO – Este livro contém as novelas INFERNO VERDE e A CAÇA, além de contos. A Brasília que emerge das suas páginas é uma alegoria à ninfa de Lúcio Costa, golpeada no ventre, as vísceras escorrendo como labaredas de roubalheira, luxúria, depravação e morte nos subterrâneos de Brasília, onde chafurda uma fauna heterogênea: amazônidas que deixaram a Hileia para trás e tentam sobreviver na Ilha da Fantasia; jornalistas se equilibrando no fio da navalha; políticos do tipo mais vagabundo, que não pensa duas vezes antes de passar a mão em merenda escolar; estupradores; assassinos; bandidos de todos os calibres; tipos fracassados e duplamente fracassados, misturando-se numa zona de fronteira fracamente iluminada.

INFERNO VERDE conta a história do repórter Isaías Oliveira, num duelo com o sinistro traficante Cara de Catarro. A trama se passa em Belém e na ilha de Marajó.

Em A CAÇA a filhinha de um professor é sequestrada em Belém do Pará. Ao investigar o sequestro disposto a encontrar sua filha, viva ou morta, o pai encontra o fio da meada na nascente Palmas, capital do estado do Tocantins, e descobre uma quadrilha internacional sediada nos Estados Unidos dedicada ao tráfico de crianças para escravidão sexual.

O CASULO EXPOSTO está à venda na Libri Editorial

TRÓPICO ÚMIDO – TRÊS CONTOS AMAZÔNICOS – Este livro reúne duas novelas e um conto, com pano de fundo em quatro cidades da Amazônia: Belém, capital do Pará; Macapá, capital do Amapá; Manaus, capital do Amazonas; e Rio Branco, capital do Acre.

INFERNO VERDE conta a história do repórter Isaías Oliveira, num duelo com o sinistro traficante Cara de Catarro. A trama se passa em Belém e na ilha de Marajó.

A GRANDE FARRA narra as peripécias do jovem repórter e playboy Reinaldo. Candidato a escritor, ele gasta seu tempo trabalhando como repórter, bebendo e se envolvendo com inúmeras mulheres. A novela tem sua geografia em Manaus, encravada no meio da selva amazônica, e em Rio Branco, no extremo oeste brasileiro.

O conto LATITUDE ZERO se desenrola em Macapá, cidade situada no estuário do maior rio do planeta, o Amazonas, na confluência com a Linha Imaginária do Equador; um punhado de jovens começa a descobrir que a vida produz também ressaca.

TRÓPICO ÚMIDO deve ser pedido para o e-mail: raycunha@gmail.com. Será indicada uma conta bancária para depósito de R$ 40. O livro será autografado e enviado pelos Correios.

MESTES VÍDEOS, RAY CUNHA FALA SOBRE SEU TRABALHO