quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Secretaria de Educação do DF se recusa a emitir diploma da Escola Nacional de Acupuntura


RAY CUNHA


BRASÍLIA, 8 DE AGOSTO DE 2018 – A Secretaria e o Conselho de Educação do Distrito Federal estão se recusando a autorizar diploma de curso técnico de Medicina Tradicional Chinesa da Escola Nacional de Acupuntura (ENAc), de Brasília, apesar de a instituição ter cumprido todos os requisitos perante o órgão colegiado. Alunos que se formaram em 2016 e ainda não receberam o diploma deverão entrar na Justiça para receber a certificação.

A Secretaria de Educação vem fazendo corpo mole desde a desastrada Resolução número 1, de 5 de dezembro de 2014, assinada pelo então presidente  da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, Luiz Roberto Alves, que retira o curso acupuntura da lista de cursos técnicos reconhecidos pelo Ministério da Educação.

Só que os alunos que começaram a fazer o curso da ENAc antes de dezembro de 2014 têm direito adquirido ao diploma técnico, até porque o Curso de Formação Profissional em Acupuntura da instituição tem duração de dois anos, com 2.080 horas/aula, diárias e presenciais, e 440 horas de estágio ambulatorial, num total de 2.520 horas/aula, em conformidade com orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, os alunos do curso técnico são obrigados a apresentar trabalho de conclusão de curso, encadernados e postos à disposição para pesquisa.

O pouco caso da Secretaria de Educação ocorre num momento em que a prática da acupuntura está prestes a ser regulamentada no Congresso Nacional, ou por meio do Projeto de Lei 1.549, de 2003, do deputado Celso Russomanno, que regulamenta a profissão de acupunturista e que já se encontra na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara, ou por meio do Projeto de Lei 174, de 2017, do Senado, que regulamenta a profissão de terapeuta naturista e se encontra na Comissão de Assuntos Sociais da casa.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Terapeuta em Medicina Chinesa atende aos associados do Sindicato dos Jornalistas do DF

Ray Cunha trabalhando em evento da Seicho-No-Ie

Edição da Amazon.com
Convênio assinado entre o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e o terapeuta em Medicina Tradicional Chinesa RAY CUNHA garante o atendimento aos jornalistas, funcionário do SJPDF e dependentes em preços módicos, em acupuntura, auriculoterapia, ventosaterapia, massagens terapêutica e estética, alimentação energética e fitoterapia.

A Medicina Chinesa pode tratar as mais diversas síndromes e desconfortos enfrentados no dia a dia, como: ansiedade, insônia, sobrepeso, fadiga, irritação, raiva, medo, insegurança, fibromialgia, cefaleia, alopecia, menstruação irregular, constipação etc.

As técnicas de intervenção da Medicina Chinesa são: 

Edição o Clube de Autores
Acupuntura – A busca do equilíbrio energético do corpo por meio da inserção de agulhas em acupontos nos meridianos. 

Tuiná – Massagem terapêutica chinesa, promovendo relaxamento e alívio de tensão.

Fitoterapia – Prescrição de fitoterápicos.

Auriculoterapia – Tratamento com colocação de sementes na orelha.

Alimentação Terapêutica Chinesa – Alimentação baseada na vibração energética dos alimentos.

Ventosa – Alivia tensão e dores agudas.

Atendo também com Massagem Modeladora, para reduzir massas adiposas.

ATENDIMENTO

E-mail: raycunha@gmail.com
Telefone: (61) 99621-6425
Blog: raycunha.blogspot.com

Local: Ambulatório na 707/907 Sul, Edifício San Marino (próximo à Aliança Francesa), Sala 321, ou no domicílio do paciente.

VALORES

A sessão promocional no ambulatório para a categoria é de R$ 80,00 (para não jornalistas fica em R$ 120,00); sendo que o pacote de 10 sessões, pago à vista, fica em R$ 600,00 (para não jornalistas fica em R$ 800,00).

Em domicílio, o valor da sessão é de R$ 100,00 (para não jornalistas fica em R$ 150,00); o pacote de 10 sessões pago à vista fica em R$ 800 (para não jornalistas fica em R$ 1.000,00).

INTERVENÇÃO ESTÉTICA 

Massagem Modeladora: Reduz massa de gordura na barriga, quadris, coxas e braços, modelando o corpo.

Só pode ser feita no ambulatório e em 12 sessões. O pacote, pago à vista, fica em R$ 800,00 (para não jornalistas fica em R$ 1.000,00).

EMAGRECIMENTO

Pacote com foco no emagrecimento saudável (um quilo por semana): Acupuntura, alimentação energética e fitoterapia: R$ 600,00 no ambulatório e R$ 800,00 no domicílio.
Observação: Não atendo em Plano de Saúde.

Perfil Profissional/RAY CUNHA/2018

Formado em Medicina Tradicional Chinesa pela Escola Nacional de Acupuntura (ENAc) – 2.080 horas de aulas presenciais e 440 horas de estágio no ambulatório da ENAc, num total de 2.520 horas/aula – Brasília. 

