quarta-feira, 14 de junho de 2017

A CAÇA é publicada no Clube de Autores

Ray Cunha (Foto: Rodrigo Cabral)

BRASÍLIA, 14 DE JUNHO DE 2017 - A CAÇA, de Ray Cunha, foi publicada, hoje, no Clube de Autores, maior site de edição e envio de livros da Ibero-América. A novela foi lançada pela Editora Cejup, de Belém do Pará, em 1996. Em 2008, voltou a ser publicada, desta vez na coletânea O CASULO EXPOSTO, pela LGE Editora, hoje, Libri Editorial, de Brasília. No volume da Editora Cejup, o sociólogo, ensaísta e contista Fernando Canto escreveu sobre o livro:

“A obstinação de um professor em busca da filha sequestrada por traficantes de crianças move, com muita velocidade, esta novela de Ray Cunha. A CAÇA flui em linguagem direta, enxuta, que, aliás, é o estilo deste autor inquieto e que manda às favas os adjetivos inúteis, preferindo a ação aos conceitos, com o objetivo de produzir uma narrativa rica e movimentada.

“Como toda boa história, A CAÇA carrega no seu bojo a condição maniqueísta de homens gastos pelas agruras do cotidiano, em que os mais diversos sentimentos tomam conta dos personagens e permite que se observe a condição humana a partir de gestos que exprimem a traição e o ciúme, a luta pelo poder e pelo dinheiro, além da clara tensão para ver resolvidos seus problemas e obsessões.

“Ray Cunha sustenta sua casa trabalhando como jornalista, e talvez por conhecer tão bem a redação de um jornal faz conduzir esta história a partir da construção de um personagem-narrador, também jornalista – Reinaldo –, que ressurge após protagonizar A GRANDE FARRA, primeira novela do autor.

“A CAÇA é uma história bem articulada e de uma ambientação e temática pouco explorada na literatura brasileira, talvez por ser atual e refletir os problemas que afligem as pobres sociedades latino-americanas. É um livro para ser bebido como um bom scotch, a fim de que o leitor possa saboreá-lo.”

domingo, 28 de maio de 2017

Fernando Canto autografa Mama Guga – Contos da Amazônia nesta terça 30 em Belém do Pará

A diva paraense Carmen Monarcha canta Habanera sob
a batuta do violinista Andre Rieu em concerto na Europa 


BRASÍLIA, 28 DE MAIO DE 2017 – Maior acontecimento literário do Trópico Úmido, a XXI Feira Pan Amazônica do Livro foi aberta dia 26 pela diva paraense Carmen Monarcha. De 27 de maio e 4 de junho, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, esta edição homenageia o poeta e jornalista Mário Faustino, que influenciou escritores como Haroldo Maranhão, Benedito Nunes, Max Martins e Rui Barata.

Entre os escritores de primeiro time da Amazônia atlântica, Fernando Canto representa, mais uma vez, o Amapá, autografando Mama Guga – Contos da Amazônia, a partir das 17 horas desta terça-feira 30, no stand 129, da Editora Paka-Tatu. Contista, ensaísta, poeta, compositor e doutor em sociologia, Fernando Canto é um dos mais brilhantes e ativos ficcionistas da Amazônia caribenha. Na linha do realismo fantástico, as personagens do escritor transitam no dia a dia do Trópico Úmido.

Fernando Canto saído da paleta de Olivar Cunha

sábado, 20 de maio de 2017

Meu amor!


Perfume da minha vida, tu e eu somos só fogo, assim como as rosas
Mas não nos consumimos, ilusão alguma nos detém na jornada
Nem o abismo, que a tudo cerca, pode nada
Pois tu e eu, como as rosas, somos eternos porque agora

Querida, nem lágrimas, nem o pavor do incompreensível
Nem as ilusões, o horror, os pesadelos
Têm o poder de abalar as rosas, na sua tênue existência
Simplesmente porque elas são indestrutíveis

Música da minha alma, nossa viagem no éter
A caminhada sem começo nem fim
Apenas começou nesta fogueira