Jornalista especializado em Medicina Tradicional Chinesa, graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará (UFPa) – Registro Profissional 759/PA

Formado em Auriculoterapia pela Escola Nacional de Acupuntura (ENAc) – de 07/02/2014 a 11/04/2014 – Brasília.

Formado em Tuiná (massagem terapêutica chinesa) pela Escola Nacional de Acupuntura (ENAc) – de 14/10/2014 a 16/12/2014 – Brasília.

Formado em Massagem Modeladora pelo Senac de Ceilândia/DF, em curso de 40 horas-aula, de 11 a 22 de setembro de 2017.

Participou do I Workshop Internacional de Osteopatia, Terapias Manuais e TAD (Terapia Anti-Dor), promovido pelo Instituto de Biociências e Instituto Sacrum, e ministrado pelo posturopata Ángel Gil Estévez, do Instituto Sacrum (Espanha) – 24/01/2015, com duração de 10 horas – Brasília.

Prestou atendimento em Acupuntura, Auriculoterapia e Massagem Terapêutica como aluno da Escola Nacional de Acupuntura (ENAc) por ocasião de congraçamento no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), nos dias 25 de abril e 1 de agosto de 2015, num total de 8 horas.

Participou como aluno da Escola Nacional de Acupuntura (ENAc) de ação promovida pela Cipa – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, do Colégio Marista de Brasília (L2 Sul), prestando atendimento em Acupuntura, Auriculoterapia e Massagem Terapêutica, em 1 de outubro de 2015, num total de 4 horas.

Participou como aluno da Escola Nacional de Acupuntura (ENAc) da Semana da Enfermagem do Hospital Sírio-Libanês Brasília, de 9 a 11 de maio de 2016, prestando atendimento num total de 12 horas em Tuiná (massagem terapêutica chinesa) e Auriculoterapia aos funcionários das três unidades do Hospital Sírio-Libanês em Brasília.

Participou como aluno da Escola Nacional de Acupuntura (ENAc) do Teias – Tecnologia, Empreendedorismo, Inovação, Arte e Sustentabilidade, promovido pelos alunos do Centro Universitário de Brasília (UniCeub), no dia 3 de junho de 2016, num total de 4 horas.

Participou do I Workshop de Cuidados Paliativos, promovido pelo Centro de Oncologia Hospital Sírio-Libanês – Unidade de Brasília, no dia 18/06/2016, com duração de 8 horas.

Escritor, autor do romance FOGO NO CORAÇÃO, ambientado no universo da Medicina Tradicional Chinesa em Brasília.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

RAY CUNHA lança livro de poemas eróticos pelo Clube de Autores e pela Amazon.com

Edição da Amazon.com
O SOM DO AZUL
  
Haverá obra de arte mais emocionante do que mulher muito linda?
Sim, nua!
Cheirando a púbis!
E mais bela do que isso?
Grávida!
Amamentando!
Mais belo
Só crianças rindo!
Luz se eternizando!

O Clube de Autores e a Amazon.com publicam livro de poemas eróticos, DE TÃO AZUL SANGRA, de Ray Cunha. Sobre o novo livro do escritor amapaense, radicado em Brasília, escreve Fernando Canto:

VERSOS PROFANOS

Nem fesceninos ao estilo bocageano, nem pornográfico à moda Boris Vian. Contudo, profanos são os novos versos do poeta Ray Cunha. Não no sentido antirreligioso – assim a poesia teria prosélitos fanáticos –, mas no sentido da irreverência, da violação, da transgressão do texto, em cuja tessitura surge o inopinado, que fragmenta, com certeza, a reação dos ouvidos suscetíveis.

Edição Clube de Autores
Estes poemas, DE TÃO AZUL SANGRA, evocam, invocam, enfocam a mulher, aliás, o sexo feminino; a afirmação do adolescente, o orgulho do adulto, ou, talvez, o fruto da observância do mundo mundano – experiência edipiana a penetrar em barreiras antes inacessíveis. Poemas que denotam a sensualidade e detonam-se em palavras lúbricas. Sutis, às vezes, como em Tocata e Fuga. Impolidas, como em Olhar para a mulher amada – um rasgo narcisista, um produto da consciência machista e desembocadura para o gozo psicológico do autor.

A apologia de Ray Cunha à mulher é feita, então, sem disfarces. Despojada da roupa, ela se torna provedora de sentidos, manancial e matéria-prima ao fabricante de versos. Está ali nua, nuinha na sua forma ímpar de ser apenas mulher, Vênus perscrutada pela oportuna fresta que faz a felicidade de um voyeur; deusa mítica em seu mistério, desvendada pelo arguto e fulminante olhar e pelo sensível olfato do poeta.

RAY CUNHA: Pausa na ficção
Bem poderia chamar-se Essa Copacabana triste mulher o conjunto desta obra. O melhor poema da coletânea traz o melhor do autor, embora o contraste do “triste” trace o “ideal” do jovem solitário, qualquer jovem solitário nas praias deste Brasil afora. Essa irreverência trata da socialização do sexo no entendimento paradoxal de que todos possam ser burgueses em bacanais tropicais regadas a coquetéis afrodisíacos, num tempo hedonista que ficou há muito nos salões dos palacetes romanos. É forma compacta de abarcar o mundo. É válido. É poesia. Nela está o sol, o azul do mar no verão. Pois aí o azul que sangra não é o azul do céu. É o azul açoitado pela relação geográfica e íntima entre o sol e o mar. É o azul afetado pela natureza do gasoso (as nuvens) no espelho sangrado do mar. Mar que sangra, que se esvai, que beija a praia de Copacabana e salga o corpo nu da mulher desejada, da mulher que brilha com a clivagem dos grãos de areia e à noite vai para a cama gemer seu gozo e se sangrar de mar de Copacabana. Enorme, a cama de Copacabana.

Nostálgico e terrível é romper o laço em Um cheiro de madrugada. Neste poema, Ray Cunha instiga um sentido amargo sobre o que se convenciona chamar de amor. É um trabalho sincero, diria, onde o conteúdo está exposto para o leitor atento; onde nada mais se precisa dizer, pois que a lembrança adquire a possibilidade de entrega a outros caminhos, nos quais existem outros remédios para os males da paixão. É simples, realista.

Ray Cunha ironiza a relação poética entre a morte e a poesia. Morrer na mesa de um bar é produto do inconsciente etilizado. Ser salvo, porém, é dormir com a princesa e metáfora-tônica de um antivalor, concessão do sono ao acordar de supetão de um pesadelo borgeano: sensação esquisita, estapafúrdia. Morte e poesia andando juntas, porque o trágico pode ser frenético, fétido e cômico – dura realidade! – exatamente na hora irônica do enforcamento.

Poemas como Sessenta e nove I e II trazem, sobretudo, o rústico, o rude, o seco mal lixado. São versos extraídos de uma realidade obstinadamente crua, ausentes de recursos semânticos mais elaborados, e duros como a pretensa e voraz virilidade do poeta. Nem por isso ele peca.

Se transgredir é a virtude do recurso, doces são as circunscrições colocadas em Ah! Se tu fosses minha. Chegam a trazer à tona a ingenuidade do poeta, que verdadeiramente ama sua musa de Parnaso, lírica como uma aquarela a Belle-Époque.

Não se pode deixar de enfocar o trato poético-erótico-libidinoso dos classificados de Acompanhantes. O autor ousa de várias maneiras. E coopta o leitor a acompanhá-lo em aventuras sexomaníacas de pleno envolvimento. Comunicação, mídia impressa, espurcícia? Não. Mistura de elementos cuidadosamente colocados sob a arquitetura da realidade atual, ossatura forte dos arrabaldes das megalópoles. Assim é a estrutura desse poema. Real. Firme e transparente. Enfoque de uma sociedade periférica desprezada pela tradicional e hipócrita sociedade burguesa. É retrato da nova cultura urbana, nascida, infelizmente, ainda da miséria, da perda de status, de poder aquisitivo, e que se torna antepasto para qualquer Sade pós-moderno, certamente. Instigante, claro e azul, o poema indica água fervendo, páprica picante, poesia nova, e, acima de tudo, coragem de inovar pela forma e revolucionar pelo conteúdo da ideia.

Esta é a marca poética de Ray Cunha, que, sob o céu nas nuvens, descobre que o azul sangra como a vagina menstruada de uma nereida de qualquer gangue dos subúrbios brasileiros.

RAY CUNHA é autor dos romances:

A CASA AMARELA
A CONFRARIA CABANAGEM
HIENA
FOGO NO CORAÇÃO

E dos livros de contos:

NA BOCA DO JACARÉ
A CAÇA
O CASULO EXPOSTO

terça-feira, 19 de junho de 2018

Siga sua intuição. Não sufoque seu talento


RAY CUNHA
raycunha@gmail.com

Desde criança, H descobriu que amava música, tinha voz belíssima e aprendeu a tocar violão sozinho. Filho de um advogado riquíssimo e de uma dona de casa, viveu feliz até os 18 anos, quando seu pai lhe disse que era hora de quebrar o violão e seguir a carreira que na família passava de pai para filho: a advocacia. H argumentou que queria se tornar músico profissional, que só precisava de mais um tempo até firmar-se como artista e poder pagar suas próprias contas. Ele mesmo, seu pai, não comprara um quadro de Di Cavalcanti por um milhão de reais? Então, Di fora um vagabundo? Mas seu pai não quis saber de nenhum argumento, exigiu-lhe que largasse o violão e fizesse o curso de Direito; depois disso até poderia rever o caso. Filho criado debaixo da saia da mãe e de pais controladores, H guardou o violão e começou a fazer o curso de Direito, ao fim do qual se matou. 

O que é Deus? Quem é Deus? O que Deus faz? Como Ele faz? Como Ele surgiu? Terá fim? Todas as religiões dão a entender que Deus é a harmonia do Universo, um estado de consciência perfeito, pleno e absoluto, o Tao, o caminho ascendente e eterno a seguir, um processo evolutivo, a ampliação da consciência. Se assim considerarmos, a vida material significa, nesse processo, apenas um trecho ínfimo do caminho, porém extremamente desafiador. Contudo, sempre contamos com o que chamamos de intuição, uma inteligência diversa daquela desenvolvida pela ciência, pela academia. Trata-se de uma inteligência que transcende a matéria, e sua captação depende do estado de consciência.