A luz que alimenta o infinito
É a lei que a tudo governa
O fogo que vivifica, amor da minha vida

domingo, 16 de abril de 2017

O alquimista


Foi em março que meu paciente favorito me presenteou O Mago – A Incrível História de Paulo Coelho, de Fernando Morais. Além de terapeuta em Medicina Tradicional Chinesa, sou escritor, e meu paciente favorito é mestre em Teoria Literária pela Universidade de Brasília. Antes de começarmos o tratamento, já costumávamos nos encontrar no Conjunto Nacional para almoçar ou simplesmente tomar café, mas, sobretudo, bater papo durante horas sobre literatura. Somos apaixonados por literatura. Eu também atendo a filha do meu paciente favorito, uma princesa de 16 anos que a mim lembra anjos do cinema, e que me deixa em dúvida sobre quem se beneficia mais da terapia: ela ou eu. Talvez ambos, porque ela também é leitora inveterada e sua alegria, seu riso, funciona em mim como injeção que vai lavando impurezas da minha alma. As crianças são poderoso combustível para a luz. Quando conversamos com elas com o coração limpo, ouvimos os sons da alma.

Eu morava em Manaus e já era jornalista quando li A Ilha, de Fernando Morais, uma reportagem sobre Cuba, publicada em 1976, e que se tornou, imediatamente, um ícone da esquerda brasileira. Comunismo é, hoje, sinônimo de crime organizado, mas Fernando Morais continua sendo um dos mais talentosos jornalistas brasileiros. A biografia que ele escreveu de Paulo Coelho é da estirpe dos biógrafos ingleses e americanos. Nada da apologia dos biógrafos brasileiros, que erigiam monumentos. Fernando Morais vai fundo, observa o biografado inclusive fornicando, extrai-lhe os pensamentos mais íntimos, leva o leitor a enxergar com lupa as entranhas do objeto biografado, não poupa nada que possa elucidar qualquer dúvida.

E quando uma dupla como Fernando Morais e Paulo Coelho se junta o efeito é espetacular. Até março passado, Paulo Coelho era um escritor que eu acompanhava de longe, lendo entrevistas suas como, por exemplo, a da Playboy de agosto de 2008. Aqui e ali, nas minhas expedições às livrarias, folheava algum livro de Paulo Coelho, talvez movido pela curiosidade, pois como um escritor tão chicoteado pela crítica pode ter se tornado o maior best-seller do mundo, e ser amado inclusive pelos franceses, que são amantes dos grandes escritores?

Depois que li o extraordinário texto de Fernando Morais, resultado de minuciosa investigação, Paulo Coelho se revelou inteiro para mim, e pude compreender tudo. Entendi, prontamente, seu sucesso. A alquimia do ficcionista carioca combina marketing, hermetismo e criatividade.

Como disse, durante muitos anos a paixão dos franceses por Paulo Coelho foi para mim um enigma, daí porque logo depois que li O Mago parti para O Alquimista, o primeiro livro do mago traduzido para o francês, e que alçou Paulo Coelho ao Olimpo das mais badaladas celebridades mundiais.

Tenho uma amiga jornalista de quem pude observar a trajetória profissional e passei a admirá-la pelo seu sucesso. Ela me contou que era garota, no interior de Goiás, quando, ao ler O Alquimista, descobriu que poderia vir para Brasília e encontrar seu tesouro pessoal.

O Alquimista é uma parábola. Talvez queira dizer que no momento em que entramos em harmonia com o universo o relicário que todos nós temos no coração se revela, e o Universo conspira para que realizemos nosso desejo. E também encontrei em O Alquimista um riacho tão cristalino quanto o que jorra na alma do Santiago de O Velho e o Mar; a mesma pureza da minha paciente, que é a pureza do Pequeno Príncipe; a mesma sabedoria do alquimista.

Soube também que venho praticando alquimia sem o saber, pois o que é alquimia senão trilhar o caminho, despindo-se de apegos, procurando ser útil, até poder ouvir o som da Terra no espaço, o choro dos jasmineiros, o hálito das rosas?

Só tenho a gradecer ao meu paciente favorito e à sua princesinha, ao Fernando Morais e ao Paulo Coelho por descobertas tão importantes. Obrigado por tudo!