A melhor maneira de desenvolvermos a intuição é por meio da meditação. Meditar é procurar ficar sozinho, acalmar-se, serenar a mente, até conseguir equilíbrio suficiente para começar a disciplinar o cipoal de pensamentos que nos acorre a todo instante, principalmente nos ansiosos, e atingir um estado de foco, de mergulho no agora. A oração é a melhor meditação que eu conheço, pois além do equilíbrio, nos põe em contato com o divino, com a intuição. Assim, quanto mais intuição nós desenvolvemos mais eternidade sentimos agora.

Aos 24 anos de idade, Ernest Hemingway era um promissor correspondente na Europa de um jornal canadense, Toronto Star Weekly, quando fez uma opção que o levaria a passar fome em Paris: queria ser escritor, mas para isso teria que deixar o jornalismo para se dedicar à literatura. E foi o que fez. Elizabeth Hadley Richardson, a primeira esposa do romancista, que viria a casar-se mais três vezes, tinha um pequeno rendimento no mercado financeiro, e foi desse rendimento que o casal, já com um filho, John Hadley Nicanor Hemingway, sobreviveu até o autor se tornar uma celebridade mundial, aos 27 anos, com o clássico O Sol Também se Levanta, publicado em 1926. Se Hemingway não tivesse seguido sua intuição, teríamos um jornalista medíocre no lugar de um escritor revolucionário, pois Hemingway revolucionou a literatura, criando um estilo literário sem rebuscamento, com as palavras funcionando como bisturi, uma amálgama de profundidade poética e a escrita com a objetividade do soco no queixo, desferido por um peso-pesado.

É que Hemingway estava aberto para a intuição. Aliás, os artistas são tão intuitivos quanto as mulheres. No caso deles, parecem ter antenas especiais, pelas quais recebem a luz da criatividade. Naquela época, o gênio de O Velho e o Mar estava em formação, ainda tinha a flexibilidade e a misteriosa indestrutibilidade das mulheres. As mulheres são como as rosas, delicadas, mas infinitamente fortes na sua beleza mais íntima, a pureza. Tudo o que Hemingway fez foi decodificar a intuição e tomar uma decisão, crucial, que iria mudar todo o seu destino, e o dos que ele amava e dos que o amavam.

Podemos chamar a intuição que Hemingway sentiu de oportunidade, que é aquele momento em que, se quisermos mudar nosso destino, precisamos segurar a oportunidade com unhas e dentes, sem importar-se que o futuro acene com a fome. Determinada a trilha a seguir, agora é oxigenar o talento, livrá-lo das garras que poderão sufoca-lo e desenvolvê-lo. Acontece muito de pais controladores sufocarem os filhos, determinando como eles devem viver e que curso fazer, pois desconhecem que ninguém, nunca, jamais, pode viver a vida alheia. Somente cada um de nós é que pode viver a própria vida, as próprias circunstâncias. O máximo que os pais podem fazer pelos filhos é amá-los; não devem, nunca, escravizá-los. Às vezes, os pais imaginam que controlando todos os passos dos filhos poderão evitar a tragédia; só que não. Cada qual constrói sua própria vida. Esse é o Tao, o Caminho, a evolução.

A intuição atua o tempo todo na nossa vida material; é a nossa consciência. E se não a vemos, mas apenas a sentimos, significa que é nosso pé no mundo espiritual, onde as coisas, os acontecimentos, as descobertas, as invenções, as obras de arte geniais, onde tudo o que acontece na Terra, é projetado, pois, na verdade, somos seres mentais. A matéria é apenas sombra da mente, reflexo da mente, a oportunidade de evoluir mais rapidamente, de ampliar nossa mente e descobrir novas dimensões, muito além do mundo material, que é tosco, muda a todo instante, e é finito.

Há as pessoas que estão em um estado de consciência ainda longe de alcançar a intuição, o que é normal na escala evolutiva, porém as que já conseguem ouvir a voz interior, sigam-na, pois a intuição vem sempre da Grande Harmonia. E é assim que o talento se revela, por meio da intuição. E se o veio do talento estiver numa região de acesso aparentemente impossível, não se intimide, siga adiante, pelo simples fato de que aquela trilha é a única que o levará ao degrau seguinte na espiral do Caminho.

Nada desestimula a determinação; nada a intimida. Nem fome, nem dívidas, nem doenças, sofrimento algum a intimida, nem a morte. Talento requer determinação apostolar para desenvolvê-lo. Ouça a sua intuição e desenvolva seu talento. Jamais se impressione com as coisas da matéria, que é tosca, muda a todo instante, e é finita. A verdade só pode ser vista com os olhos do coração. Uma mulher muito linda envelhecerá, assim como as rosas vermelhas, mas a vibração da beleza das mulheres lindíssimas e das rosas colombianas é para sempre.

A intuição é a voz de Deus, ou do Universo, ou do amor, e o talento é a capacidade que cada um de nós possui para realizar determinadas tarefas, como Van Gogh deteve a luz nas suas pinceladas e Mozart escreveu as partituras do som da Terra girando na galáxia. E quando o talento é realmente utilizado, há curas, o azul sangra de tão azul, o riso das crianças sobrepõe-se à música de Mozart, as rosas se desnudam e a luz triunfa. 


Biliografia


DUKAN, Pierre. A escada Nutricional: Uma alternativa ao método Dukan clássico. Rio de Janeiro: BestSeller, 2015.

GERBER, Richard. Medicina vibracional: Uma medicina para o futuro. São Paulo: Cultrix, 2007.

KARDEC, Allan. O livro dos espíritos – 23ª Edição. São Paulo: Instituto de Difusão Espírita, 1984.

MACIOCIA, Giovanni. Os fundamentos da Medicina Chinesa. São Paulo: Roca, 2007.

MIYAURA, Junji. Os 5 corpos do ser humano. São Paulo: Seicho-No-Ie do Brasil, 2016.

PINHEIRO, Robson: pelo espírito de Joseph Gleber. Medicina da alma – 2ª Edição. São Paulo: Casa dos Espíritos, 2007.

TANIGUCHI, Masaharu. A verdade da vida – 1º Volume. 8ª Edição. São Paulo: Seicho-No-Ie do Brasil, 1992.


Livros de RAY CUNHA na Amazon.com.br e no Clube de Autores

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Velhice é real ou apenas sensação?


RAY CUNHA*


A tarde imobilizava a cidade com um bafo quente, afrouxando o ânimo, escoando energias, lenta como lesma. Os dois rapazes e quatro moças comiam sanduíches e tortas com refrigerante na lanchonete. Eram estudantes. Haviam saído cedo da faculdade, que ficava ali perto. A três mesas deles encontrava-se um velhote empertigado lendo O Globo. Os garotos olharam para ele numa sequência de cochichos, rindo furtivamente, enveredando numa conversa sobre o quanto a velhice era ridícula. Um deles mostrava-se preocupado porque era o mais velho da turma, completara 21 anos e sentia-se envergonhado, um avô. A mais jovem, de 17 anos, sentia-se ansiosa, pois ainda faltavam seis meses para completar 18 anos. “Quando isso acontecer” – pensou – “vou mostrar ao meu pai quem manda na minha vida.” Imaginava-se voltando para casa com o sol nascendo, depois de uma noitada com seu gatão, aquele rapagão de um metro e oitenta, olhos verdes, moreno claro, os cabelos caindo na testa e aquele beijo que ia até a garganta.

O que é a velhice. Por que a velhice arrepia os cabelos de tanta gente? Por que muitos a entendem como doença? Por que inspira tanta repugnância? A preocupação com a velhice perpassa idades, gêneros, etnias, regiões e sociedades. Do ponto de vista da Medicina Tradicional Chinesa, velhice é quando a energia pré-celestial – aquela que garante o desenvolvimento do feto, o crescimento do corpo e a manutenção da vida até a morte – vai para o ralo; do ponto de vista existencial, é a aproximação natural da morte física, quando a energia vital vai se acabando, os órgãos começam a falhar e a defesa orgânica cai para zero.

O desdém que algumas pessoas dispensam aos velhos decorre de dois fatores: um, a forte animalidade principalmente dos jovens, para os quais a morte, e a velhice, não existem no seu estado de consciência, onde só há beleza, vigor, primavera. O outro fator é o apego, a ilusão de que nossas quatro dimensões são para sempre. Notaram que as crianças não excluem os velhos? Pois elas ainda têm aberto o portal que transcende as quatro dimensões, e que só pode ser transposto por meio do não apego.

Mas o tempo só existe no mundo material. Somos espíritos, e na dimensão espiritual não existe tempo. Existe a eternidade, o agora. O fato é que o tempo nem é importante. Importante é a energia. Há velhos que jamais deixam de amar, de trabalhar, de produzir, de ajudar os jovens a construírem seus mundos. E há os que morrem mentalmente, mas seus corpos continuam vagando por aí, deteriorando-se. A energia está, pois, na mente; os corpos são apenas prisão, da qual saímos porque amamos.

Como terapeuta em Medicina Tradicional Chinesa, atendo dezenas de pacientes por mês; expressiva parcela deles sente mais medo da velhice do que da morte, porque associam a velhice à tragédia, à dor, a sofrimento, a doenças degenerativas, à feiura, a lixo, ao fim dos prazeres mundanos, à renúncia, ao nada. Mas quando vivemos o agora não morremos nunca. Cinquentão quando me formei em Medicina Tradicional Chinesa, na Escola Nacional de Acupuntura (ENAc), ouvia, de vez em quando, nos corredores da escola, que um acupunturista é realmente bom com 20 de atividade. Não estará velho demais daqui a vinte anos? Ouvia, em perguntas não verbalizadas, formuladas em olhares zombeteiros dos que ainda sentem o sabor de imortalidade física da juventude. Não! A eternidade é agora. E a Medicina Chinesa é tão generosa que, por pouco que se conheça dela, aplicada ao paciente, e à própria vida, proporciona felicidade inesgotável.

Falar em sabor de imortalidade física, senti isso durante muito tempo, ainda quarentão. Lembro-me que aos 21 anos sentia-me fisicamente um deus, e podia ouvir, às vezes, a noite inteira, a música que só as mulheres sabem reproduzir dos abismos labirínticos das suas almas, os sons que somente as rosas vermelhas vibram e os jasmineiros choram. Mas quando quis peitar o mundo com a força dos meus músculos, me senti esmagado. Cheguei a flertar com a morte; queria enfrentá-la. Mais tarde, lendo o filósofo japonês Massaharu Taniguchi, descobri que só há morte física, que o mundo material é limitado, inclusive pela morte, mas o Caminho é eterno, nas suas inúmeras dimensões.

A vida carnal, a parte espinhosa do Caminho, pode durar o instante da concepção, e pode passar dos 100 anos. Às vezes, nossa missão só pode ser cumprida durante longa caminhada, ao cabo da qual nosso corpo, exaurido, estará enrugado, os cabelos terão caído; os lábios, os seios, o pênis, os músculos, estarão murchos; os ossos, quebradiços; o coração, fraco. Mas isso só incomoda as pessoas apegadas à matéria. Pois que é a vida material senão uma caminhada repleta de obstáculos, caminhada evolutiva, oportunidade para o espírito ascender?

Todos nós temos encontro marcado com a vida, permanentemente. E o que é a vida senão amar? Às vezes, aqui no mundo material, tudo fica tão maçante, tão chato, e de repente uma rosa incendeia de amor o coração, e então o Qi da alegria transforma de novo a vida num jardim, e sentimos que a eternidade é agora, intensa, mergulho para cima no jamais se extingue. Ser jovem é possuir a eternidade das rosas, que são indestrutíveis na sua poesia.

Já estou descendo a ladeira da existência material, sem freio, mas essa velocidade é nada perante o cheiro azul do mar, o perfume das virgens ruivas, o orgasmo das rosas colombianas vermelhas, o triunfo da luz. De tanto ouvir o riso das crianças, de observar as rosas, de sentir os jasmineiros umedecendo as noites tórridas do trópico, e o cheiro do mar, de tanto montar a luz e sentir o cataclismo do primeiro beijo, e de ouvir o atrito da Terra no espaço, como música de Mozart, transcendi o tempo.

Masaharu Taniguchi disse que o mundo físico é apenas criação da mente; o segredo para entendermos isso está no iceberg da vida. Como bem observou o criador de O Velho e o Mar, Ernest Hemingway, o iceberg flutua com tanta elegância porque sete oitavos ficam submersos e somente um oitavo aparece fora d’água, o equivalente ao mundo físico, limitado pelo espaço e pelo tempo. Os sete oitavos dentro da água podem ser identificados como realidades múltiplas, universos multidimensionais, ou qualquer outra coisa que se aproxime do que rotulamos de realidade. E o que é realidade? Matéria? Sonho? Poesia? Gosto de pensar que realidade é o nada, o éter, algo que apenas flui, e que sou leão de asas. 

Biliografia

DUKAN, Pierre. A escada Nutricional: Uma alternativa ao método Dukan clássico. Rio de Janeiro: BestSeller, 2015.

GERBER, Richard. Medicina vibracional: Uma medicina para o futuro. São Paulo: Cultrix, 2007.

KARDEC, Allan. O livro dos espíritos – 23ª Edição. São Paulo: Instituto de Difusão Espírita, 1984.

MACIOCIA, Giovanni. Os fundamentos da Medicina Chinesa. São Paulo: Roca, 2007.

MIYAURA, Junji. Os 5 corpos do ser humano. São Paulo: Seicho-No-Ie do Brasil, 2016.

PINHEIRO, Robson: pelo espírito de Joseph Gleber. Medicina da alma – 2ª Edição. São Paulo: Casa dos Espíritos, 2007.

TANIGUCHI, Masaharu. A verdade da vida – 1º Volume. 8ª Edição. São Paulo: Seicho-No-Ie do Brasil, 1992.

*RAY CUNHA é autor do romance FOGO NO CORAÇÃO, trabalho de conclusão do curso de Medicina Tradicional Chinesa da Escola Nacional de Acupuntura (ENAc), ambientado no mundo da Medicina Chinesa, em Brasília. FOGO NO CORAÇÃO e outros livro do autor poderão ser adquiridos na Amazon.com.br ou no Clube de Autores.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Como se alimentar para conservar a energia e a saúde, e a manter o peso ideal, por meio da Medicina Tradicional Chinesa


RAY CUNHA* 

Um dos dramas dos nossos dias, em especial no Ocidente, é o excesso de peso e a luta para perdê-lo, quase sempre inglória, porque apenas paliativa. O advento da pecuária e da agricultura em escala, e a massificação das redes de supermercados, mais sofá e televisão, produzem milhões de corpos adiposos em todas as democracias do planeta (nas ditaduras, nos regimes comunistas, o povo cata comida no lixo da elite).

Pois bem, na medida em que os gordos se multiplicam rapidamente, as doenças se alastram, e se multiplicam as dietas miraculosas, inclusive as que deixam o paciente sem apetite para sempre. Mas por que as pessoas engordam muito? É possível emagrecer e manter-se magro e saudável? Grosso modo, a questão é matemática: se uma pessoa come duas mil calorias por dia e gasta a metade, mil serão estocadas no corpo dela, geralmente na barriga e ancas, como gordura. Se fechar a boca, emagrecerá. Mas a questão está em fechar a boca.

É preciso deixar claro que não é apenas o terapeuta que leva o paciente a emagrecer, mas, principalmente, a força de vontade do paciente em seguir a orientação do terapeuta. O eu é a mente, que se manifesta por meio de vários corpos vibracionais. O corpo carnal é o mais denso deles, encerrado num universo limitado por altura, largura, fundura, tempo e força de gravidade, e que reflete o que se passa nos corpos sutis, aqueles que não podem ser sentidos pela matéria.

A mente comanda o cérebro, que, por sua vez, mobiliza o sistema endocrinológico para o funcionamento do corpo. Sentimentos deletérios, como ódio, inflamam o corpo astral, sede das emoções, e isso acaba transpassando o corpo etéreo, sede dos sentidos e escudo do corpo carnal, manifestando-se neste em forma de doenças.

A ansiedade é outro drama da Humanidade. Ansiedade é viver no futuro; como o futuro não existe, vive-se uma fantasia, o que desequilibra os corpos astral e etéreo, atingindo o corpo carnal em forma de fome canina e obesidade.

No tratamento em Medicina Tradicional Chinesa são realizadas anamnese, auscultação de pulso e observação da língua do paciente, para cercar-se tudo aquilo que esteja concorrendo para o aumento de peso. A gênese das doenças, e a obesidade é uma doença, começa no desequilíbrio das energias básicas, Yin e Yang. Assim, o paciente terá que equilibrar sua caminhada, seu posicionamento e atitudes perante a vida; sua alimentação será revista, bem como seus horários; enfim, sua vida será sacolejada. Quando mudamos, o Universo muda também. Se o paciente for ansioso, será orientado a se exercitar em meditação, inclusive para escapar dos sequestros emocionais e da tirania do subconsciente. Então, começará seu emagrecimento. E ele verá que quem come menos vive mais, e melhor, já que o desgaste das células é menor.

Quando ampliamos nosso estado de consciência, transcendemos a dimensão dos gordos. Os gordos só pensam naquilo: comida. Então é hora de mudar os hábitos, hora de introduzir a alimentação energética, fitoterapia, massagem terapêutica chinesa e acupuntura, pilares que alicerçarão a mudança na vida do paciente. O corpo é animado pela energia vital, o Qi da Medicina Chinesa, que circula por meio de canais, os meridianos, conectados aos órgãos. Quando essa energia – que é dupla, Yin e Yang, oposta uma a outra, mas complementares – encontra-se em desarmonia, ocorre a doença e surge a dor. Os pontos de acupuntura são chacras, que, estimulados, promovem a desobstrução dos meridianos, reequilibrando o fluxo Yin e Yang.

Para emagrecer não existe fórmula mágica, e cada caso é um caso. Às vezes, pode demorar muito para um paciente emagrecer porque ele está com seu corpo etéreo tomado por microrganismos e larvas do mundo astral; é a obesidade mórbida. Uma coisa é certa, porém: a magreza, o corpo esbelto, flexível, com tônus, que todos nós, homens e mulheres, jovens e velhos, desejamos, está na mente. O corpo é reflexo da mente. Então, o primeiro passo é amarmos a nós mesmos, do jeito que somos. Depois, que venham as batalhas.

É comum alguém resolver começar uma dieta numa segunda-feira. A decisão é tomada no domingo, após um fim de semana de comilança, bebedeira, ressaca e ódio contra si mesmo, porque o corpo já tomou as rédeas do espírito; o corpo, que é o cavalo do espírito, começa a comandar o atalho do caminho, em descida desabalada na íngreme ladeira do subconsciente, que sempre desemboca no precipício existencial. Chega a segunda-feira e ao sair do trabalho essa pessoa recebe um convite irrecusável: um banquete, com fartura de champagne francês.

Não dá outra: ocorre o que os psicólogos chamam de sequestro emocional; a pessoa esquece imediatamente o propósito tomado no domingo. Sua memória é toda comida; é como se as células implorassem por comida. E ele come, come, come. No dia seguinte, estará mais gordo e com mais ódio de si mesmo.

Alguns ingerem qualquer droga milagrosa que lhes extirpará o apetite, adoecendo-os, e, quando não suportam mais ingerir a droga voltam a comer ainda mais. É o efeito sanfona – encolhe e volta a inchar. Outros se submetem a cirurgias para redução do estômago, continuando gordos e, agora, doentes. O estômago é basicamente como uma máquina de lavar roupa. Se a capacidade da máquina é para cinco quilos de roupa e colocarem seis quilos, não haverá espaço para a roupa ser lavada e ao fim da lavagem a roupa estará manchada de sabão em pó. O estômago tem o espaço certo para metabolizar até determinada quantidade de alimento por vez; se for reduzido, a pessoa terá que comer menos do que o necessário, e ficará desnutrida.

Assim, a dieta, a cirurgia, deve ser mental. Começará pela meditação, que é viver o agora. Isso, é claro, não é fácil, como nada é fácil no mundo material, que muda a todo instante, se degrada, se dilui, incluindo a energia pré-celestial, a que os cientistas chamam de mensagem genética. Para se medir a dificuldade de se viver no mundo carnal basta pensarmos na força de gravidade, que exige esforço até para ficarmos em pé. E há os apelos, alguns irresistíveis, como sexo, por exemplo. Criou-se a pílula azul para os que não conseguem ereção, mas a pílula azul exige um esforço que o coração, às vezes, não suporta. Mas com alimentação saudável as artérias e veias não engordam, não enrijecem, e o Qi conduz naturalmente o sangue.

São três os alimentos, o combustível da existência no mundo carnal: oxigênio, sem o qual não duramos dois ou três minutos; água e comida, sem as quais morremos em três a quatro dias; e alegria, sem a qual morremos em vida. Como obtê-los e consumi-los no momento e em quantidades ideais?

O oxigênio deve ser puxado via narinas pelo diafragma, músculo situado na barriga. De manhã, ao levantar-se, deve-se inspirar profundamente umas dez vezes, e soltar o ar pela boca; desse modo, estaremos oxigenando todo o corpo, especialmente o cérebro, e damos a partida para aquele dia com todo o fôlego.

Pelo menos 90 por cento do nosso corpo são água, matéria-prima para a produção de sangue, líquido sinovial, lágrima, suor; o estômago e os intestinos precisam de água para funcionar, e o sistema linfático só funciona com água. Uma pessoa adulta perde cerca de dois litros de água por dia, e essa água precisa ser reposta. Perceberam por que é importante tomar dois litros de água por dia? Já atendi paciente se queixando de fibromialgia diagnosticada por médico; ele não tomava nem meio livro de água por dia. Prescrevi dois litros de água diariamente e o paciente ficou bonzinho. Àqueles que não conseguem ingerir água, beba-a aos pouquinhos, adicione-lhe sabor, como hortelã, por exemplo, e procure beber bastante suco.

Quanto à comida, há algumas regras básicas. Evite tudo o que você sente que lhe faz mal. Procure também evitar, mas sem estresse, alimentos com muitos produtos químicos, como margarina, por exemplo, que nem os microrganismos comem, ou refrigerantes, como Coca-Cola, que depaupera o baço, órgão que, conforme entendimento da Medicina Chinesa, produz sangue, governa os músculos e enxuga o organismo, inclusive de tumores.

Após as 18 horas, é radicalmente proibido determinados alimentos de natureza fria. O frio trava a circulação do Qi, a energia vital. Esses alimentos de natureza fria são qualquer tipo de fruta, verduras, legumes crus, leite e doces. A noite é fria, de modo que ao alimentar-se com esses alimentos estar-se-á gerando excesso de frio, ou seja, travamento energético. O sono será ruim e o corpo ficará inchado. O melhor alimento, após as 18 horas, é aquele que vai ao fogo, especialmente abóbora e raízes, como mandioca, batata, inhame e cará, pois eles tonificam o baço.

Outro pecado é comer muito à noite. Como quase não gastamos energia ao deitar-nos, o alimento é estocado no corpo em forma de gordura. Assim, à noite, deve-se comer pouco, e pelo menos três horas antes de dormir.

E a alegria? Há muitas coisas que geram alegria. Perdoar-se a si mesmo, e perdoar o próximo, é uma delas; agradecer aos antepassados, a todas as pessoas e a todas as coisas é outra; disciplina, que é a base da liberdade – liberdade é equilíbrio, harmonia –, é garantia de felicidade. A mente rica é a mente feliz. O bilionário que está preso, ou que é paciente de câncer, é infeliz, logo sua mente não é rica; inclusive dinheiro pode, e não devia ser assim, gerar preocupação, ansiedade. Daí que dinheiro é um valor simbólico, que vale pelo bem que pode proporcionar. Creio que o fator que mais gera alegria é fazer o bem. E só podemos fazer o bem por meio do sentimento de amor, e, para amarmos, é preciso que amemos primeiramente a nós mesmos. Então entenderemos a leveza da luz.  

Biliografia

DUKAN, Pierre. A escada Nutricional: Uma alternativa ao método Dukan clássico. Rio de Janeiro: BestSeller, 2015.

GERBER, Richard. Medicina vibracional: Uma medicina para o futuro. São Paulo: Cultrix, 2007.

KARDEC, Allan. O livro dos espíritos – 23ª Edição. São Paulo: Instituto de Difusão Espírita, 1984.

MACIOCIA, Giovanni. Os fundamentos da Medicina Chinesa. São Paulo: Roca, 2007.

MIYAURA, Junji. Os 5 corpos do ser humano. São Paulo: Seicho-No-Ie do Brasil, 2016.

PINHEIRO, Robson: pelo espírito de Joseph Gleber. Medicina da alma – 2ª Edição. São Paulo: Casa dos Espíritos, 2007.

TANIGUCHI, Masaharu. A verdade da vida – 1º Volume. 8ª Edição. São Paulo: Seicho-No-Ie do Brasil, 1992.

*RAY CUNHA é autor do romance FOGO NO CORAÇÃO, ambientado no mundo dos acupunturistas de Brasília/DF. FOGO NO CORAÇÃO e outros livros do autor poderão ser adquiridos na Amazom.com.br e no Clube de Autores